Bem vindos ao Fanfics da Cah. Sou Camila Cocenza, futura garota de programa! E não, não é o que estão pensando, apenas pretendo cursar Engenharia da Computação. Para mais informações: cahcocenza@hotmail.com

03/03/2012

Don't Forget For Me - Capitulo 15

N/A: Desculpem pela demora - que nem foi tão "Demorada" assim AHSUAHS.
Semana corrida, sem tempo para escrever :( Me Desculpem, mas aqui está o capitulo 15 de DFFM. Sem tempo de escrever notas D: Obrigada pelos REVIEWs anteriores.

RELAMPIANDO MUITOOO AQUI, MELHOR DESLIGAR ANTES QUE QUEIME KKK AI SIM O CAPITULO VAI DEMORAR PARA SAIR!

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Levantei-me quando a chuva começou a ficar mais forte, corri para baixo de um ponto protegendo-me. O primeiro táxi que passou eu peguei, passando o endereço da única pessoa em que eu poderia confiar e que tanto magoei. Eu precisava me desculpar, dizer que estava errado o tempo todo.

Eu precisava ver Isabella.

Capitulo 15

POV Edward

Apertei o interfone, mas a luz não ligou.

- Droga, está desligado.

Olhei para o portão, torcendo os lábios. Ele era alto, mas o escalei, pulando-o, atravessando o jardim e parando na porta. Bati, esperando que alguém me atendesse. Já se passava das 00h20min, há essa hora ela já devia estar dormindo. Virei-me de costas pronto para ir embora, até que a ouvi me chamar.

- Edward?

Rodei em meus calcanhares, vendo Isabella ali na porta.

- Oi. - Sorri tristonho, sentindo o peso em minha consciência por tudo de mal que lhe disse. - Será que podemos conversar? Se não quiser eu vou embora... - Ri amargo - Só não sei para onde.

Ela franziu a testa, negando com a cabeça.

- Vem, entre.

A luz do abajur da sala estava acesso, clareando quase tudo. Uma garrafa de vinho estava aberta sobre a mesa de centro, próximo a alguns papeis e uma musica baixa tocava.

- Está acompanhada? - Indaguei - James está aqui?

- Não Edward, estou só afogando as magoas. - Deu de ombros cruzando os braços sobre o peito. Foi só ai que eu percebi que ela usava um hobby rosa de seda, amarrado em sua cintura. - O que quer conversar a essa hora?

Coloquei a mão no bolso, constrangido, sem saber por onde começar.

- Eu estou me sentindo muito mal. – Confessei, mordendo os lábios e desviando os olhos – Sabe, por tudo que disse a você em nossas discussões e...

- Não precisa se preocupar. – Me cortou, forçando-me a olhá-la novamente. – Falamos besteira quando estamos de cabeça quente.

- Você não me odeia?

Ela riu, sentando-se no sofá e pegando a taça com vinha, bebendo.

- Como poderia? – Perguntou irônica. – Você foi meu primeiro homem, é o pai dos meus filhos e o idiota que amo. – Deu de ombros – O fato de você ter me traído não diminui o que eu sinto, eu até tentei, mas é difícil, sabe? As coisas que aconteceram ainda parecem surreais, foi tudo tão de repente... Tão rápido.

Sentei-me no sofá, ao seu lado.

- Pois é. – Entrelacei meus dedos, apoiando meus cotovelos no joelho. – Fico mais aliviado em ouvir isso. – Confessei, virando o rosto para olhá-la. Isabella mordiscou os lábios. – Porque se você me odiasse, seria mais difícil confessar que nesse tempo todo, o errado sempre fui eu.

- O que está querendo dizer?

- Bella... – Abaixei os olhos, constrangido – Tânya e eu... Nós nunca tivemos nada, eu não a conhecia antes do meu acidente, só a vi uma vez, no hospital, quando você teve aquela crise de ciúmes. – Respirei fundo, passando a mão pelos cabelos – Estou sentindo algo tão ruim aqui dentro. – Confessei, massageando meu peito – Me sinto culpado por ter feito você sofrer, por ter brigado com Emmett, por ter ido contra a vontade de Meg e meus pais... Estou tão mal. – Fechei os olhos, sentindo o medo e o desespero me tomarem. – Eu não tenho para onde ir, não sei em quem confiar... Porra, eu não me lembro de quase nada, sinto-me tão perdido... Minha filha me odeia, todos estão contra mim e eu errei ok? Acreditei naquela louca por que... Não sei o porquê, mas eu me sentia seguro ao lado dela desde que acordei no hospital, ela era a única do meu lado... E parecia realmente gostar de mim.

- Bom, mas se você gosta dela... – Isabella começou a falar. Abri os olhos novamente, vendo-a dar de ombros com indiferença e desviar os olhos. – Fique com ela, quem ama perdoa.

Balancei a cabeça, negando.

- Eu não a amo, pensava que amava... Eu me convenci que a amava. – Limpei meu rosto, percebendo que chorava – Ela tirou as coisas mais importantes da minha vida, me privou da verdade, me afastando da minha família, de você e dos nossos filhos.

- Vem cá, não chore. – Aceitei seu abraço, encaixando meu rosto em eu ombro. – Como sabe que realmente não teve nada com ela?

- Eu a peguei mentindo. – Contei. – Além disso, o meu notebook ajudou, sabia que eu tenho um diário?! Droga, claro que sabe lembrei que em nossa lua de mel você o leu.

- Sim. – Riu baixinho, alisando meu braço.

- Me desculpe, por favor, sou um imbecil, depois de tudo o que falei para você vim te procurar.

- Eu disse que poderia voltar quando quisesse. – Alisou meu rosto, sorrindo. – Além do mais, essa casa também é sua, tem tanto direito de estar aqui quanto eu.

- Obrigado, mesmo. – Sorri, enquanto ela secava minhas lágrimas – Você é incrível, consegue agir comigo como se eu não tivesse feito toda merda que fiz. Tenho certeza que fiz a escolha certa, meus filhos não podiam ter uma mãe melhor.

Ela me deu um lindo sorriso, enquanto suas mãos desciam por meu tórax, me causando arrepio.

- E eu pensando que hoje seria meu ultimo dia como Sra. Cullen. Eu estava bebendo para assinar os papeis do divorcio.

- Ah... – Olhei para a mesa de centro, vendo os papeis – Você ainda vai assiná-los?

- Sou eu quem pergunta. – Afastou-se de mim – Você quer que eu assine Edward?

Abaixei o rosto, negando com a cabeça.

- Eu não me lembro de muita coisa, mas eu tenho certeza de uma coisa, que nunca te traia, quer dizer, de certa forma traia, mas acreditando ter traído antes... – Afirmei, erguendo os olhos para vê-la me encarando de forma suave. – Sei que você merece coisa melhor, um cara que não seja como eu, que não te diga coisas estúpidas e grossas sem saber das coisas... Um cara tipo o James. Anthony e Meg gostaram dele...

- Sim, gostaram muito. – Deu de ombros – James é um cara legal, mas não serve para ser pai, ele mesmo já deixou isso claro e além do mais não quero outro homem.

- Mas vocês não... – Gesticulei com a mão, fazendo-a rir.

- Não, não temos nada e nunca tivemos.

- Como? Naquele dia você...

Ela suspirou torcendo os lábios, sabendo a que eu me referia.

- Sim, eu estava bêbada, mas não aconteceu nada entre nós, eu apenas dormi com ele, ou melhor, na cama dele, já que James foi para o sofá. – Isabella voltou a me abraçar, encaixando seu rosto em meu pescoço – Nem consigo acreditar que está aqui... Deus, quando me disse que noivaria hoje eu chorei tanto, como todos os outros dias que antecederam, desde seu acidente, era horrível pensar que você estava morto e que nunca mais voltaria para mim, e do nada você volta, mas dizendo ter outra, o que também me fez chorar, mas por outro lado me senti aliviada – Suas mãos alisaram minha nuca, remexendo eu meus cabelos – Você estava feliz. Anthony e Meg não haviam lhe perdido, apenas eu, mas poderia sobreviver com aquilo... – Sua testa encostou na minha – Estou feliz, por ter me procurado...

- Eu precisava me retratar contigo, sobre tudo o que disse e que fiz. Nunca vou me perdoar por isso.

- Shhh. – Tocou meus lábios.

- Não é o certo. – Neguei, me levantando – Você não pode me aceitar assim, não depois de tudo.

Bella também se levantou, limpando suas lágrimas.

- Sou eu quem decide isso, não você. Só que tenho medo... Medo de que você me faça sofrer novamente... Eu... Não suportaria.

- Você não me perdoou Bella, não é? Você sempre vai se lembrar que preferi acreditar em outra mulher à em você, vai se lembrar que nos viu se beijar... Você me perdoou? – Voltei a perguntar. Ela não respondeu, apenas travou o maxilar. E eu já sabia sua resposta. – Sei que não. Eu devia ir embora, mas sou idiota, não posso deixar Anthony e Meg. – Caminhei até ela, tocando sua bochecha. – Podemos tentar, por favor?

- Podemos tentar. – Seus braços enlaçaram meu pescoço – Sinto tanta sua falta...

- O que tínhamos parecia ser tão especial. – Confessei, lembrando-me do modo como a descrevia em meu diário – Eu sei que te amava.

- Não me ama mais? – Indagou com a voz chorosa.

- Não me lembro, não mesmo, mas você é tão apaixonante... – Corri meus dedos por seu queixo – Seus sorrisos são lindos, sua risada, seus olhares... O modo como fala, como se move... Não sei o que sinto, mas toda vez que te vejo sinto meu estomago revirar.

A boca dela buscou a minha em um simples e singelo selinho.

- Eu vou fazer você me amar. – Sussurrou, segurando meu rosto – Eu prometo.

- Vai mesmo me dar essa chance?

POV Bella

Sorri, sentindo meu coração disparar e mais lágrimas escaparem de meus olhos.

- Eu disse que sempre estaria te esperando. – Olhei para Edward que tinha os olhos vermelhos, a testa franzida e uma expressão de confusão e dor. Ele havia chegado atordoado e até eu entender o que tentava me explicar... Balancei a cabeça, voltando a abraçá-lo com força, deixando um soluço escapar por meus lábios. – Emmett vai me matar.

Comentei entre lágrimas.

- Por quê?

- Por estar te aceitando de volta. O cara que tanto me fez sofrer a anos atrás e novamente – Dei de ombros, beijando seu pescoço – Mas como eu te disse, quem ama perdoa, e eu te amo muito, muito mesmo, a ponto de tentar esquecer que já beijou outra mulher... Mesmo que você tivesse me traído eu te perdoaria. Te amo o suficiente para esquecer tudo. Eu poderia muito bem te mandar embora daqui e nunca mais voltar – Edward me olhou confuso, sem saber o que dizer. – Só que a vida é curta demais para ficar guardando rancores, não é? Porque não tentar voltar tudo como antes ao invés de ficar chorando por ai, pelo que aconteceu, vivendo infeliz... Você não teve culpa, apesar de ter sido burro o suficiente para acreditar em uma mulher que nem se lembrava. – O empurrei, socando seu peito com força – Seu idiota! Estúpido!

Logo o puxei pela gola da camisa, o beijando devagar.

Eu precisava perdoá-lo... Eu não saberia viver sem ele, meus filhos precisavam dele... Nosso bebê recém descoberto precisaria dele, assim como eu.

Suas mãos abraçaram minha cintura, puxando-me contra seu corpo.

- Eu vou fazer por valer essa sua confiança. – Sussurrou contra minha boca – Nunca mais irei te magoar.

- Não mesmo, ou sou eu quem irá te matar. – Agarrei seus cabelos, voltando a colar minha boca na sua, deixando a ponta da minha língua deslizar por seus lábios, entrelaçando-se com a dele. – Eu sonhei com isso durante todas as noites em que me deitei em nossa cama. – Corri minha mão por sua barriga, erguendo sua camisa. – Deus... Como sinto sua falta!

- Você tem um gosto tão bom, é viciante.

- Espere. – O empurrei – Preciso te contar algo.

- O que?

- Eu estou grávida. – Disparei, vendo-o arregalar os olhos e descê-los para minha barriga. – E antes que você diga alguma bobagem, sim esse bebê é seu...

- Mas... Nós... Como?!

- Foi na semana do seu aniversário ao dia do seu acidente. – Expliquei, vendo-o ficar branco e prender a respiração – Eu fiquei resfriada depois da noite do seu aniversário, que me fez procurar por Bob na chuva, fui tão estúpida que comecei tomar antibiótico me esquecendo que eles anulariam o efeito do anticoncepcional.

- Nossa... – Soltou o ar, ainda assustado – Eu vou ser pai?

- De novo.

Observei Edward. Ele ficou em silencio por alguns segundos, apenas digerindo o que eu havia lhe contado, até que se levantou, ficando de costas para mim.

- Porque na me contou antes? – Indagou – Eu ia me casar com outra mulher e você não ia me contar nada?

- Claro que eu ia, só não queria que esse bebê fosse motivo para você mudar sua decisão... Quero que fique comigo porque quer, não por obrigação. – Me levantei, indo até ele e tocando seu braço. Edward se virou, tentando esconder o rosto molhado de lágrimas.

- Tudo bem.

- Está todo molhado. – Toquei sua blusa, deslizando minha mão até a barra e a puxando para cima.

- Bella... – Tampou o tórax desnudo envergonhado.

- Edward Cullen corado?! – Ri puxando-o seus braços e pegando sua mão – Querido, eu já muito mais do que isso.

Ele torceu os lábios resmungando baixinho.

- Está frio. – Comentou enquanto eu o puxava em direção as escadas.

- Vem, tome um banho quente. – Abri a porta de nosso quarto devagar, vendo Anthony esparramado na cama. Edward sorriu ao vê-lo, lhe deu um beijo e logo depois o mandei para o banheiro. – Tem toalhas no armário.

Caminhei até o closet, escolhendo algo para ele vestir entre as roupas que não havia mandado nas caixas que Carlisle levou para o apartamento de Tânya. Sorri sem acreditar... Edward estava de volta.

Deixei a roupa sobre a cama e me sentei ali, alisando os cabelos ralo do meu filho.

- Amorzinho, papai voltou... – Sussurrei, beijando sua testa, fazendo-o se remexer um pouco.

Poucos minutos depois a porta do banheiro se abriu e Edward saiu de lá com uma toalha ao redor da cintura.

- Bella, não tenho roupa.

- Ai. – Apontei para as peças que havia separado – São algumas coisas suas que ficaram aqui. Vou preparar algo quente para você tomar, pode levar Anthony para o quarto dele depois que se vestir?

- Deixe comigo.

- Ok, já volto.

POV Edward

Coloquei a cueca, a calça de moletom e a camisa de algodão branca gola “V” que Isabella havia separado para mim. Enxuguei meus cabelos e logo em seguida os penteei com uma escova que estava sobre a penteadeira.

Voltei até a grande cama branca, sorrindo ao ver Anthony todo largado, com um pequeno sorriso nos lábios, coberto por um grosso cobertor.

O peguei delicadamente, saindo do quarto e entrando no dele que ficava logo à frente. Deitei meu filho em seu berço, cobrindo-o logo em seguida. Beijei sua testa e antes de sair liguei o abajur.

Esbarrei com Isabella no corredor e a segurei pela cintura.

- Me desculpe. – Pedi, vendo-a derrubar um pouco do chocolate quente que estava nas xícaras que carregava.

- Tudo bem, eu estava distraída. Colocou Anthony no berço?

- Sim. – Assenti, pegando uma das xícaras de sua mão – Mal se mexeu quando peguei.

- Graças a Deus ele tem um sono pesado. – Sorriu entrando no quarto e eu a segui – Quando nasceu chorou tudo o que tinha de chorar nos primeiros meses. – Riu, sentando-se na cama e batendo para que eu também me sentasse, fiz o que ela pediu.

- Mesmo?

- Aham, mas agora está diferente, mal chora, quando acordo pela manhã e vou vê-lo ele este sentadinho no berço brincando com o carrinho ou um de seus ursinhos. – Bella deu de ombros assoprando seu chocolate quente – Não se lembra disso, não é?

- Consegui me recordar de poucas coisas. – Levei minha xícara à boca, provando o bom achocolatado. – Tenho certeza que o notebook irá me ajudar nessa parte. Só me lembrei de algumas coisas da minha adolescência, de nossa lua de mel, de alguns momentos nossos e mais algumas coisinhas.

Isabella assentiu voltando a se concentrar em seu chocolate quente. Olhei pela porta que dava acesso a varanda, vendo a chuva forte cair sobre Forks. Terminei de beber o meu primeiro que ela, me levantei, colocando as mãos no bolso da calça.

- Se quiser escovar os dentes, tem escova lacrada na gaveta do banheiro.

- Ok.

Segui para o banheiro e não foi difícil encontrar a escova de dente. Rapidamente fiz minha higiene e quando estava lavando o rosto Isabella entrou, parando ao meu lado, abrindo o armário, retirando sua escova de dente e começando a escovar os dentes. Aquilo parecia ser natural para ela.

- Onde posso dormir? – Perguntei.

Bella me olhou com as sobrancelhas arqueadas, lavando os lábios em seguida.

- Bom, tem outro quarto, mas travesseiros, lençóis e cobertores estão no quarto de Meg, pensei que talvez não houvesse problema se...

- Não tudo bem, o sofá está ótimo.

- Edward. – Rolou os olhos, enxugando o rosto – Eu ia dizer que não há problema em dormir aqui no quarto, sempre foi assim, vem...

Saimos do banheiro e eu a segui de volta ao quarto. Bella puxou o edredom que cobria a cama, arrumando os travesseiros.

- Tem certeza?

- Claro, não tem problema algum.

Assenti, dando a volta e me deitando na cama, cobrindo-me. Observei Isabella abaixar as luzes do abajur, sentando-se de costas para mim e retirando o hobby. Mordi os lábios admirando a camisola rosa clara e curta.

- Boa noite. – Sussurrei, virando-me de costas para ela e fechando os olhos.

A cama se afundou e eu pude sentir o calor do seu corpo próximo ao meu.

- Boa noite. – Inclinou-se sobre mim, apertando seus lábios contra minha bochecha, depois por meu queixo, até que seus lábios encontraram os meus, enquanto sua mão subia por minha barriga. – Deus Edward... Não faça assim.

- Assim o que? Não estou fazendo nada.

Ela não respondeu, o que me deixou mais confuso ainda. Bella voltou a me beijar, deixando sua língua se encontrar com a minha, forçando meu corpo virar para que pudesse se colocar sobre mim.

Alisei sua cintura, ouvindo-a gemer baixinho contra minha boca. Seus dedos se enrolaram em meus cabelos, puxando-os devagar. Também gemi com o atrito do seu corpo contra o meu.

Era muito diferente beijar Isabella e Tânya. Com Tânya sempre consegui parar, mas com Bella...

Girei na cama, deixando-a debaixo do meu corpo. Suas pernas enlaçaram meu quadril enquanto eu trilhava beijo de seu queixo até seu colo.

- Afaste-se.

Fiz o que ela pediu, ajoelhando-me na cama.

- Me desculpa, eu...

 Bella riu, sentando-se também. Meus olhos quase saltaram para fora quando percebi que ela estava retirando sua camisola.

- Pronto, venha.

 Venha? Venha? Eu sabia o que era isso?! Ok... Era impossível me concentrar em algo tendo os seios dela na minha frente, tão redondinhos...

Continuei parado, apenas olhando-a.

Isabella rolou os olhos, enfiando sua mão para dentro da minha blusa e erguendo-a. Ergui os braços, deixando que ela fizesse o que quisesse. Voltou a me abraçar, colando nossos lábios enquanto escorregavam suas unhas por minhas costas, deixando seus seios rígidos contra meu peito nu.

- Bella, eu... Eu não...

Desviei os olhos, sentindo minhas bochechas corarem.

- Eu sei. – Mordiscou minha orelha – Sei que não transou com Tânya, que ainda é todo meu... Não precisa se envergonhar, tudo bem? Sou sua mulher.

- Não é isso. – A afastei – Só acho estranho, há algumas horas eu estava noivando, beijando outra mulher e agora nós dois... Sabe, você entende?

- Me desculpa, pensei que você quisesse. – Afastou-se um pouco magoada.

- Eu quero, muito. – Suspirei. – Você é uma mulher muito linda e tentadora, eu sou homem, mas... Eu...

Ela cerrou os olhos, olhando-me.

- Eu não me importo com isso, você só podia se esquecer dela. – Travou o maxilar – Eu amo você, e sabe por que não me importo? Por que o que aconteceu entre vocês não vai mais voltar a acontecer, mas tudo bem, não precisamos fazer amor agora.

- Não é isso... Eu só não me lembro...

- Não se lembra de?

- Não me lembro como faz.

Isabella levou a mão os lábios tentando conter o riso. Rolei os olhos me jogando na cama.

- Me desculpe.

- Rir não me ajuda muito.

- É só que... – Voltou a rir, prendendo os cabelos em um rabo de cavalo e arrastando-se até mim. – É algo que não da para acreditar, por isso ri... O todo garanhão Edward Cullen não se lembra de como faz amor.

- E eu acreditei que você me amava...

Bufei ficando de costas para ela e novamente ouvi seu riso. Fechei os olhos chateado. Senti a cama se afundando e uma respiração quente contra meu ombro, que logo foi beijado.

- Ei, não se preocupe com isso. – As pequenas mãos deslizaram por meu peito nu. – Você me ensinou tudo o que sei, vai ser um prazer te “ensinar”.

Bella passou sobre mim, deitando-se a minha frente. Abri os olhos encontrando os seus castanhos. Ela me deu um pequeno sorriso antes de me beijar.

Seus dedos se enrolaram no meu cabelo, enquanto nossas línguas brincavam uma com a outra, devagar e deliciosamente.

Quando o ar faltou, Bella se afastou abrindo aquele sorriso lindo. Senti meu coração bater de pressa, em seguida ela molhou os lábios e voltou a me beija, devagar, mas que a cada segundo se tornava mais selvagem.

Desci minha mão por seu corpo, alisando suas pernas e suas coxas, as apertando levemente. Bella soltou o cabelo e eu soltei um baixo gemido de prazer.

- Você é linda. – Sussurrei.

Ela sorriu, afastando meus cabelos dos olhos e me beijou a boca, o pescoço, se acomodando em cima de minha cintura, com um joelho de cada lado. Beijou meu peitoral e foi descendo, descendo.

Bella suspirou, me olhando nos olhos e, subindo os beijos, entrelaçou seus dedos, levando as nossas mãos para cima de minha cabeça e voltou a me beijando os lábios.

- Ansioso? – Indagou, mordiscando meus lábios. Suspirei e assenti com a cabeça. – Fique tranqüilo, não precisa se lembrar de como faz para fazer... Deixe rolar, prometo que será bom.

Ela voltou a me beijar no pescoço lambendo até o nódulo da orelha, me instigando, me provocando, deixando-me mais relaxado. Seus quadris moviam-se lentamente sobre os meus, eu podia sentir seu centro quente contra o volume em minha calça.

Apertei os olhos respirando com dificuldade.

- Está me enlouquecendo. – Confessei, soltando outro gemido baixo e ofegante, sentindo as mãos dela descerem minhas calças junto com minha boxer.

- Não fique envergonhado amor. – Riu baixinho em minha orelha – Me toque, está quase imóvel. Não posso fazer tudo sozinha.

Em um movimento, a coloquei no meio da cama, ficando por cima de seu pequeno corpo, no meio de suas pernas. Tudo era muito intenso, não havia tempo, eu estava queimando e ardendo de desejo por ela.

Devorei seus lábios, puxando devagar e levemente seus cabelos. Desci minha boca por seu pescoço, até alcançar seus seios. Olhei para ela, esperando permissão, e entendendo, Bella me deu um sorriso enquanto mordia os lábios.

Cobri seu seio esquerdo com minha mão, enquanto sugava o direito com os lábios

- Edward...

Ousadamente movi meus quadris de encontro ao dela, sentindo que apenas um fino tecido nos separava. Os gemidos roucos e baixos de Bella contribuíam para que eu continuasse estimulando-a, sugando seus seios devagar, maravilhado com aquelas duas coisas deliciosas.

Desci meus beijos um pouco mais para baixo, parando em sua barriga lisa e que agora trazia mais um filho meu.

Com sua ajuda nos livramos de sua calcinha. Suas pernas enlaçaram minha cintura e sua mão me puxou para cima, onde nossos lábios voltaram a se encontrar. Afastei suas pernas as pernas, encaixando-me melhor ali.

Bella sorriu, mordendo os lábios e jogou a cabeça para o lado, enquanto eu voltava a fazer uma caricia delicada sobre seus seios, beijando-os os beijos molhados, deixando minha mão correr por todo o seu corpo.

- Edward. – Ela gemeu, me puxando para mais perto de si. – Edward. – Voltou a chamar por mim.

- Tem certeza? – Perguntei, a acariciando na perna, que dobrada permitia que eu me encaixasse ainda melhor no meio de ambas – Não quero que se arrependa por ter se entregado a um idiota como eu.

Ela não respondeu, apenas arqueou as costas, pedindo por mais contato enquanto me encarava mordendo os lábios para conter seus gemidos. Estava um pouco escuro, mas eu podia ver seus olhos castanhos chocolate brilhando.

Bella assentiu com a cabeça.

- Por favor... – Apertou meus ombros, cravando as unhas nos mesmos, descendo-as por minhas costas.

Devagar, deixei o peso do meu corpo pender sobre ela, enquanto forçava meus quadris contra o dela, abrindo passagem por seu centro quente, apertado e úmido.

POV Bella

Mordi os próprios lábios, agarrando-o pelos cabelos, como ele fazia comigo e suspiramos, não consegui conter um gemido.

Edward sorriu, beijando meu pescoço, seios e lábios.

- Estou te machucando? – ele perguntou ofegante, não deixando de investir e se movimentar lentamente.

- Não... – Neguei, sentindo-o acariciar meus joelhos, subindo ainda mais minhas pernas de encontro a ele e se aprofundando em meu corpo.

Fechei os olhos por alguns segundos, apreciando aquelas sensações que imaginei jamais voltar a sentir. O corpo quente de Edward contra o meu. Sua mão por minhas coxas. Sua boca contra a minha.

Abri os olhos, vendo-o ofegante sobre mim, vermelho, suado e com os cabelos grudados na testa.

Senti meus olhos enchendo de lágrimas... Ele estava de volta para mim, o meu Edward, todo e só meu.

- Mais rápido. – Pedi respirando com extrema dificuldade.

Ele cerrou os olhos, gemendo baixinhos e curvando um pouco.

- Eu acho que eu vou...

Não tive tempo de pedir para que ele esperasse por mim. Seu corpo grande estremeceu sobre o meu enquanto ele alcançava o orgasmo. Ouvi um gemido rouco saindo de seus lábios e seu corpo se amoleceu sobre o meu.

Ouvi sua respiração ofegante, saindo em arfadas. Gemi baixinho, apertando os olhos com força, sentindo-me um pouco frustrada por não ter conseguido alcançar o orgasmo.

- Tudo bem? – Ele indagou ainda com a voz descompassada.

Abri os olhos mordendo os lábios.

- Sim. – Respondi, mas logo gemi ao senti-lo saindo de dentro de mim – Oh droga...

- O que?

- Nada. – Suspirei, passando a mão por seus cabelos molhados pelo suor.

Edward cerrou os olhos.

- Eu fiz algo errado?

- Não exatamente. – Sorri, dando de ombros – Foi algo que você não fez.

- O que?

- Esquece Edward. – Beijei seus lábios – Foi perfeito amor.

- Não é o que parece.

Rolei os olhos. Ele se deitou ao meu lado e eu o abracei.

- Relaxa Edward, estou falando a verdade meu amor, você só veio rápido demais. – O tranqüilizei.

- Você não...?

Neguei com a cabeça, vendo-o torcer os lábios e fechar a cara.

- Droga, me desculpa Bella, eu...

Sorri, calando-o com minha boca.

- Tudo bem, foi bom para você? – Ele assentiu, ainda irritado – Então está tudo bem. Você estava um pouco nervoso, isso acontece. Agora que tal tomarmos um banho para dormir?

- Tipo... Juntos?

Ri baixinho, levantando-me e indo para o banheiro.

- Sim.

Abri o registro e me coloquei sob a água quente, não demorou para que Edward se juntasse a mim, ainda constrangido, mesmo depois de tudo o que fizemos.

Eu o abracei, beijando seu peito e pousando minha cabeça ali, notando que ele ainda estava encabulado pelo que aconteceu.

Ficamos um pouco ali, nos lavamos, enxugamo-nos e logo voltamos para o quarto, nos deitando na cama. Edward colocou os braços atrás da cabeça, fitando o teto.

- Ei. – Toquei seu rosto, fazendo-o me olhar – Não fique pensando nisso. Edward, nem sempre uma mulher chega ao orgasmo, não vou mentir para você, todas as vezes que fizemos amor eu cheguei sim, mas nada muda a magia do que aconteceu, foi bom ter você me tocando e me beijando.

Ele ficou me olhando por alguns segundos, logo depois deu um longo suspiro.

- Só fiquei inconformado, sabe, por não ter conseguido te dar o prazer que me deu.

- Oh amor, eu tive muito prazer, isso não vem só do sexo... – Encostei minha testa na dele – Amo você, muito. Agora durma um pouco, logo o dia irá amanhecer.

Não sei se era a emoção de ter Edward de volta, mas não consegui dormir direito. Passei o resto da madrugada em claro, observando-o ressonar tranquilamente. Quando estava quase conseguindo dormir ouvi o choro baixinho de Anthony. Me levantei da cama, vestindo meu hobby e sai do quarto, entrando no do meu filho.

- Olá meu amor. – Me Aproximei do berço, vendo-o todo desajeitado, com a cabeça onde deveria estar os pés e vice-versa. – Que bico enorme é esse, hein? – Ele voltou a resmungar, apoiando-se na grade do berço para ficar de pé. Peguei meu loirinho, deitando-o contra meu peito. – Vamos descer, mamãe fará uma mamadeira deliciosa para você.

Já na cozinha, retirei da geladeira a mamadeira e a coloquei para esquentar. Anthony já estava desapegando um pouco do meu seio e agora aceitava a mamadeira perfeitamente, apesar de toda noite, antes de dormir, gostava de mamar um pouco em meu peito.

Pensei em levá-lo para meu quarto, mas com certeza o pequeno iria acordar Edward ao vê-lo ali, voltamos para seu quarto, me sentei no sofá que tinha ali, deitando-o em meu colo e observando-o sugar a mamadeira.

 - Ei pequeno, quando acordar novamente terá uma surpresa. – Sussurrei, alisando seus cabelos idênticos ao do pai, vendo-o fechar os olhinhos de vagar e logo depois abri-los, tentando lutar contra o sono. – Durma bebê.

Antes mesmo que a mamadeira esvaziasse Anthony já estava dormindo. Dei um beijo em sua testa, colocando-o de volta no berço e cobrindo seu pequeno corpo. Sai do quarto encostando a porta e fui até o final do corredor, colocando apenas a cabeça para dentro do quarto de Meg e conferindo que ela dormia tranquilamente, toda coberta.

Voltei para o quarto, deitando-me ao lado de Edward.

Sorri mais uma vez, vendo que agora tudo estava voltando ao normal.

Anthony não sofreria, Meg não sofreria, e se eles estirem bem, eu também estarei.


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