Bem vindos ao Fanfics da Cah. Sou Camila Cocenza, futura garota de programa! E não, não é o que estão pensando, apenas pretendo cursar Engenharia da Computação. Para mais informações: cahcocenza@hotmail.com

23/11/2012

Para recordar - PARTE I

N/A: Nháaa a one está parada a muito tempo no meu pc e não consigo finalizar, acho que é por falta de animo e motivação, então resolvi postar a primeira parte, quem sabe se tiver bastante comentários eu não consiga finalizar o pequeno pedaço que falta?

COMENTEM (; 

Para recordar

A senhora de cabelos grisalhos ergueu os olhos, fitando o espelho. Apesar do tempo, ainda tinha traços que a deixavam bonita.

Lentamente, por conta dos anos que não favoreceram muito sua musculatura, ela levou a escova aos cabelos longos, alisando-os lentamente, em seguida, os prendeu em um coque delicado, sorrindo, como sempre.

Saiu do quarto, soltando um leve suspiro ao chegar às escadas... Porque eles haviam comprado casa com escadas se sabiam que um dia envelheceriam e teriam de descê-las?!

Ao chegar ao fim, parou por alguns segundos, retomando o fôlego. Antes de sair da casa, passou na biblioteca, deslizando seus dedos enrugados pelos vários livros da estante, parando-os estrategicamente sobre o mais especial. Sorriu colocando-o de baixo de seu braço e saindo pelos fundos. O dia estava lindo, o sol brilhava no céu, deixando lindo e muito agradável o enorme jardim com flores das mais diversas espécies.

- Querido. - A senhora sentou-se em uma cadeira posicionada sob um guarda-sol, ao lado do senhor que observava as crianças correndo atrás do cachorro do outro lado do jardim. - Como está se sentindo?

Ele a olhou, cerrando os olhos por alguns segundos, depois sorriu fechando os olhos e sentindo o vento bater em seus cabelos ralos.

- Maravilhosamente bem. - Sorriu voltando a abrir os olhos – Veio ler para mim Sophia?

A senhora o olhou profundamente por alguns segundos. Ele aguardou ansioso... Adorava ouvir histórias, especialmente a que estavam lendo essa semana.

- Sim, lembra-se onde paramos?!

Apesar do esforço em se recordar, o velho negou com a cabeça.

- Vagamente.

- Eu o recordarei. - Abriu o livro no marcador, já estavam quase no meio – Bom, eles se conheceram em uma rua qualquer, esbarraram-se e sem querer deixaram os celulares caírem ao chão, ambos estavam com pressa, desculparam-se, pegaram os aparelhos e saíram apressados para direções opostas. O destino os uniu naquele instante, quem diria que os celulares eram parecidos e haviam sido trocados?! Minutos depois a mulher recebeu a ligação, e se surpreendeu quando viu o seu numero no visor. Ela atendeu, ele lhe pediu desculpas pela confusão, os dois estavam estressados pela rotina dos estudos da faculdade e do serviço, por coincidência, faziam faculdade na mesma instituição e foi lá onde tiveram o primeiro encontro, para a destroca dos celulares, claro. - Os dois riram, o senhor olhou para as flores, enquanto a senhora posicionava os óculos sobre o nariz, para logo continuar a leitura do ponto em que pararam. No entanto, antes, terminou de contar o que havia acontecido para que voltassem ao livro – O rapaz, estudante de administração, encantou-se com o sorriso tímido e lindo da moça, que também se apaixonou...

- Tão clichê. - Ele a interrompeu, rindo, mas em seguida se desculpou. Ela odiava ser interrompida quando estava lendo algo ou falando – Perdão Marie, continue.

- Resumindo. - Ela rolou os olhos – Eles se apaixonaram, começaram a namorar e como qualquer outro romance dois anos depois se casaram e tiveram a primeira filha um ano depois, e não, antes que você me interrompa, eles se casaram por amor e não por causa da gravidez dela que veio a ocorrer meses após o casamento. Agora irei voltar ao livro, posso?

- Sim, já me recordo melhor da história, só não me lembro o nome dos personagens...

- Oh sim, como pude me esquecer?! - Riu, tocando a própria cabeça – Essa é a história de Isabella e Edward e no ponto que estamos, eles já estão casados há 7 anos...

.~ […] ~.

CAPITULO 09 – FURACÃO


- Tirei mais um 10 papai! - A pequena garota foi correndo na direção do homem alto, de cabelos loiros e que continha um sorriso torto estratégico no rosto. Sim, estratégico, porque de alguns meses para cá, seu de seus únicos motivos para sorrir, não estava lhe dando essa graça.

- Essa é minha garota! - A pegou abaixo dos braços, erguendo-a e prendendo suas pequenas pernas na cintura dele.

- Acho que alguém merece sorvete. - Ela cantarolou, mordendo os lábios da mesma maneira como a mãe fazia quando o queria persuadir a algo.

- Katy, o combinado que eu, mamãe e você fizemos era: “Sorvetes só aos sábados”.

A pequena torceu os lábios.

- Podemos mentir que hoje é sábado, sabe, é só usarmos a imaginação.

Ele riu, negando com a cabeça e colocando-a no carro, no banco de trás.

- Ok, você tirou um 10, acho que podemos abrir aquele potão que está no congelador.

- Acho que a mamãe também vai gostar, sabe, ontem ela estava triste e hoje quando foi me acordar estava chorando.

Ele travou o maxilar e prendeu o cinto ao redor da menina.

- É, talvez isso a agrade. - Respondeu indo rapidamente para o banco da frente e saindo de frente a escola.

O caminho foi rápido com a pequena Katy contando seu dia na escola, no entanto a mente dele estava em outro lugar.

Não demorou para que chegassem em casa. A pequena entrou no apartamento gritando pela mãe que estava no quarto, escovando os dentes após ter mais uma crise de vomito.

- Que incrível minha linda! - A morena sentou-se na cama, ainda tonta. A garota sem notar o que estava acontecendo com a mãe, lhe abraçou, rindo.

- Acha que posso tomar sorvete hoje? - Fez um lindo bico, que fez sua mãe rir recordando-se que o pai dela fazia aquela mesma artimanha – Papai disse que eu mereço, fui uma boa menina, tirei 10.

- Acho que tudo bem, mas... - A morena se levantou devagar, ficando de costas para a menina e podendo enfim retirar aquela mascara de felicidade – Só depois do jantar.

- Ok.

Katy sorriu, correndo para fora do quarto e esbarrando no pai que abria a porta.

- Filha, não corra!

Ele adentrou no cômodo, sentindo a atmosfera mudar, tornar-se pesada e sufocante. Viu sua mulher parada enfrente ao espelho, olhando para seu próprio reflexo, perdida.

- Boa tarde Isabella. - Cumprimentou, retirou o palito e foi afrouxando a gravata, retirando-a. Ela não respondeu, o que o deixou mais frustrado ainda.

Antes que discutissem mais uma vez, ele entrou no banheiro. A morena olhou para a porta e em seguida voltou a se fitar, vendo seu rosto pálido molhado pelas lágrimas. De uma coisa Isabella estava certa.

Aquilo era o certo a se fazer.


***


O jantar foi como os de todas as noites. Ambos fingindo estar felizes na frente da pequena Katy. Depois chuparam sorvete e logo em seguida foi à hora de por a pequena para dormir, e fizeram isso junto, apesar de tudo, nunca deixariam de fazer algo que agradasse a filha, eles a amavam tanto.

- Amo vocês. - A pequena declarou, acomodando-se entre as cobertas depois de ter sido beijada pelo pai e pela mãe.

- Também amamos você. - Responderam juntos, e por alguns segundos sorriram. Isabella abaixou a luz enquanto finalizava – Nunca duvide disso minha linda.

Saíram do quarto, afastando-se automaticamente um do outro. Entraram em seus quarto em silencio. Isabella dirigiu-se ao closet, entrou e respirou fundo, trocou-se, colocando uma de suas longas camisolas, nada muito sexy, mas que ainda sim enlouquecia seu marido.

Saiu, encontrando-o deitado na cama em que dividiam há anos, mas que nos últimos meses estava fria, sem toques ousados, sensuais ou carinhosos... Três meses sem um beijo dele.

A morena apertou os olhos, sentando-se na cama. Abaixou a luz do abajur, puxando as pernas em seguida e cobrindo-se, de costas para ele.

Os olhos verdes percorreram o corpo dela, suas mãos estavam coçando para tocá-la, mas ele jamais faria isso sem sua permissão, além do mais, estava ferido o suficiente para fechar os olhos e dormir, fingir que não havia acordado naquela manhã, que não havia ocorrido aquilo... Que Isabella não havia esquecido o aniversário dos dois.

Isso tudo era demais para ele.

- Por quê?

Isabella se arrepiou com a voz rouca contra sua nuca. Fechou os olhos, apertando-os com força.

- Edward, preciso dormir, trabalho pela manhã.

Ele travou o maxilar. Aquela era a primeira vez que ela lhe dirigia a palavra no dia, e ainda sim fora de forma grosseira e áspera.

- Dormir? – Riu irônico, prendendo as lágrimas e a vontade de gritar. Katy sem duvida alguma acordaria assustada. – Sabe há quanto tempo eu não faço isso direito?! E novamente hoje não irei dormir! Sabe por quê? Porque a minha mulher mudou comigo sem motivo algum, não me da mais carinho, atenção... Nem se quer fala comigo! – Sentou-se, sentindo o ódio subir a sua cabeça e seu sangue ferver – Hoje estamos completando 8 anos de casados... – Sua voz se tornou um sussurro, como se ele estivesse sentindo uma dor forte, que o impedisse de falar direito. – Ontem comprei um presente para você... – Apertou os cabelos entre os dedos – Meu maior sonho era ter acordado hoje e ter visto você sorrindo para mim. – Soluçou, fazendo com que Isabella também começasse a chorar – Como antes amor, como nos 7 anos que comemoramos juntos. Sempre acordando pela manhã, tomando café na cama, namorando um pouco, fazendo amor loucamente... – Puxou o ar, negando com a cabeça – Ou pelo menos ouvir um bom dia de você...

- Deixe-me dormir! – Implorou a ele.

- Você sempre foge! Que porra Isabella! EU ESTOU TE PERDENDO, VOCÊ ESTÁ SE AFASTANDO. E NÃO ESTÁ MOVENDO UM DEDO SE QUER PARA ME AJUDAR A FAZER COM QUE ISSO NÃO ACONTEÇA!

- O que você quer de mim?! – A morena se virou, socando o peito dele. – Quer eu te beije quando você chega? Que eu sorria para você SABENDO QUE VOCÊ ESTAVA COM A LOIRA?! – Edward ficou calado e abaixou os olhos enquanto Isabella colocava tudo para fora. – SOU EU QUEM SOU APONTADA NA RUA COMO A MULHER TRAIDA DO FAMOSO EMPRESÁRIO EDWARD CULLEN, QUE NEM SE PREOCUPA EM OCULTAR SEU CASO COM A PRÓPRIA SECRETARIA!

Edward a olhou nos olhos, notando-os inchados.

- Vanessa só estava lá quando precisei... – Sussurrou ele – Quando você se afastou, era ela quem me aconselhava a insistir, era ela quem estava ali para me ouvir, me ver chorar, implorar por respostas que não existem... – O Cullen a segurou pelo rosto, alisando seus lábios – Eu jamais te trai com Vanessa, nós só fomos se aproximando mais, nunca te trairia porque eu te amo...

- Eu sei que a culpa é minha! – Isabella cobriu o rosto, entregando-se ao choro. – Sei que te falto como esposa, como amante, como amiga...

O quarto ficou novamente em silencio, a não ser pelo choro de ambos. Edward alisou os cabelos dela, com um pequeno sorriso, lembrando-se das tantas vezes que embrenhou os dedos ali enquanto faziam amor.

- Só me diga o porquê. – Pediu agoniado – Me diga o que fiz, o que deixei de fazer... Preciso saber disso antes que tudo acabe Bella, preciso saber como nos proteger desse furacão que está passando em nossa vida e levando tudo... Tudo o que construímos juntos... Quando chego em casa já não é mais como antes, quando você me abraçava, me beijava e perguntava como foi meu dia.

Ela fechou os olhos com força, girando na cama e sentando-se de costas para ele. Isabella não podia deixar tudo a perder... Não depois de todo sacrifício que teve em ignorá-lo e afastá-lo nos últimos meses.

- Talvez... – Mordeu os lábios tentando controlar o tom de sua voz, tornando-a como de costume... Fria – Talvez esse furacão esteja passando por algum motivo, talvez o vento que sopra com ele queira nos levar para destinos opostos...

- Você... Você não pode estar falando sério!

- Edward. – Isabella virou-se, com um pequeno sorriso – Vai ser o melhor para nós, para nossa filha... Ela não pode viver conosco brigando assim...

- Nós podemos parar de brigar.

Ele estava se humilhando... E aquilo a matava.

Edward esperou pela resposta de Isabella, que não veio. A morena voltou a se deitar, virando-se para o outro lado e tentando com toda força impedir seu choro.

O Cullen fechou os olhos, suspirando.

- Se é assim... – Sussurrou, deitando-se atrás dela. – Eu já não posso fazer mais nada. – Concluiu, aproximando mais seu corpo do dela e abraçando-a por trás. – Amanhã eu saio de casa para trabalhar e fique tranqüila que eu não voltarei mais, apenas deixe-me dormir pela ultima vez abraçado a você.

.~ [...] ~.

- Está chorando? – O senhor indagou, puxando o livro e vendo o rosto dela banhado. – Não chore Jullie.

- Ok. – Ela sorriu, limpando o rosto – Mas é uma linda história, impossível não chorar.

- Tem razão. – Ele também sorriu – Apenas me diga que a história tem um final feliz, não gosto de finais tristes.

- Deixe de ser apressado, aguarde o fim!

- Odeio esperar... – Resmungou levantando-se devagar e indo para a cadeira ao lado da dela. Ele, galanteador como em toda manhã, alisou a mão dela. – Por favor...

- Deixe disso velho chato. – Ralhou levantando-se. Ele a observou deixar o livro sobre a cadeira e se aproximar da mesa, onde tinha um copo, uma jarra e seus remédios. Ela voltou em direção a ele, trazendo em mãos os comprimidos e o copo de água. – Tome.

- Odeio esses remédios... – Murmurou ranzinzo, aceitando o que ela lhe entregava. Como de costume colocou os remédios na boca e entornou a água, fazendo uma careta.

- Parece um bebê. – Ela riu, tocando os cabelos ralos e brancos dele.

- Deixe disso, venha ler para mim.

- Tudo bem, mas não me interrompa ok?

.~ [...] ~.

CAPITULO 10 – SEGREDO

A morena caminhou pelos corredores soltando alguns sorrisos amarelos. Todos que a olhavam poderiam jurar que Isabella Cullen era a mulher mais feliz e bem sucedida do mundo. Mas não era totalmente assim. A maquiagem em seu rosto ocultava as marcas da noite mal dormida e repleta de choro.

Era isso o que ela fazia desde que Edward não voltou mais para casa.

Chorava.

Tudo era escolha dela, mas doía, doía ver que seu marido havia desistido de tentar. E como ser a mulher mais feliz do mundo se uma parte dela já não era mais dela?!

- Isabella.

Ela parou e fitou o médico a sua frente.

- Aro. – Maneou a cabeça.

- Será que podemos conversar?! – Ele olhou para os lados, chamando-a em seguida para entrar em sua sala.

- Algum noticia? – A morena indagou, fechando a porta.

O velho Aro a olhou com os lábios em linha e negou com a cabeça.

- Você sabe que se manter tudo assim nunca irá conseguir.

- Eu sei como é difícil. – Ela deu de ombros, olhando-o com os olhos já vermelhos – Eu já me conformei. De qualquer maneira sei que não vamos conseguir.

- Não diga isso... Se você contar ao seu marido, Edward, ele poderá ajudar... Sabe que se a mídia for envolvida talvez conseguimos algo.

- Não quero que seja assim Aro. – Isabella cruzou os braços sobre o peito – Quero eu seja tratada como outra pessoa qualquer. Não quero cortar a fila só porque sou uma médica bem sucedida e o marido rico. – Franziu a testa – Quer dizer... Ex-marido.

- Vocês...

- Estou conseguindo. – A morena mordeu os lábios, sentindo uma lágrima correr de seus olhos – Edward saiu de casa, logo ele encontrará outra mulher e quando isso acontecer tudo vai ser mais fácil.

- Não diga isso pequena. – A abraçou, apertando contra seu peito – É horrível para mim fingir que não sei nada... Carlisle sempre foi um grande amigo meu.

- E como sou sua paciente, você deve respeito a minha escolha.

- Você tem uma filha.

- Edward cuidará bem dela. – Isabella se afastou, dando um meio sorriso. – É normal eu me senti cada vez mais cansada? Hoje quase não consegui levantar da cama.

- Não devia ter vindo. – Aro a repreendeu, negando com a cabeça. – Quero que você vá agora para sua casa.

- Aro...

- Obedeça, ou passarei sobre minha ética e contarei a Edward de sua doença.

Ela travou o maxilar, virando o rosto.

- Ok, eu vou.

- Descanse querida. – Beijou a testa dela – Seu coração está fraco, precisamos mantê-lo batendo enquanto não conseguimos outro.

- Odeio saber que só sobreviverei se alguém morrer...

- Mas é o necessário. Agora vá.

- Tudo bem.

Isabella saiu do hospital e passou na escola de sua filha. Ainda não estava na hora da saída, o que surpreendeu Katy quando a professora pediu para que ela arrumasse suas coisas pois sua mãe estava a esperando na diretoria.

- Porque veio me buscar mais cedo? – A menina indagou, enquanto entrava no carro – Papai não ia poder vir hoje?

- Eu só preciso ficar um pouco com minha pequena. – Piscou para a garota, pegando o celular e entregando-o para a mesma – Ligue para ele e diga que hoje eu te peguei na escola.

- Ta. – Katy suspirou tristonha, discando o numero do pai e esperando o mesmo atender. – Oi papai!

- Desculpe, quem fala?

A garota franziu a testa com a voz menina.

- É Katy, a filha dele. Quem é você e o que está fazendo com o celular do meu pai?

- Oh Katy. Sou Vanessa, secretária do seu pai. Bom, ele não pode atender no momento, quer deixar algum recado?

- Vanessa? – Katy franziu a testa, tentando se recordar. Isabella olhou pelo retrovisor, apertando com força o volante enquanto dividia sua atenção com a ligação e a pista.  – Ah sim, lembrei de você. Diz para o papai que eu vou pra casa com a mamãe mais cedo, pra ele não vir pegar eu.

- Tudo bem, eu avisarei. Tchau Katy.

- Tchau. – A pequena desligou o celular, jogando-o no banco da frente em seguida.

- Seu pai não está? – A morena indagou, curiosa.

- Lembra da Vanessa? Ela atendeu, disse que o papai não podia atender. – Deu de ombros. – Ela é legal, deu bala para mim na ultima vez que fui lá na empresa.

Isabella não respondeu, apenas tentou esquecer a dor em seu peito enquanto se concentrava na rua. Quando chegaram em casa as duas tomaram um banho, logo depois almoçaram juntas, com a pequena contando sobre seu dia na escola. Passaram a tarde na companhia uma do outra, ora ou outra Isabella se pegava lembrando de momentos que teve com Edward naquela casa. Tanto dos três juntos como de apenas só os dois.

Fechou os olhos enterrando o rosto no travesseiro dele e puxando o cheiro que estava quase desaparecendo. Bella e Katy estavam na cama, assistindo um filme qualquer, a pequena havia pego no sono, enquanto sua mãe se torturava com a imagem de seu marido com outra mulher.

A morena passou a mão pelo rosto, tentando apagar de sua cabeça a imagem dele beijando Vanessa da maneira como a beijava, tocando-a da maneira como ele a tocava... Gemendo e a amando.

- Droga! – Resmungou passando a mão pelos cabelos. Seu celular tocou, ela se inclinou, pegando-o e vendo sua filha despertar. Isabella olhou no visor e suspirou. – Teu pai princesa.

A garotinha se sentou, pegando o aparelho e atendendo.

- Oi papai.

- Querida. – Edward sorriu do outro lado, sentindo seu peito inflar. – Como está meu amor?

- Bem.

- Que bom princesa. Eu estava aqui pensando... Como sua mãe foi buscar você e eu não pude fazer isso, que tal eu passar ai e te pegar para irmos comer uma pizza.

- Siiiiiiiiiim papai!

- Calma. – Ele riu. – Pergunte para sua mãe primeiro.

Edward mordeu os lábios, ouvindo sua pequena garota perguntar a mãe se poderia sair com ele. O empresário fechou os olhos quando ouviu a voz da morena, arrepiando-se por completo.

Sentia tanta falta dela...

“Claro que pode Katy, nem precisa pedir permissão querida!”, foi o que ele a ouviu dizer.

Sorriu. Sabia que Isabella nunca o impediria de ficar com sua filha, isso era o que ele tanto admirava nela.

- Meu amor, passo ai daqui a pouco para te pegar. – Informou enquanto fechava sua pasta e saia de sua sala. – Tchau minha princesa.

- Tchau papai.

Edward desligou o celular e olhou para sua secretária.

- Vanessa, vou indo, Katy e eu vamos a uma pizzaria.

- Tudo bem Edward.

Ele entrou no elevador, chegando ao estacionamento e pegando seu carro. Fez o antigo caminho que fazia a 7 anos e que há semanas não fazia. Chegou rapidamente, parando o automóvel enfrente ao prédio e saindo. O porteiro o conhecia, por isso o deixou entrar sem avisar. Pegou o elevador para o 7º andar, saindo de frente para seu antigo lar.

Apertou a campainha e logo a porta foi aberta pela pequena Katy.

- Papai! – O agarrou.

- Princesa!

Ele a pegou no colo, enchendo seu rosto branquinho de beijos. Quando se separaram Edward viu Isabella do outro lado da sala, sentada no sofá encolhida.

- Oi Edward. – A morena evitou olhá-lo nos olhos.

- Bells. – Suspirou, se aproximando. – Você está bem? Está pálida.

- Mamãe está resfriada papai.

- Está se sentindo bem? Quer que eu a leve ao hospital?

Isabella apenas negou com a cabeça.

- Eu já estou melhor, obrigada. – O mirou com um pequeno sorriso. Um suspiro saiu de seus lábios... Ele se importava e se preocupava com ela. O melhor a fazer era mesmo esconder tudo aquilo até que tudo desse certo ou não. Para ela, Edward só saberia que perdeu a ex-esposa quando a mesma estivesse morta, não permitiria que ele sofresse dia após dia. Tudo já estava arquitetado em sua cabeça. Ela já fez metade de seu plano deixando-o, agora lhe restava o destino. Se sobrevivesse ia fazer o possível para recuperar seu homem, caso ele não a quisesse mais ela compreenderia, já que Edward teria todos os motivos do mundo para odiá-la. – Será que podemos conversar por alguns minutos?

- Claro. – Sentou-se na frente dela, com sua filha no colo. – Algum problema?

- Não, é apenas sobre o aniversário de Katy. – Deu de ombros sorrindo. – Ela mudou de idéia em relação ao presente que queria.

- Não quer mais ir para a Disney comigo? – Edward sussurrou decepcionado.

- Não. – A garota usou o tom convicto da mãe, o que o fez sorrir – Quero ir para a casa de campo.

Bella o olhou sem saber o que dizer.

- Ótimo, podemos ir e ficar alguns dias. – Beijou a bochecha dela.

- Mas eu quero que a mamãe também vá. – A pequena fez um lindo bico – Por favor, por favor, por favor...

Ambos suspiraram. A garotinha sabia como convencê-los de algo.

- Bella? – Edward indagou e a morena apenas deu de ombro. Ele sorriu torto e voltou-se para Katy – Ótimo, passaremos uma semana na casa de campo da vovó e do vovô!

- Ebaaaaaaaaaa!

Isabella se levantou, pegando o casaco de Katy.

- Vista-se querida, se não ira ficar doente.

- Ta.

- Não a trarei muito tarde. – Prometeu, aproximando-se da morena. – Eu te ligo para conversarmos sobre a viagem.

- Tudo bem. – Assentiu.

Meio sem jeito ele se aproximou, enrolando seus braços na cintura fina da única mulher que já amou verdadeiramente.

- Cuide-se Bella. – Apertou sua cintura de leve. – Está magra.

- Eu irei melhorar.

Ele a puxou contra seu peito, abraçando-a com mais força. Isabella não resistiu e retribuiu ao abraço. A pequena Katy sorriu vendo os pais se abraçarem. Ela não chorou quando seus pais sentaram com ela e lhe contaram que iriam se separar, a menina sabia que eles se amavam e logo voltariam a ficar juntos.

Edward suspirou, colando os lábios nas bochechas gelada da morena.

Foi difícil, mas ele se afastou.

.~ [...] ~.

- Isso só podia ser um livro. – O senhor riu, passando a mão pelos cabelos grisalhos – Só em filmes e livros acontece tanta confusão assim. Que mulher idiota! Afastou o marido dela... – Torceu os lábios, indignado.

A senhora ao seu lado riu do comportamento dele.

- Sim, ela realmente foi tola. – Suspirou – Mas só estava pensando no melhor para ele.

- Esse foi o ponto de vista dela. – Rebateu – O melhor para ele, talvez, pode ser a verdade, estar ao lado dela e passar os últimos dias de vida dela ao seu lado.

A senhora passou a mão pelos cabelos, deixando o livro em seu colo em seguida, pegando a jarra de suco que estava sobre a mesinha que ali estava e servindo dois copos.

- Aqui, beba.

- Obrigado. – Agradeceu.

Ela bebericou seu suco e colocou o copo sobre a mesa, voltando a abrir o livro.

.~ [...] ~.

CAPITULO 11 – PELA ÚLTIMA VEZ

- Filha, não corra! – Isabella repreendeu, vendo a pequena Katy largar a pequena mochila e correr pelo campo enorme e verde.

- Deixe ela Bells. – Edward parou ao seu lado, sorrindo ao ver a pequena ir em direção ao grande lago – FILHA, VOCÊ JÁ SABE...

- EU SEI. – A menina gritou de volta, pulando alegremente – NADA DE FICAR PERTO DO LAGO.

- Essa é minha menina. – Sorriu, voltando-se para o carro e pegando a mala de Katy e Isabella, a dele era pequena e o mesmo a pegaria depois. – Vamos entrar para ver como a casa está, pedi para meus pais que mandassem os empregados limpar tudo e abastecer a dispensa, se estiver faltando algo ou você quiser alguma coisa diferente é só me dizer.

- O que estiver aqui está ótimo. – Sorriu para o, ainda, marido, abaixando-se devagar e pegando a bolsa da filha. – A cidade fica a 30 minutos daqui e logo começara a escurecer.

Isabella respirou fundo em seguida, olhando para o horizonte, onde o sol começava a se esconder atrás das grandes arvores e montanhas.

Aquela casa de campo realmente era linda e lhe trazia muitas lembranças boas.

No fundo ela sabia que aquela semana ali seria boa para ela. Longe do hospital e de todas as preocupações.

A morena voltou a respirar fundo, sentindo o cheiro de grama e o vento bater em seu rosto. Quando abriu os olhos novamente viu Edward indo em direção a casa, todo desajeitado.

Sorriu, tendo certeza que aquele final de semana seria realmente bom para ela. Pelo menos poderia passar mais alguns dias de sua vida ao lado do amado e da pequena filha.

Com um grito chamou a menina, dizendo que amanhã ela brincaria, pois agora estava tarde. Obediente, Katy correu até a mãe e as duas entraram na casa.

Foi impossível a morena não se arrepiar ao olhar para a grande sala...

Sua lua de mel havia sido naquela casa, apesar do tempo, podia se lembrar de cada detalhe daquelas duas semanas que passara com Edward ali. Ele havia levado-a a loucura, como sempre fez e fazia até poucos meses atrás...

Olhou para o mesmo, que descia as escadas, já sem nenhuma mala.

A morena balançou a cabeça, tentando evitar imaginar que agora ele enlouquecia outra... Que tudo o que foi dela já não era mais.

- Pronto, filha suas coisas estão no quarto ao lado do da mamãe e do papai.

Ela o olhou com uma sobrancelha arqueada, confusa.

- O que?

- Me desculpa, mas os outros quartos não estão mobiliados, faz tempo que meus pais não vêem para cá e quando vem usam apenas um quarto, então... – Coçou a cabeça, constrangido. – Mas se isso te incomoda eu posso dormir aqui na sala, ou com Katy, ou então...

- Não. Ok. Tudo bem. – O tranqüilizou. – Vou preparar algo para vocês comerem.

Katy subiu as escadas, observando os pais irem em direção a cozinha. Sabia que seu plano ia dar certo, tinha que dar certo!

- Nós? Você não vai comer? – Edward indagou.

- Estou sem fome. – Falou devagar, abrindo o armário e observando o que tinha.

- Devia comer, está magra demais... – A avaliou.

- Edward. – Fechou o armário. – Nós viemos aqui para passar esse final de semana sem stress e com nossa filha, então não comece, não quero brigar.

- Só me preocupo com você, ok? – Bufou – Sou um idiota mesmo.

Ele saiu da cozinha, deixando-a ali, sozinha. Isabella mordeu os lábios, fechando os olhos e controlando-se para não chorar.

Mais tarde, depois de comerem e lavar a louça, ambos colocaram a pequena na cama e seguiram para o quarto que dividiriam.

Isabella foi a primeira a se deitar e Edward logo depois. Ele se virou na cama, ficando de frente para ela.

- Me desculpa por mais cedo. – Deu de ombros – Sou um intrometido. Você tem razão, não viemos aqui para brigar.

- Tudo bem, você não disse nada demais, eu é que ando estressada demais. – Confessou, suspirando baixinho enquanto mordia os lábios. Ficaram se olhando por alguns segundos, até que ela bocejou – Boa noite Edward.

- Durma bem. – Beijou sua testa.

A morena se virou, apertando o edredom contra seu peito, evitando a enorme vontade de chorar.

Era horrível tê-lo tão perto e nem ao menos poder tocá-lo.

Isabella rapidamente dormiu, ao contrario de Edward, que ficou um bom tempo acordado e quando notou que ela ressonava virou-se para ela, abraçando seu corpo devagar, colocando seu rosto entre os cabelos dela e aspirando seu cheiro maravilhoso.

Sentia tanta falta daquele corpo quente e aconchegante, que cabia exatamente em seus braços...

- Boa noite meu amor. – Beijou o ombro dela, fechando os olhos e caindo no sono.

No meio daquela noite Edward acordou assustado, vendo Isabella sentada respirando fundo.

- O que foi? – Indagou.

- Nada. – Respirou fundo, um tanto ofegante. – Foi só uma falta de ar. – Pousou a mão tremula em seu próprio peito. – Céus, pensei que morreria agora.

- Você nunca teve falta de ar antes. – Sentou-se também, tocando de leve as costas dela. – Você está bem?

- Agora estou. – Assentiu, pegando o copo de água que havia trazido para o quarto antes de dormir, bebendo.

- Nunca mais diga aquilo ok?

- O que? – Franziu a testa confusa.

Ele desviou os olhos.

- Sobre morrer.

- Ah...

Edward desviou os olhos e voltou a se deitar, de costas para ela.

[...]

- VEM TAMBÉM MAMÃE! – A garota ria nos braços do pai.

Isabella retirou os olhos do livro que lia e fitou a filha e Edward, que estavam dentro da piscina.

- Querida, brinque com seu pai, a mamãe não quer nadar.

A pequena torceu os lábios e sussurrou algo no ouvido do pai. Os dois saíram de dentro da piscina e, molhados, correram para a varanda onde Isabella estava deitada.

A morena arregalou os olhos.

- Nem pensem...

- Bells, relaxa.

Edward agiu rapidamente, impedindo que a morena tentasse fugir e a pegou no colo, correndo novamente até a piscina e pulando com ela. Katy também pulou, rindo e nadando até os dois.

Isabella sussurrou um palavrão baixinho, fazendo Edward rir alto e a apertar contra seu peito. Se olharam por alguns segundos, mas a conexão foi quebrada quando Katy se empertigou entre os dois corpos,abraçando a mãe pelo pescoço. Edward manteve os braços ao redor de Isabella e sem deixar de olha beijou o ombro da filha.

- Eu tava com muitaa saudade de ficar assim com vocês. – A menina confessou, beijando o rosto da mãe e virando-se toda em seguida para beijar o pai.

- Papai também estava pequena. – Confessou, alisando a cintura de Isabella e olhando-a profundamente – Vocês nem imaginam o quanto...

Katy sorriu largamente, saindo do meio dos pais e nadando em braçadas pela piscina. Edward continuou com o braço ao redor da cintura de Isabella, puxando-a aos poucos.

- Edward... – Pousou a mão em seu peito, tentando afastá-lo.

- Bellla. – Sussurrou baixinho, mordendo os lábios.

Nada falaram, apenas ficaram se encarando, intensamente. A pequena Katy saiu da piscina sorrindo, olhando para os pais e gritando que iria pegar biscoitos para comer, correndo para dentro da grande casa em seguida.

- Me solta, por favor... – Implorou a morena, fechando os olhos e sentindo a testa dele contra a sua.

- Eu não consigo. – Franziu a testa Edward, descendo sua mão pelas costas lisa e macia de Isabella – Eu não quero.

- Por favor, não faz is...

Antes que ela terminasse os lábios grossos e deliciosos de Edward estavam sobre os dela, sugando-os de maneira calma.

Isabella gemeu baixinho, tendo os lábios mordiscados por ele. Abriu os olhos, encontrando os verdes dele. Seu corpo pequeno estava em chamas e aquela vibração que há tempos não sentia vou a acontecer em seu ventre. E dessa vez não foi Edward que a beijou, pelo contrario, Isabella segurou seu rosto, puxando-o para ela e lhe beijando com desespero.

Céus! Há meses não beijava. Não o beijava.

Edward virou seu corpo dentro da piscina, prensando-a contra o azulejo azul, sentindo seus corpos tão perto... Tão quente.

- Deus... – Ela gemeu contra a boca dele, sentindo sua língua entrelaçar-se com a de Edward.

Foi um beijo longo, repleto de desejo, amor e principalmente... Saudades.

A pequena Katy sorriu parada no gramado, vendo os pais se beijando. Riu baixinho e voltou para dentro da casa, sabendo que se eles a vissem, certamente, iriam se separar.

O resto da semana passou tranquilamente, Edward e Isabella não voltaram a se beijar novamente. Ela evitava lembrar do que havia ocorrido na piscina, já ele, fazia de tudo para naõ esquecer de nenhum detalhe.

- Temos mesmo que ir embora amanhã? – Katy subiu na cama que os pais dividiam, indo se deitar sobre Edward.

- Sim querida, mamãe precisa voltar para o hospital e seu pai... – Isabella parou de arrumar a mala e encarou o loiro – Bom, seu pai também tem coisas a fazer.

- Mamãe tem razão filha, mas prometo que voltaremos ano que vem, não é Bells?

Ela apenas assentiu, não queria prometer nada a filha que não pudesse cumprir.

- Faremos o possível meu amor. – Respirou fundo, indo até a cama e abrindo os braços para a menina – Venha, está na hora de você ir dormir.

- Eu a levo Bells. – Edward se levantou levando a pequena contra seu peito. Isabella os acompanhou até o outro quarto, vendo Edward deita-la na cama e cobri-la.

- Boa noite pequena.

- Boa noite papai, mamãe...

- Durma com os anjos. – Se aproximou, beijando a testa da menina – Eu te amo.

- Também amo vocês.

Sorriu levantando-se. Juntos, saíram do quarto e entraram no deles.

Edward entrou no banheiro e a morena deitou-se na cama. O celular preto dele começou a tocar, em um impulso Bella o pegou, vendo o nome piscar na tela.

Travou o maxilar.

A porta do banheiro abriu e Edward saiu apenas com uma calça de moletom.

- É para você. – Sentou-se, estendendo o aparelho a ele.

- Quem é? – Franziu a testa confuso, havia dado ordens para que não o perturbasse essa semana.

- Veja você. – Impaciente, se levantou, deixando o aparelho, que ainda tocava, sobre a cama.

Ela saiu do quarto, deixando-o totalmente confuso.

Com um suspirou Edward pegou o celular, resmungando baixinho.

- Alô? Vanessa?

- Edward, me desculpe ligar ha essa hora, mas... podemos conversar?

No andar debaixo, Isabella encolheu as pernas, solvendo o vinho tinto na taça, apesar de não poder beber, precisava daquilo.

Sorriu amargamente, olhando para a lareira a sua frente, recordando que todas as vezes que foram ali, Edward e ela haviam se amado naquela sala, no tapete, no sofá...

Enxugou as lágrimas que caiam por suas bochechas.

- Bella? Porque desceu? – Edward apareceu nas escadas.

- Achei que talvez você quisesse privacidade para conversar com sua... sua... – Apertou os lábios com força.

- Minha secretaria, Isabella.

- Isso não me interessa Edward, não deve satisfações a mim.

- Deus! – Desceu os degraus apressado, indo até ela e se ajoelhando a sua frente. – Como não? Você é a mãe da minha filha, minha mulher!

- Ex!

 - Ainda não assinamos os papeis... – Deslizou a palma da mão pela coxa roliça – Porque torna as coisas tão difíceis se me ama?

Ela riu, tentando ser irônica.

- Eu? Amo você? Quem disse isso?

Edward sorriu tristonho.

- Não minta para mim, não minta para você. – Sussurrou, infiltrando a mão na camisola dela e fechando os olhos. – Eu sinto que você está mentindo... – Seus dedos continuaram a tocar a pele arrepiada. – Eu sinto que você me ama, que você me quer tanto quanto eu te quero...

- Não... – Ela negou, mordendo os lábios, evitando um gemido enquanto apreciava o toque quente de Edward. – Por favor...

- Por favor o que Bells? – Abriu os olhos, inclinando-se e aproximando seu nariz da jugular dela, roçando por toda extensão de seu queixo, até chegar em seu ouvido. – Diga Bells, diga.

- Não faça isso. – Choramingou, prendendo a respiração ao notar que ele estava tão próximo.

- Isso o que?

- Deus!

Gemeu sentindo a lingua quente deslizar por seu pescoço. Com um suspiro de rendição, deixou que suas mãos corressem pelo ombro largo de Edward e agarrassem os cabelos dele, puxando-o para mais perto.

Ele sorriu aliviado. Estava blefando o tempo todo, não sabia de nada, não sabia se ela ainda sentia algo por ele, se o amava, e se ainda o queria, mas depois disso... Era o que Edward precisava para continuar.

Sim, agora ele tinha certeza que ainda existia uma chance.

Rapidamente se levantou um pouco, enquanto habilmente deitava o corpo de Isabella no sofá e o cobria com o seu. Precisava ser rápido e não dar brechas para que ela o afastasse.

Encaixou-se entre as coxas grossas, prendendo-as em sua cintura. Voltou a colar a boca no corpo de Isabella, descendo a língua por seu ombro moreno, passando por seu pescoço e subindo para beijar seus lábios.

Ela gemeu enlouquecida.

Deus! Como era bom ter aquele homem...

Rapidamente, apressou-se em erguer a camisola da morena, retirando-a com a ajuda dela, voltando a beija-la em seguida, mas dessa vez descendo os lábios por seu pescoço,colo, até alcançar seus seios desnudos. Sabia que Isabella não costumava dormir com sutiã, não que estivesse reclamando, adorava sentir seus mamilos rijos contra seu tórax durante a noite, quando ainda moravam juntos.

Enquanto deixava sua língua brincar entre os seios da morena, desceu sua mão apertando o quadril dela, puxando sua calcinha para baixo em seguida.

Isabella gemeu, sabendo que tudo estava perdido... Todo aquele esforço de tentar mantê-lo distante foi em vão...

- Edward... – Gemeu, mordendo os lábios enquanto seus dedos puxavam os cabelos da nuca dele, descendo a unha por toda as costas forte em seguida, alcançando o cós da calça de moletom e a retirando junto com a boxer.

Precisava tanto senti-la, mas não queria fazer aquilo ali.

Saiu do sofá, deixando-a extremamente confusa.

- Vem cá. – Abaixou-se, pegando-a, prendendo-a na cintura e começando a andar.

Não trocaram nenhuma palavra. Isabella fechou os olhos, encostando a testa no ombro de Edward enquanto o sentia andar, logo ouviu o som da porta do quarto e em seguida estava sobre a cama, com o corpo quente encima do seu novamente.

O Cullen apressou-se em beija-la, sabia que se desse alguma deixa ela pediria para parar e ele não conseguiria fazer nada contra sua vontade.

Afastou as pernas morena, ajoelhando-se na cama e abaixando-se em seguida, mordendo sua coxa.

- E-edward. – Gemeu mais alto, arqueando o quadril e puxando-o pelos cabelos – Por favor, por favor...

Sorriu, passando a língua pelas dobras dela, sentindo-a toda molhada.

Sabia do que ela gostava e fez o máximo de si para lhe dar prazer, levando-a ao orgasmo rapidamente. Subiu sobre ela em seguida, beijando sua boca.

- Posso te amar?

A morena fechou os olhos, ainda ofegante.

- Edward...

- Por favor, eu prometo que não vou mais insistir, mas... – Franziu a testa – Deus sabe como estou com saudades de você, do seu corpo.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos.

- Tudo... Tudo bem, acho que não vai ter vai... – Desviou os olhos. – Me ame pela última vez.

[...]

5 comentários:

Anônimo disse...

Cah, continua plmdds!!!!!!
chorand ;'(

Anônimo disse...

Short fic lindaaaaa!!
+++++!!!

Bex disse...

Nossa, tipo eu sei que ela ta triste e tal, tentando proteger ele e tudo mais, mas como ele estar sendo burra, afastar o homem que ama por medo...
continua please, faz eles ficarem juntos no final...

Anônimo disse...

Outch que linda 8,* continua please

Beatriz Nathaly disse...

Oooh good. Que perfect!
Acho que nunca chorei tanto com poucas palavras em uma fic!
Você precisa continuar, e urgentemente!
Bella burra u-u

Bjs

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