Bem vindos ao Fanfics da Cah. Sou Camila Cocenza, futura garota de programa! E não, não é o que estão pensando, apenas pretendo cursar Engenharia da Computação. Para mais informações: cahcocenza@hotmail.com

01/12/2012

Para Recordar - Parte II

N/A: Eu sei, sei... Demorei mas voltei :P  Espero que gostem do capitulo! Comentem!


PARTE II



- Ok. – O velho deu um leve pigarro. – Podemos pular essa parte?

- Porque? – Perguntou ela tristonha – É uma das partes mais linda e...

- Por favor, isso ai é uma barbaridade, que absurdo escrever algo tão... intimo em um livro que todos vão ler.

Ela riu.

- Como se você nunca tivesse feito essas coisas...

- Marie... – Resmungou.

- Tudo bem, tudo bem, vamos pular para o próximo capitulo.

.~ [...] ~.

CAPITULO 11 – VOCÊ NÃO TINHA O DIREITO!


Naquela manhã, o dia amanheceu diferente. O sol forte e quente rompeu a janela do quarto, alcançando aos poucos os dois corpos que ainda estavam embolados na cama.

Isabella foi a primeira a acordar. Abriu os olhos devagar, sentindo o corpo dolorido, mas uma felicidade inexplicável.

Ou melhor, era explicável, ela havia feito amor com Edward duas vezes naquela noite.

Virou-se na cama devagar, vendo o relógio ao lado da cama apontar que ainda era muito cedo, não se passava das 07:00.

Passou a mão pelos cabelos lisos e castanhos, enquanto apoiava o rosto na mão para admirar Edward, que ressonava tranquilamente, com os braços possessivamente ao redor da cintura dela. A morena sorriu, alisando o rosto dele.

Como pode ficar tanto tempo sem senti-lo?

Suspirou, mordendo os lábios e inclinando-se para beijar os lábios dele. Em seguida saiu da cama devagar, indo até a mala e retirando de lá seu remédio. Sentia-se cansada e tonta, mais do que de costume, talvez a noite longa tenha feito isso...

Tomou os comprimidos e os guardou novamente, no fundo da mala.

Vestiu um shortinho curto e uma regatinha branca, escovou os dentes, penteou os cabelos e saiu do quarto, descendo para a cozinha.

A noite havia sido maravilhosa, mas infelizmente, teria de agir como se o que aconteceu ontem, não voltaria a se repetir.

Apoiou-se na mesa, lutando contra as lagrimas. Sabia que a probabilidade de sobreviver era mínima, não poderia voltar atrás agora... Edward sofreria em dobro quando morresse. Precisava seguir seu plano, mesmo que isso também a matasse ainda mais.

Edward bocejou, sentindo um pequeno corpo sobre o seu.

- Bom dia papai! – Katty sorriu, beijando a boca dele.

- Bom dia meu amor. – Sentou-se na cama,passando rapidamente a mão pelo corpo e sentindo sua boxe ali... Bella. – A pequena suspirou,abaixando os olhos em seguida. – Ei amor, o que houve?

- Não quero ir embora... – Resmungou.

- Mamãe já falou que precisamos ir anjo.

O Cullen se virou, notando só agora a presença de Isabella. A morena estava saindo do closet, puxando as malas deles.

- Mas eu queria ficar mais, por favor  papai, por favor. – Espalmou as mãozinhas no peito dele, chacoalhando-o.

- Desculpe princesinha. – Jogou a franja dela para trás – Mas mamãe tem razão, precisamos voltar e trabalhar, senão, como iremos voltar mais vezes.

- Tudo bem. – Murmurou, torcendo os lábios.

Edward riu.

- Quando você faz isso, parece com sua mãe. – A apertou contra o peito, olhando para Isabella – Linda como sua mãe.

A morena mordeu os lábios, sentindo as bochechas corarem.

- Vamos tomar café, a mesa está posta.

Katy pulou da cama, correndo para fora do quarto. Edward se levantou devagar, vestindo a bermuda que Isabella havia lhe deixado separado.

- Vou ao banheiro e já desço. – Sorriu, aproximando-se dela, que se desvencilhou dele e foi em direção a porta.

- Tudo bem, te esperamos lá embaixo.

- Bells...

Antes que ele terminasse ela já havia saído do quarto.

[...]

- Vou ajudar vocês a subirem com as malas. – Edward saiu de seu carro, vendo sua filha ressonando no banco de trás do carro.

- Katy, amor, chegamos, hora de acordar.

A pequena abriu os olhos, assentindo. Isabella a ajudou sair do carro, enquanto Edward retirava as malas do porta-malas e as levava em direção ao elevador, segurando-o até que a filha e a morena entrassem.

A porta se fechou, Isabella foi para um canto, abraçando-a a filha contra seu corpo, enquanto Edward a avaliava. Desde a noite passada quase não se falaram. Suspirou.

Chegaram ao andar do apartamento e entraram. Edward deixou as malas no chão e pegou a filha no colo, a menina estava mole e quase dormia em pé. Rindo, a levou para o quarto, deitando-a na cama. Voltou em seguida a sala e ao não encontrar Isabella seguiu para o quarto que dividiam.

- Bella? – Empurrou a porta, vendo-a sair do banheiro limpando a boca e totalmente pálida – Você está bem?

Ela passou a mão pelos cabelos,assentindo em seguida.

- Estou ótima. – Mentiu, cruzando os braços sobre o peito – Acho que está na hora de você ir, obrigada pela ajuda.

- Sem problemas. – Sorriu se aproximando dela e tocando seu rosto – Amanhã passo aqui...

- Pra que? – Franziu a testa.

- Como para que amor? – Riu, mordendo os lábios – Vou trazer minhas coisas de volta para casa depois do expediente e...

- Espera! – Ela o interrompeu – Trazer... suas coisas?

- Sim, agora que está tudo bem entre nós, eu pensei que...

Isabella ergueu a mão, respirando fundo.

Oh droga! O que faria agora?

Virou de costas por alguns segundos. Sabia que não devia ter cedido naquela noite. Virou-se novamente para Edward, decidida.

- Edward... – suspirou, como se tentasse manter a calma. – Você não vai voltar para casa.

Ele engoliu em seco.

- Mas eu pensei que depois do que aconteceu ontem...

- Pensou errado. -  O cortou. – O que aconteceu ontem foi apenas sexo, puro desejo.

- Sexo?! – Exclamou perplexo, sentindo um nó se formar em sua garganta. – Você não pode estar falando a verdade...

- Edward, não houve nada demais entre nós, aconteceu ontem e não voltará a se repetir.

- Isabella! – Apertou o próprio nariz, tentando conter o choro e a raiva que o tomava. – Sua... – Fechou os olhos, passando a mão pelos cabelos – Sexo! Foi só sexo?! Eu não posso acreditar!

- Eu já te disse, porque mentiria?! – Riu, irônica. Estava sendo tão difícil manter aquela farsa... principalmente vendo-o tão abalado.

- Vou embora. – Secou algumas lágrimas que escorreram em sua bochecha. – E pensar que eu te amo... – Riu, passando a mão pelo peito, que doía – Você não passa de... de uma... – Travou o maxilar.

Virou-se e saiu do quarto, deixando-a só. Assim que ouviu a porta do apartamento se fechando, deixou-se cair sentada na cama. A morena fechou os olhos, gemendo de dor enquanto pressionava o peito por cima da blusa. Podia sentir seu coração acelerado e dolorido. Gemeu novamente, virando-se na cama e ficando em posição fetal. Apertou os olhos com força, sentindo o ar lhe faltar.

- Mamãe, o que... – A pequena Katy arregalou os olhos, vendo a mãe gemer mais alto enquanto se contorcia na cama. – MAMÃE!

- Filh-... ai! – Gemeu, sem conseguir completar a frase, levando a mão a cabeça, que também latejava demais.

Antes que a mãe falasse mais algo, a garota saiu do quarto correndo, desesperada e com o rosto banhado de lágrimas. Abriu a porta do apartamento, vendo o pai parado próximo ao elevador, esperando-o subir. Edward estava com a testa encostada na parede e os olhos fechado, mas rapidamente os abriu, virando-se para a direção de onde vinha o choro que conhecia.

- Querida? – Indagou, vendo-a correr até ele, soluçando – Katy, amor, o que houve? Fala com o papai...

-  É A MAMÃE, A MAMÃE PAPAI!

Pegou a filha no colo sem perguntar o que estava acontecendo, sabia que devia ser algo grave por conta de seu estado. Correndo entrou novamente no apartamento, colocando a pequena no sofá e entrando no quarto. O desespero o tomou, vendo Isabella chorando e se contorcendo, com a mão no peito.

Não pensou duas vezes, passou os braços por debaixo dela, retirando-a na cama e dando ordens para que a filha o seguisse.

Não sabia o que estava acontecendo, mas seu maior medo era perdê-la mais do que já havia perdido. Uma coisa é se divorciar outra era não vê-la nunca mais...

[...]

Sem noticias, Edward continuava sentado na sala de espera, com a pequena filha nos braços, que havia adormecido depois de chorar.

Edward jogou a cabeça para trás, fechando os olhos e passando a mão pelo rosto, lembrando-se das palavras do Dr. Aro quando chegaram com Isabella desacordada.

“Eu disse a ela que uma hora isso aconteceria!”

Balançou a cabeça, sem entender nada.

O que estava acontecendo com ela?

Bella estava bem? Ela ia ficar bem?

Seus pensamentos foram interrompidos quando uma mão tocou seu ombro. Abriu os olhos fitando sua mãe, que sorria tristonha.

Antes que trocassem alguma palavra, Aro entrou na sala, fazendo o rapaz se levantar com a filha nos braços. Edward se aproximou, implorando com os olhos.

- Ela realmente não contou a vocês, não é?

Edward franziu a testa.

- Contou o que? Aro o que minha mulher tem? Por favor, me diga...

O velho senhor suspirou, sabia que havia prometido a Isabella que guardaria seu segredo, mas vendo sua família ali tão aflita... Não podia fazer isso...

- Isabella... – Respirou fundo, tentando achar a maneira mais fácil de dar aquela noticia – O estado de Isabella é delicado, o coração é um dos órgãos mais importantes e...

Antes que ele terminasse Edward o interrompeu.

- Co-coração?

O médico assentiu.

- Sinto lhe informar, mas há alguns meses atrás Isabella descobriu que possuía a doença coronariana, que é uma importante causa de insuficiência cardíaca.

Edward voltou a se sentar, arfando. Esme sentou-se ao seu lado, puxando Katy de seus braços enquanto o abraçava.

- Edward...

- Oh meu Deus! – Sentiu seus olhos arderem e fitou Aro novamente – O que é exatamente essa doença coronariana? Tem cura? Pelo amor de Deus, Bella não pode morrer, eu não vou deixar, não vou!

- A doença arterial coronariana ou aterosclerose coronariana é caracterizada pelo estreitamento dos vasos que suprem o coração em decorrência do espessamento da camada interna da artéria devido ao acúmulo de placas. A irrigação do coração é denominada circulação coronariana. São duas as artérias principais: a coronária direita e a coronária esquerda. A cardiopatia coronariana é a doença mais comum na sociedade americana atual Mais de um milhão de estado-unidenses sofrem um infarto e mais de meio milhão morrem anualmente.

- E? – Edward continuou ansioso, sabia que Aro não havia lhe respondido.

- Isabella ainda tem chances... – Abaixou os olhos – A aterosclerose pode ser considerada uma doença pediátrica, embora suas manifestações clínicas só apareçam muito mais tardiamente na vida. Existem três períodos básicos no desenvolvimento da doença. O primeiro é o de incubação, que se forma entre a infância e a adolescência. Durante esse período formam-se coxins (protuberâncias) na camada interna da artéria. Esses coxins consistem numa mistura de tecido conjuntivo embrionário, com alguns depósitos de gordura e de fibras elásticas desorganizadas. Numa segunda fase desse período começam a surgir estrias de gordura. O resultado final é o desenvolvimento de uma pequena placa arredondada ou ovalada, visível a olho nu. O segundo período, conhecido como latância, ocorre entre a adolescência e o início da vida adulta. Durante esse período é possível observar a presença de estrias de gordura nas artérias coronárias; embora essas lesões sejam percussoras das lesões ateroscleróticas, elas não são um bom preditor da doença, pois podem ser facilmente reversíveis. No terceiro estágio, conhecido como clínico, as placas se tornam fibrosas e são mais dificilmente revertidas, surgindo as manifestações clínicas da doença, como angina no peitoinfarto agudo do miocárdio e morte súbita.

- Bella teve um infarto?! – Esme indagou indignada.

- Fiquem calmos, não foi exatamente um infarto Sra. Cullen, mas o principio de um. – Aro suspirou – Isabella não se encaixa nos casos de obesidade para chegar a esse estado, mas ela me contou que o pai, Charlie, morreu de problemas nos coração, é algo que pode ser genético também.

- Você ainda não disse o que faço para ela voltar! – Edward se alterou, assustando a filha que acordou chorando. – Ei filha, se acalme, está tudo bem. – Inclinou-se, beijando-a.

- Cadê a mamãe? – Indagou chorosa.

- Papai promete que ela vai ficar bem. – Sussurrou – Confia em mim? – A pequena assentiu. – Ótimo, agora vá com a vovó... – A passou para Esme – Pode leva-la com você mãe? Assim que sair daqui passo lá.

- Claro querido, vou voltar para casa, Emmett e Alice não conseguiram sair do emprego para vir aqui, estão aguardando noticias.

- Obrigado mãe. – Beijou a testa de Esme. – Por favor, reze por Bella... – Implorou – Eu não vou saber viver se a perdê-la.

Depois que a senhora deixou a sala de espera com a pequena Katy, Edward se voltou para Aro.

- Me diz o que preciso fazer, por favor...

Ele suspirou, mexendo nos óculos.

- Edward, Isabella não queria que você soubesse porque...

- Não foi essa minha pergunta.

- Tudo bem. – Aro deu um pequeno sorriso. – Isabella está no estagio avançado da doença, já está na fila de espera para um novo coração, não tem o que fazer meu jovem, só nos resta esperar e seguir a vontade dela.

- Vontade dela?! – Apertou o maxilar – Eu tenho dinheiro! Posso conseguir isso sendo vontade dela de esperar na fila ou não. Não vou deixar minha mulher morrer, não, eu não vou... – Virou-se, encostando a testa na parede – Mesmo que ela sobreviva e continue com a ideia da separação. Mesmo que refaça sua vida com outro homem. Não posso viver em um mundo que ela não exista.

Aro o afagou o ombro.

- Não diga bobeira. Isabella fez tudo o que fez porque te ama. Sei que é estúpido, eu mesmo disse isso a ela, mas na cabeça dela, se afastar de você o faria sofrer menos caso ela...ela morresse.

Assentiu para Aro, apertando os olhos com força.

- Preciso vê-la...

- Tudo bem, mas ela precisa descansar.

- Não vou acorda-la.

Aro assentiu para Edward.

- Siga-me.

Pelos corredores frios, seguiu o médico que o guiava em direção a ala onde Isabella estava internada. Quando chegaram enfrente ao quarto, Aro abriu a porta, dando espaço para Edward entrar, saindo em seguida, alertando-o novamente para deixa-la descansar.

O Cullen se aproximou da cama, tocando os cabelos castanhos enquanto suspirava e observava o rosto moreno totalmente pálido, assim como os lábios dela.

Inclinou-se, beijando sua testa devagar. Sorrindo tristonho contra a mesma.

- Você não tinha o direito! – Fechou os olhos com força – Não devia ter escondido isso de mim... – Voltou abrir os olhos, deslizando o polegar pelo rosto lindo e delicado de Isabella, suspirando pesadamente. – Então você não disse a verdade quando disse que estava me deixando porque já não me amava... – Sussurrou – Eu juro Isabella, vou fazer de tudo para não te perder.

.~ [...] ~.

CAPITULO 12 – EU PROMETO!

Edward deu um pequeno sorriso, deixando escapar um riso de seus lábios, o que fez Isabella desfazer um pouco a careta.

- Edward, estou falando sério! – Suspirou, com a voz chorosa. – Não quero ficar nesse hospital.

Ele balançou a cabeça, incrédulo.

- Como assim? Isabella, você quase morreu! – Travou o maxilar – Você precisa e vai ficar aqui o tempo que for necessário.

Ela franziu a testa. Ele a conhecia, sabia que ela estava irritada.

- Você não manda em mim Culle... ai. – Gemeu baixinho,movendo-se na cama desconfortavelmente, enquanto sentia o peito doer.

- Parece que não ouviu o que Aro disse agora pouco! – Sibilou irritado – Isabella, comporte-se! – Tocou sua bochecha, suavizando o tom da voz – Você precisa ficar calma, não posso perder você...

A morena virou o rosto, sentindo os olhos arderem.

- Você devia ir embora.

Ele negou. Dando-lhe as costas e sentando-se em um sofá que havia ali. Edward estava praticamente morando ali desde que Isabella passou mal e ficou desacordada por 2 dias, e isso já fazia quase 2 semanas.

Ergueu os olhos, vendo sua mulher sobre a cama, com a expressão dolorosa, muito magra, pálida e com fortes olheiras.

Observou a enfermeira entrar, tirar a temperatura, pressão e consultar alguns aparelhos ao lado da morena, colocando uma mascara de oxigênio nela em seguida.

O coração de Edward se apertou. Era assim todos os dias... O coração dela já não estava querendo bater mais...

Abaixou os olhos, fitando as mãos. Ouviu a porta se abrir e fechar. A enfermeira havia ido embora.

- Por isso eu não queria te contar... – Ouviu a voz abafada de Isabella.

Ele sabia do que ela estava falando.

- É tão horrível... Tenho tanto dinheiro, mas... – Balançou a cabeça inconformado. – Não consigo fazer nada por você...

A morena sorriu de canto, dando de ombros.

- Quem sabe eu ainda não tenha sorte? – Indagou ela, olhando para o teto branco. – Sei que você tem razão em ficar com raiva de mim, mas eu pensei que... que se talvez você soubesse só quando eu...

- Pare. – Se levantou, impedindo que ela terminasse. Se aproximou da cama, sentando-se na beira dela. – Você é realmente burra! – Disse ríspido. – Como acha que eu poderia parar de te amar, de te desejar... de te querer assim, de um dia para o outro? Você é a mãe da minha filha! – Abaixou-se um pouco, deixando sua testa encostar na dela. – Por mais tempo que passasse, se isso realmente acontecesse sem que eu descobrisse antes... – Desviou os olhos do dela. – Eu iria sofrer tanto quanto estou sofrendo agora.

- Me desculpe. – Ela sussurrou, retirando a mascara, facilitando o dialogo. – Realmente, me perdoe... Eu... Como fui estúpida...

- Shh, não chore Bells.

- Eu perdi você! – Passou a mão pelo rosto, secando as lágrimas – Devia ter aproveitado ao máximo ao seu lado, mas eu praticamente te entreguei a outra e...

Edward inclinou-se tocando os lábios dela com os seus.

- Quantas vezes terei que te dizer que eu NÃO tenho um caso com minha secretária, nem com nenhuma outra mulher?

- Não? – A morena indagou, surpresa.

- Não amor, na verdade, eu persuadi Katy a trocar as férias na Disney para nosso passeio em família... – Apertou o nariz dela de leve – Meu plano era te seduzir e tentar fazer com que tudo voltasse ao normal.

- Eu te amo tanto, me perdoa?

- Sim eu te perdoo meu amor.

Alisou sua bochecha, admirando os lindos olhos castanhos cansados.

Quase 4 semanas se passaram, e a rotina de Edward era levar Katy para a escola, ir para o hospital, buscar katy, deixa-la com seus pais e voltar para Isabella. Não podia deixa-la só... Sabia que a qualquer momento poderia ser a última vez que veria seus olhos abertos, por tal motivo, fez daquelas semanas as mais felizes. Conseguia fazer Isabella rir e conversar com ele, isso a incentivou a confiar cada vez mais em suas chances de sobrevivência.

Aro abriu a porta do quarto devagar, sorrindo ao notar que Isabella, Katy e Edward dormiam. A pequena estava deitada na cama junto com a mãe e Edward sentado na ponta, dormindo encostado contra a cabeceira da cama, e o mesmo acordou, abrindo os olhos e fitando Aro.

- Desculpe, pegamos no sono. – Sussurrou, saindo da cama de Isabella – Você disse para deixa-la dormir e descansar, mas Katy...

- Tudo bem Edward, Isabella fica melhor quando estão com ela. – O doutor cruzou os braços, abrindo um pequeno sorriso. – Ela anda bem estressada...

- Sim. – Concordou, olhando rapidamente para a morena. – Mas já faz quase 1 mês que estamos aqui, Bells esta entediada...

- Bom, foi por isso que eu vim. Creio que ela ficara pouco tempo aqui... – Moveu as sobrancelhas de maneira sugestiva. – Preciso que a acorde, a sala de cirurgia está quase preparada, precisamos dar a noticia a ela.

- Não me diga que... – Passou a mão pelos cabelos, surpreso, mas imensamente feliz. – Jura?

- Sim Edward. Encontramos um coração para Isabella. Acorde-a, por favor, em breve estarão aqui para leva-la

Edward fechou os olhos rapidamente, agradecendo a Deus... Oh, ele havia rezado tanto por aquilo.

O Cullen olhou para a cama e se aproximou, tocando devagar o rosto de Isabella. Sorriu entre lágrimas.

- Bells, amor, acorde...

A morena resmungou baixinho e ele voltou a chama-la.

- O que foi? – Abriu os olhos emburrada. Ele riu alto, o que fez Katy se mexer um pouco. Isabella franziu a testa, não demorando muito a entender o que estava acontecendo... Há tempos não o via rir assim – Jura? – Sussurrou.

Edward assentiu, inclinando-se e beijando ela com amor e desejo. Isabella deixou algumas lágrimas caírem por sua bochecha.

Não era seu fim.

Não era o fim de sua família.

Não morreria, pelo contrário, se Deus quisesse, ainda viveria por muito tempo com seu marido e filha.

[...] ~ Alguns Meses Depois ~ [...]

A morena sorriu para si mesma enfrente ao espelho, estava toda suada pela caminhada que havia acabado de fazer. Suspirou aliviada, agradecendo a Deus por ainda poder fazer isso, se meses atrás sua vida não tivesse sido salva por um coração de uma jovem, que infelizmente faleceu para que isso fosse possível, não estaria ali agora com seu marido e filha.

Desde tudo aquilo buscou se cuidar cada vez mais, em sua rotina agora estava incluso atividades físicas e uma dieta equilibrada.

- Eu já estava preocupado. – Edward se mexeu na cama, sentando-se – Você demorou hoje.

- Acabei parando um pouco no parque, o dia está lindo lá fora. – Deu de ombros, subindo na cama, se ajoelhando entre as pernas de seu marido e inclinando-se para beija-lo. – Bom dia.

- Bom dia. – Sorriu, alisando as costas dela. – Amo você.

Ela riu, balançando a cabeça.

Oh sim, ele havia adquirido aquele habito desde que quase a perdera uma vez, nunca mais dormiria ou acordaria sem falar seus sentimentos por ela.

- Eu também te amo, agora levante-se ou irá se atrasar para o trabalho.

O Cullen riu, rolando na cama e a deixando sob seu corpo. Lambeu a bochecha a morena, fazendo-a resmungar baixinho.

- Salgadinha. E em relação a eu me atrasar... – Piscou – Essa é a vantagem de ser o chefe!

- Amor, estou toda suada.

Ele negou com a cabeça, sorrindo maliciosamente enquanto apertava a coxa dela sobre a calça legging preta, que estava colada em seu corpo.

Abaixou-se um pouquinho, beijando o pescoço dela e roçando seu nariz pelo decote, até chegar na cicatriz que não havia sumido. Edward a beijou, fazendo a morena gemer baixinho.

Ele riu, se ajoelhando sobre ela e tocando sua barriga de leve.

- Como se sente essa manhã?

- Menos enjoada. – Garantiu a morena, vendo-o continuar a tocar sua barriga com carinho.

- E você bebê? Está bem?

Não houve respostas, nem se quer um chute...

- Amor, ele ainda é muito pequeno pra se mexer – A morena riu vendo-o fazer um enorme bico. Sabia que ele estava tão animado quanto ela com aquela gravidez, sim, Isabella estava grávida de quase 6 semanas, sua barriga não estava muito grande, mas Edward já conseguia notar algumas mudanças em seu humor, em seu paladar e em seus quadris e seios que estavam começando a ficar maior.

- Droga. – Edward riu, torcendo os lábios – E como assim “ele” ainda é muito pequeno? Tem alguma preferência dessa vez?

Isabella assentiu, cruzando suas pernas ao redor da cintura dele.

- Quero um menininho, mas se vier mais uma menina não tem problema.

- Verdade. – Ele concordou – Se vier uma menina tentaremos novamente e novamente até vir um garoto, pode ser?

- Por mim tudo bem.

Edward ficou sorrindo como um idiota, enquanto admirava sua mulher deitada na cama toda suada e sorridente. Balançou a cabeça devagar, tentando afastar o pensamento de que se algo não tivesse dado certo, ela poderia não estar ali com ele, carregando mais um fruto de tanto amor.

.~ [...] ~.

- Que tal entrarmos um pouco? Esta ficando tarde. – A velha senhora aconselhou, fechando o livro que estava em suas mãos.

- A história acabou? – Indagou ele desanimado e tristonho.

- Não, mas podemos deixar essa parte para depois.

- Oh, porque? Quero saber o que acontece.

Ela suspirou, desviando o olhar.

- Eles têm um garoto lindo, eles dão o nome a ele de John, se passa alguns anos e Edward descobre que sofre da mesma doença que o pai dele teve, Alzheimer.

- E o que é isso?

- Uma doença que faz as pessoas esquecerem das coisas, terem transtorno de personalidade e mais algumas coisas. – Comentou, casualmente. – Uma doença degenerativa e incurável.

- Livros! – Murmurou com desdém. – Não basta a moça quase ter morrido? Como essas pessoas gostam de drama... – Rolou os olhos e suspirou – Coitado, deve ter sido dificil para ele, sabe, esquecer das coisas.

Ela sorriu um pouquinho, inclinando-se e tocando os cabelos ralos e brancos dele.

- Creio eu que não tenha sido tão difícil assim, afinal, Edward tinha Isabella, Katy e John ao lado dele, apesar de todas as dificuldades podemos deduzir que ele não sofreu, não quando se é tão amado e não foi de uma hora para outra que ele começou a esquecer tudo, Edward se tratou e graças as tecnologias ele não está travado em uma cama, comunicando-se apenas com frases curtas ou nem isso.


- Isso tudo me deu sono. – Suspirou, levantando-se devagar. – Posso ir me deitar um pouco?

- Claro, não quer jantar antes?

- Não, estou sem fome.

Ela assente. Ambos se levantam e seguem para dentro da casa. O senhor para na sala, vendo uma linda morena sentada no sofá com um homem loiro e ambos olhavam para um garoto que brincava no tapete.

- Querida, estamos indo nos deitar um pouco. – A senhora avisa.

- Tudo bem mãe. – A mulher sorrir – Precisa de ajuda?

- Não, obrigada.

Seguem devagar pelo corredor e ao chegar no quarto ele se deitou na cama, esperando por ela. A senhora sentou-se ao seu lado, sorrindo.

- Durma bem.

- Obrigado.

O senhor fechou os olhos e ela se deitou ao seu lado, apenas aguardando o momento em que ele abriria os olhos e se viraria para ela, como sempre fazia e que não demorou muito a acontecer.

- Isabella? –  Chamou em um sussurro, virando-se na cama, sorrindo e olhando-a. – Eu te amo meu amor, boa noite.

Ela sorriu, alisando as bochechas dele enquanto o mesmo voltava a dormir.

Fechou os olhos, sentindo algumas lágrimas caírem por seu rosto enquanto se lembrava do ultimo trecho do livro.

[...] No decorrer do agravamento da doença, lembrar-se de Isabella era cada vez mais difícil para ele, no entanto, apesar de sua tão horrível doença, Edward jurou a si mesmo que retribuiria todo aquele apoio que ela estava lhe dando, evitando se esquecer dela – o que era difícil –, no entanto, jamais deixou de chama-la quando deitassem para dormir e dizer que a amava. Nenhum médico sabia explicar isso, como um homem com Alzheimer pode se lembrar toda noite de fazer a mesma coisa? Pois é, para algumas coisas não existem explicação. [...]


N/A: Na verdade quem geralmente em Alzheimer morre ‘’/ mas eu não gosto de matar Edward’s, entendam que é uma história, uma ficção e não uma realidade :P e usando a imaginação tudo pode acontecer!

E foi assim que esse livro foi escrito, logo após Edward ter descoberto sua doença ele e Isabella se juntaram para passar suas história que - apesar de sofrida - era muito importante para ambos.

9 comentários:

Natalocas disse...

Tão linda!:D

Adorei a One Shot!!:D

Mais uma fantástica Caah!!:D

Uma beijoca enorme.

Tina Cullen Fanfics disse...

Ameiiiii......qdo comecei a ler pensei mesmo que a Bella fosse morrer, mas graças a Caah isso não aconteceu..... a one é linda!!!!! Parabéns!!!!

Gabrielly disse...

Nosss.. lindo mesmo!!! show de bola!!!! historia leve e linda!! parabens como sempre!! hehehe

vanessa disse...

Chorei que nem uma vaca aqui pfvr fazia tempo que uma fic da Caah nao me fazia chorar hahahah
FIcou ótimo Caah, eu amei :')

Jandryce disse...

CAH VOCÊ ME FEZ CHORAR DE NOVO SUA CHATA!
caaara essa história ta linda.
Eu sempre pensei nisso, no fato de que em algum momento podemos esquecer nossa história e depois de ler essa fic eu fiquei mais certa ainda de que escrever todos os momentos importantes que tenho é o melhor

мααнн αηgєℓ disse...

Ai Cah parabéns i.i nossa chorando horrores aqui i.i .... estava tudo bem ate eu notar que eram eles ali,.... ai senhor amei a his´toria curta e completamente emocionante sem plavras aqui.... parabens mais uma vez *-----*

Bia - Corujinha Pérola disse...

Nossa, acho que nunca chorei tanto! Na parte um eu chorei muito, nessa nem se conta! Omg, estou morrendo aqui.

Bex disse...

ah que linda... tava precisando de uma one assim, obrigada...

Josi Monteiro disse...

Sem explicação...
Uma história emocionante, que te faz pensar nos detalhes da sua vida, que passam despercebidos.
Cada um de nós temos momentos únicos, mas só cabe a nós mesmos, não deixá-los serem esquecidos.

Para Recordar... Eterno (':

Postar um comentário