Bem vindos ao Fanfics da Cah. Sou Camila Cocenza, futura garota de programa! E não, não é o que estão pensando, apenas pretendo cursar Engenharia da Computação. Para mais informações: cahcocenza@hotmail.com

18/04/2014

Deixe-me Te Amar - Capitulo 11

Capitulo 11

Isabel suspirou enquanto andava pelo corredor da faculdade. Abaixou a cabeça quando notou que muitos viravam o rosto para olhá-la. Sabia que os boatos começariam mais cedo ou mais tarde, principalmente depois de Edward ter pegado ela de surpresa e beijado-a pela manhã quando a trouxe na faculdade e viu que o filho de Brown a aguardava. Sim, ele a beijou na frente de todos.

Tudo bem que ela sabia desde sempre que teria aqueles olhares sobre ela, só não imaginou que se incomodaria tanto com isso.

Apertou sua bolsa contra o corpo, trombando em alguém em seguida.

- Isa, não ande olhando para seus pés.

Ela ergueu o rosto, encarando o primo, que a olhava divertido, mas por trás dos olhos verdes via preocupação.

- Me desculpe, eu... – A menina suspirou, olhando para os lados e vendo um grupo de meninas cochichando. – Será que pode me emprestar um dinheiro para eu pegar um taxi? Eu não trouxe nada.

- Não precisa, vem te levo para casa.

Anthony a abraçou pelo ombro todo protetor, erguendo o queixo e lançando olhares desafiadores para todos que olhavam sua prima. A levou até o estacionamento. Entraram no carro e Isabel soltou um gemido.

- O que?

- Ali. – Apontou para fora – É um fotografo? Droga, há quanto tempo ele está ali? Será que viu o que Edward fez?

O garoto soltou um suspiro, dando de ombro.

- Acho muito provável que sim, sabe, vi esse cara ai quando cheguei com Katy hoje.

- Droga!

Anthony ligou o carro e manobrou o carro.

- Qual é Isa, você sabia que teria conseqüências, vai ficar assim agora?

Ela mordeu os lábios, fechando os olhos e balançando a cabeça negando.

- Não.

- Ótimo, bote um sorriso nesse rosto. Papai não vai ficar nada feliz em saber que está voltando no intervalo para casa por esses motivos.

A menina arregalou os olhos, virando-se para ele.

- Você não vai contar, vai?

Ele negou, sem tirar os olhos da pista.

- Claro que não, mas ele vai ficar bem chateado em ver que você está incomodada com tudo isso.

- Eu vou melhor, eu juro, eu só... Eu vou me acostumar, não quero que Edward me deixe.

O menino sorriu torto para a prima. Dirigiu com tranqüilidade e não demorou para estacionar enfrente ao prédio que moravam.

- Te vejo depois.

- Obrigada Thony.

Saltou para fora do carro e entrou no hall do prédio, pegando elevador e escolhendo seu andar. Suspirou encostando-se à parede de aço. Estava sendo infantil e tola.
Ao entrar no apartamento, rumou para o quarto de Edward, que agora era quase seu também, já que não passava uma noite longe dali. Suspirou, retirando sua sandália, jogando sua bolsa em um canto qualquer e desabando na cama.

O cheiro de Edward estava impregnado ali, os lençóis estavam revirados da maneira que deixaram pela manhã. Sorriu, lembrando-se de ter despertado por beijos dele.

Virou na cama, olhando para o teto. Um som alto preencheu o quarto, a menina saltou da cama e correu até a bolsa, retirando o celular de lá e gemendo.

Droga!

- Alô?

- Diga que não é verdade.

A loira se jogou de costas, apertando a ponta do nariz para aliviar sua raiva.

- Jully eu estou bem e você, minha irmã? – Rolou os olhos, irônica. Ouviu sua irmã grunhindo do outro lado da linha.

- Não me venha com gracinhas agora Isabel, Alice me ligou ontem e me contou tudo, mas se ela não ligasse também eu já estaria sabendo já que não se fala em outra coisa na mídia que não seja o beijo que flagraram de você e aquele pedofilo nojento...

- Jully!

- Isabel!

- Urgh! Eu não tenho que dar satisfação a você e se quer saber, sim eu estou com Edward, durmo com ele, dou para ele até ficar ardida.

Ouviu o arfar do outro lado e desligou o celular rapidamente. Ooops, talvez tivesse ido longe demais, mas odiava sua irmã a criticando, sempre foi assim, desde pequena Jully a repreendia. Parecia até que Jully veio ao mundo só para criticar a menina.

[...]

Onde você está?

Olhou para o celular aguardando pela resposta que não vinha. Já havia mandado três mensagens e ligado duas vezes e nada de Edward a atendê-la ou responder.

A menina suspirou, sentindo seus olhos arderem. Estava com vontade de chorar. Onde Edward estaria? Ou melhor, com quem ele estaria.

Já se passava das 22h00min quando decidiu ir deitar, mas estava chateada suficiente para fazer o caminho do antigo quarto que ainda estava montado no fim do corredor.

 Deitou-se na cama e torceu os lábios sentindo falta do cheiro de Edward, do calor dele. Geralmente, essa hora os dois já teriam tomado um banho juntos e estariam deitados discutindo sobre o dia.

Virou na cama, resmungando baixinho.

...

- Ei, vai com calma! – Jacob repreendeu Edward quando o viu virar o copo de whisky de uma vez.

- Preciso de álcool, muito álcool. – Resmungou, colocando o copo no balcão, vendo a barman encher o copo novamente, suspirou desviando os olhos quando a mesma lambeu os lábios secando-o.

- Você sabe que não concordo com o que está fazendo, certo?

Edward se virou para o amigo, arqueando a sobrancelha.

- Não concorda comigo por estar bebendo ou tentando um relacionamento com minha sobrinha e afilhada de 19 anos.

- Os dois meu amigo. – Jake lhe deu um tapinha nas costas – Mas álcool não vai ajudar muito agora. Você ligou pedindo para eu vir, agora me agüente.

O Cullen riu, dando de ombros.

- Eu precisava desabafar. Além do mais o dia na empresa foi... stressante, eu precisava tomar umas. – Passou os dedos por entre o cabelo liso, puxando-os de leve – Sou um burro, não acredito que me deixei levar por ciúmes daquele menino e beijei Isabel em publico...

- Ciúmes? Uau! – Jacob suspirou, surpreso – Eu não sabia que você realmente estava gostando dela.

- Acha que eu colocaria tudo o que tenho em risco por apenas uma transa convencional? Não cara. Aquela menina não sai da minha cabeça... – Gemeu, empurrando o copo vazio para o lado, impedindo que a moça o abastecesse com mais álcool. – Não demorou nem duas horas e as fotos já estavam em todos os sites possíveis da internet.

- Maldita tecnologia. – Jacob concordou – Mas beber não vai te ajudar, acho que você deveria ir pra casa, se você ficou meio abalado pelo tamanho que isso tudo se tornou, imagina Isabel?

Edward grunhiu. Tinha se esquecido desse detalhe. Com um movimento rápido se levantou da cadeira, jogando algumas notas no balcão.

- Agora vem o propósito de eu ter te chamado. – Sorriu torto – Pode levar um bêbado para casa?

- Claro, nada melhor que relembrar os velhos tempos.

Os dois riram saindo do bar que dificilmente freqüentavam, mas que sempre que podiam se reuniam lá para assistir a um jogo ou simplesmente jogar conversa fora.

...

Edward abriu a porta de seu quarto, estava tudo escuro. Franziu a testa respirando fundo e tateando a parede para acender a luz, ainda não havia superado sua aversão a escuridão.

Quando a luz acendeu, arqueou as sobrancelhas para a cama vazia. Gemeu frustrado, retirou sua camisa, calça e foi para o banheiro, tomando um banho rápido. Colocou sua cueca boxer e saiu do quarto, caminhando até o fim do corredor e empurrando a porta de leve. Ali estava ela, toda encolhida.

Felizmente o abajur estava ligado, entrou no quarto, fechando a porta e indo até a cama. Ergueu as cobertas, entrando ali com ela. Abraçou sua cintura fina, enfiando o rosto em seus cabelos cheirosos.

- Está acordada? – Indagou baixinho, inclinando-se para sussurrar em seu ouvido. Isabel assentiu, sem se virar ou falar. – Está chateada comigo? Me desculpe, acabei indo esfriar a cabeça em um bar.

Ela girou na cama, com os olhinhos vermelho.

- Você ficou com alguma mulher?

- Oh não, claro que não. – Rolou os olhos – Eu e Jake só conversamos, sabe, hoje foi um dia cheio.

- Sim, foi.

- Me desculpe. – Beijou a testa dela – Só não sei mais como é ter um relacionamento, deveria ter te avisado certo? Isso não vai voltar a acontecer, além do mais, eu devia ter vindo para casa e ficado contigo.

- Tudo bem.

Ela deu de ombros. Edward afagou sua bochecha.

- Que tal irmos lá para meu quarto, sua cama é um pouco pequena demais...

Ela acabou rindo. Levantaram-se e foram para o quarto dele. Edward se acomodou na cama e a puxou para cima de seu peito assim que deitaram.

- Como você está? Em relação ao que fiz hoje...

A menina mordeu os lábios, erguendo os olhos para encará-lo.

- É o que eu sempre sonhei, mas me senti um pouco incomodado com as pessoas, sabe...

Ele assentiu.

- Ainda da tempo de desistir, você pode dizer que te agarrei, que sou um louco e sair de casa, assim todos te deixariam em paz.

Isabel negou com a cabeça, deixando seus dedinhos pequenos entrarem nos cabelos molhados de Edward.

- Eu realmente não me importo. Eu... – Ela mordeu os lábios, enfiando o rosto no peito dele. – Eu amo você.

Edward paralisou. Alisou a cintura da menina.

-Eu... Isabel...

- Tudo bem. – Ela murmurou contra o peito dele abafando sua voz. – Eu sei que ainda está cedo para você me amar, mas eu vou conseguir isso.

- Eu sei que vai pequena. – Ele sorriu, beijando sua testa – Eu sinto algo muito bom quando estou com você, me sinto completo, alegre, jovem... – Suspirou – Você é muito importante em minha vida.

- Pra mim é o suficiente. – Ele notou os lábios dela se erguer em um sorriso – Por enquanto.

Edward sorriu, apertando-a em seus braços. Era impossível não amá-la um dia, ele sabia e se esforçaria para isso.

- Durma pequena, amanhã o dia será longo, além do mais, conversaremos quando acordarmos.

- Eu fiz algo?

Ele riu, negando com a cabeça.

- Não exatamente, nós fizemos. – Beijou o cabelo loiro – Agora durma, amanhã conversaremos.

[...]

Edward abriu os olhos assustando ao sentir Isabel pular da cama e correr em direção ao banheiro.

- Isabel?

 Ouviu a porta bater e um grande ruído preencher o quarto. Respirou fundo, jogando o edredom para o lado e se levantando. Passou a mão pelo rosto, parando próximo a porta e a abrindo.

Soltou um grande suspiro ao ver a menina debruçada sobre o vaso sanitário.

- Estou bem. – Ela se levantou, dando descarga e erguendo-se. Isabel abriu o armário e pegou sua escova e pasta, começando a escovar os dentes. Quando ela terminou, virou-se para Edward que continuava parado na porta, olhando-a intensamente. – Eu estou bem, é sério. Só preciso tomar algum remédio, devo ter comido algo na faculdade que não fez bem.

Edward se aproximou, pegando a mão dela e a puxando para fora do quarto rumo a cama.


- Lembra ontem quando eu disse que tínhamos que conversar? Acho bom fazermos isso agora.

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