Bem vindos ao Fanfics da Cah. Sou Camila Cocenza, futura garota de programa! E não, não é o que estão pensando, apenas pretendo cursar Engenharia da Computação. Para mais informações: cahcocenza@hotmail.com

17/12/2011

Deixe-me te Amar - Capitulo 4

- Tudo bem querido, até mais tarde.

- Até Marie.

Desliguei o aparelho e me concentrei nos papeis que estavam em minha mesa... Seria um longo dia.

Capitulo 4

- Eu não vou me deitar com você! – Marie avisou, enquanto eu abria a porta do carro para ela.

- Ew! – Franzi o nariz – Não quero que se deite comigo.

- Então porque está abrindo a porta para mim?

- Isso se chama cavalheirismo, querida. – Ri dando espaço para que ela entrasse.


- Menos mal, você não faz meu tipo.

Coloquei a mão na cintura, enquanto esperava a velha assanhada se sentar no banco para que eu fechasse a porta.

Dei a volta no carro e assumi o volante, mas antes de partir eu precisava explicar algumas coisas a ela.

- Você se lembra de Isabel? – Indaguei.

- Claro, aquela garotinha loira era encantadora.

- Bom, sim... Mas ela cresceu. – Suspirei, mordendo os lábios – E está muito parecida com Bella.

- Ela era parecida com Isabella.

- Você vai entender o que estou tentando lhe dizer quando chegarmos em casa.

- E Anthony, como aquele menino está?

Sorri ligando o carro.

- Ele esta como sempre.

- Tem sorte de ter um filho tão maravilhoso e educado, às vezes fico me perguntando se ele é mesmo seu filho, se eu não tivesse conhecido Bella, juro que lhe aconselharia pedir um teste de DNA, ele é totalmente oposto de você.

- Ei, eu sou educado, abri a porta para você, esqueceu? – Ri. Aquela velha não tinha jeito, por mais que o tempo passasse ela sempre iria me perseguir.

Não demorou para que chegássemos em casa. Mesmo Marie não merecendo, abri a porta para ela, que riu.

- Vamos. – Apoiei minha mão em sua cintura e a guiei para dentro de casa, ajudando-a com a pequena escada que levava a porta. – Droga, me desculpe, não devia ficar explorando você... Prometo contratar uma cozinheira.

- Oh que isso querido, não se preocupe, você me fez um favor, estava entediada de ficar naquela casa, sozinha...

Sorri passando meu braço ao redor de seu ombro e puxando-a para dentro de casa.

- Fique a vontade, vou subir para chamar Isabel e Anthony.

- Tudo bem, eu sei o caminho até a cozinha.

Beijei sua testa e fui em direção às escadas que levava aos quatros. Bati na porta de Isabel, e como ela não respondeu eu abri a porta. A cama estava arrumada, e nenhum sinal da menina.

Fechei a porta e fui até o quarto de Anthony. A porta estava encostada e eu pude vê-los sentados na cama, um de frente para o outro.

-... Eu sei que é estranho, afinal, voltamos a nos ver só esses dias, mas... Sabe, eu sei que o que eu estou sentindo é uma coisa legal, bonita. – Ele tocou a bochecha dela – Você poderia me dar uma chance? Prometo que vou ser um cara legal, te fazer feliz...

Travei meu maxilar não acreditando no que eu estava ouvindo. Anthony estava mesmo se declarando para Isabel?

Fechei minhas mãos em punhos e me preparei para entrar no quarto, mas logo travei. Merda, quem era eu para impedir a felicidade do meu filho? Tudo bem que eles eram primos, que Isabel e eu havíamos transado e que havia sido muito bom, muito bom mesmo, tão bom que já passou pela minha cabeça varias vezes... Oh droga!

Girei em meus calcanhares saindo dali antes que entrasse naquele quarto e fizesse alguma merda.

Eu não podia me intrometer na vida de Anthony, qual moral eu teria dizendo a ele na frente de Isabel o quão incorreto é um relacionamento com um familiar se eu havia transado com ela?

Desci as escadas ainda irritado. Eu não sabia o porque, mas estava irritado.

- Cadê as crianças? – Marie perguntou.

- Estão... Estudando – Engoli em seco – Depois eu os chamo.

- Tudo bem, vamos lá, como quer que eu faça algo se não pegou as compras no carro?

Passeia mão por meus cabelos e acabei rindo.

- Só um minuto, eu já volto.

POV Anthony

Eu a observei por alguns segundos. Isa me olhou de forma estranha e logo tombou na cama, explodindo em uma gargalhada gostosa.

- Ei, não ria Isa! – Bufei – Você prometeu que iria me ajudar!

- Eu sei, mas... – Ela tentou se controlar, mas não conseguiu. – Me... Ai droga... Me desculpa.

- Se ela for rir da minha cara eu não vou dizer esse discursinho de merda que você me fez decorar!

Isabel arrumou os cabelos enquanto se sentava e respirava fundo.

- Se ingrato! – Fui socado por ela – Obvio que você nunca vai conseguir dizer isso com naturalidade se acha isso um “Discursinho de merda”.

- Nem sei porque estou pedindo sua ajuda. – Me levantei, me olhando no espelho. – Sou gostoso, vou chegar nela e diz “Mina, quer dar uns beijos?” Aposto que ela não vai me negar.

- Vocês homens são tão insensíveis... – Minha prima suspirou, torcendo os lábios e ficando deprimida.

Voltei até a cama, segurando sua mão.

- Quer me contar?

Ela me olhou e abaixou os olhos.

- Não.

- Hm... Só me diga o nome do infeliz, eu quebro a cara dele. – Ela sorriu negando algo com a cabeça.

- Vamos voltar ao seu problema. – Isa se sentou sobre as próprias pernas – Anthony, se você realmente gosta dessa menina, não a trate como uma qualquer.

- Eu sei, só sou um pouco novo nesse assunto de romance, sabe... Eu antes só vivia de lances, mas quando reencontrei Katy... – Suspirei, sentindo meu estomago girar – Ela não se parece nada com aquela menininha ranhenta que tio Black trazia aqui em casa.

- Tio Jake vai te matar quando descobrir que quer por a mão na menininha dele.

- Papai é um grande amigo dele, sem duvida pode me dar uma força.

Isa e eu continuamos ali, ela tentava me ensinar alguns truques que as mulheres gostavam, e eu estava me esforçando pra caramba para aprender, mas quando um cheiro bom entrou no quarto foi a deixa para mim deixar de dar atenção a ela.

- Que cheiro bom. – Peguei meu boné, colocando-o na cabeça. – Marie está aqui, tenho certeza!

- Marie? – Ela mordeu os lábios – É... Hm... Alguma coisa do Tio Ed?

- Mais ou menos. – Ri, vendo-a franzir a testa – Digamos que quase mãe dele, lembra-se? Ela morava aqui em casa, fazia bolinho de chuva para nós dois.

- Ahhh... Nossa! Eu me lembro dela!

- Vem, vamos descer. – A puxei pela mão e saímos do meu quarto rindo. Ao chegarmos à cozinha o cheiro delicioso ficou mais forte. – Eu tinha certeza que era você! – Soltei Isa e abracei Marie por trás.

- Oh Anthony! – Ela virou-se para me abraçar. – Querido como eu tava com...

Me afastei para ver o motivo dela ter parado. Marie estava branca enquanto olhava para Isabel.

- Isabella?

- Hm... – Minha prima negou com a cabeça torcendo os lábios – Sou eu tia Marie, Isabel.

- Uau. – Murmurou um pouco desnorteada, o que me fez rir. – Você... Cresceu.

- Ela ficou gatona, não ficou Marie? – Voltei até Isa, abraçando-a pelo ombro. – Está arrasando corações na faculdade.

Marie riu, enxugando as mãos em um pano de prato e se aproximando para abraçar Isa.

- Você está realmente linda querida.

- Obrigada Marie.

- O que te trás aqui coisa linda? – Indaguei, puxando Isa para a mesa, sentamo-nos lado a lado.

- Seu pai disse que a garota estava reclamando de comer congelados e todas aquelas bobeiras que vocês comem.

- E resolveu te explorar? – Brinquei rindo, batucando meu dedo na mesa. – Que mau o meu.

- Tio Edward já voltou?

- Sim, ele saiu mais cedo do serviço, passou no supermercado e depois foi me buscar. Já que estão os dois aqui, vão chamá-lo.

- Ixi, to com mó preguiça, sobe lá Isa.

- Vai você Thony!

- Qual é, está meio gordinha, subir as escadas vai te ajudar a emagrecer

- Idiota!

Minha prima bufou, levantando-se da cadeira e caminhando pisando duro para fora do cozinha.

Assim que ela sumiu de vista Marie puxou uma cadeira.

- Ela parece muito com...

- Minha mãe. – Sorri tristonho – Eu sei.

- Como seu pai reagiu com isso?

- Normal ora! – Dei de ombros, não entendo o que ela queria dizer – Como ele devia ter reagido?

- Anthony, você sabe, seu pai errou muito, mas... Ele ainda é apaixonado por sua mãe, e essa garota parece tanto com ela...

- Você está viajando. – Ri baixinho – Apesar de tudo papai sabe separar as coisas, e Isabel é sobrinha dele, se bem que isso não tem nada haver, mas ele não a vê dessa forma. E se visse? Seria uma boa, papai anda tão desligadão, realmente precisa de um “Up” em sua vida.

- Anthony! Isso é pecado!

- Pecado? – Rolei os olhos – Nos vivemos em um mundo onde há fome, violência, drogas e tudo mais de ruim, porque se preocupar com duas pessoas que querem ser felizes juntas? Além disso, se fomos ver para o lado da ciência, papai e Isabel nem são parentes, ela só é sobrinha dele porque o pai dela era irmão da minha mãe, de certa forma eles nem tem o mesmo sangue.

- Garoto mau educado! – Ela bufou – Isso só pode ser o fim do mundo.

- Marie, qual é, estamos em pleno século XXI, seria estranho sim eu e ela se pegando... Ew!

- Seu pai também não é desses homens... – Marie murmurou para si mesma, tentando se convencer daquilo – Afinal, um homem da idade dele tem consciência suficiente para saber que isso é errado.

Dei de ombros. Eu gosta muito de ter Isabel aqui em casa, porque apesar de não ter conhecido minha mãe, eu tinha ao meu lado a copia quase exata dela... Seria muito legal ter Isa aqui em casa para sempre.

POV Edward

Enrolei-me em uma toalha e sai do banheiro. No quarto, entrei em meu closet, procurando uma calça e uma boxer, assim que encontrei os vesti.

- Tio Edward?

Fechei os olhos encostando minha cabeça na parede. Aquela menina me perseguia, só podia ser!

- Já estou indo.

Sai do closet enxugando meu peito, evitando olhá-la.

- Bom... Eu... Eu...

- Você? – Virei o rosto para olhá-la. Isabel mordia os lábios olhando de meu peito para meu rosto. Não pude deixar de sorrir quando vi suas bochechas corarem.

- Hm, Marie pediu que eu te chamasse.

- Certo, obrigado. – Fui ao banheiro deixar a toalha e quando voltei à garota já não estava mais lá.

Não penteei meus cabelos, apenas passei a mão por eles e sai do meu quarto. Quando cheguei a cozinha os vi sentados a mesa, comendo algumas batatas fritas.

- Boa noite. – Murmurei, coçando meu peito e me sentando na frente de Isabel, que estava ao lado de Anthony.

- Boa noite pai. – Sorriu para mim. – E ai, como foi na empresa?

- Como sempre Anthony.

- É, e o mal humor também, como sempre. – Ele torceu os lábios – Eu disse que ele está precisando de uma mulher.

- Thony! – Eu e Marie ralhamos, enquanto ele ria.

- A comida está pronta? – Indaguei, querendo pular aquele assunto.

- Sim, vocês já podem se servir.

Antes de me levantar olhei para Isabel. A garota me olhava corada, e assim que percebeu meu olhar desviou o seu.

Todos nos servimos e nos sentamos a mesa.

- Uísque com comida não combinam. – Marie me advertiu.

- Preciso me desestressar, muita coisa em uma cabeça só. – Olhei para frente, vendo Anthony sussurrar algo no ouvido de Isabel, fazendo-a rir. – Ok, vou pegar outra dose.

Me levantei caminhando até a bancada, colocando gelo em meu colo e mais Uísque. Voltei à mesa e tentei me concentrar na comida, mas aquilo estava me incomodando, muito.

- Anthony, sua comida vai gelar.

- To sem fome pai, acho que me acostumei com pizza. – Ele sorriu, bagunçando os próprios cabelos. Thony olhou para Marie e sorriu mais ainda. – Pai, você é a favor de relacionamento entre parentes?

Isabella engasgou com a comida, me olhando com os olhos arregalados. Obvio que ela estava constrangida, afinal, não é todo dia que um menina transa com seu tio e quase duas semanas depois já está com o filho dele.

- Acho que esse não é um assunto próprio para a hora do jantar Anthony. – O repreendi.

- Me desculpa. – Ele abaixou a cabeça.

[...]

- Vai sair pai? – Anthony indagou.

- Vou deixa Marie em casa, depois vou dar uma volta, mas não demoro.

- Ok.

Sai de casa e vi Marie e Isabel conversando.

- Vamos? – Sorri para a velha senhora.

- Sim, vamos querido. Tchau Isabel, foi bom te rever.

- Tchau.

Abri a porta do carro para que ela entrasse e logo depois dei a volta assumindo o volante. Durante todo o percurso Marie não falou nada, apenas ficou me olhando de forma estranha. A deixei em sua casa e parei meu carro em um acostamento. Peguei meu celular e disquei o numero de Jake.

- Fala Edward.

- Jacob, como está?

- Bem cara, que milagre aconteceu para estar me ligando?

- Nenhum. – Ri. – Ei, vamos sair para beber?

- Edward, você sabe como Renesmee é...

- Não precisa ser em um boteco cara, pode ser ai na sua casa, só não quero voltar para a minha agora, preciso de alguém para me ouvir um pouco.

- Tudo bem.

- Estou perto da sua casa, estarei ai em poucos minutos.

- Beleza.

Não demorei para chegar a casa de Jake. Renesmee abriu a porta sorrindo para mim.

- Quem é vivo sempre aparece!

- Oi Nessie. – Me inclinei, beijando sua bochecha. – Como está?

- Ótima, e você?

- Bem.

Não soei tão convincente.  Ela deu espaço para que eu entrasse.

- Edward!

- Jake.

Apertei sua mão e o segui até o sofá, onde nos sentamos.

- E ai, como anda a empresa? Anthony?

- Está tudo ótimo. – Sorri, um tanto amargo.

- Não é o que parece. – Ele riu, levantando-se e caminhando até uma pequena mesa, preparando dois drinks para nós. – Desabafa cara.

- Não sei, você vai me matar, me condenar... – Bufei passando a mão por meus cabelos.

- Porque não tenta? – Me entregou um copo.

- Não estou pronto ainda.

Jake apenas assentiu.

Como o covarde de sempre, eu não seria capaz de contar aquilo a ele, mesmo Jacob ter se tornado meu melhor amigo após a morte de Isabella.

Começamos a conversar sobre coisas banais, e felizmente eu estava conseguindo me distrair, esquecer um pouco Isabel, Anthony e todos aqueles problemas que me rondavam.

- Katy me disse que está na mesma turma que Anthony no curso de administração. – Ele sorriu.

- Sério? Thony não me disse nada... – Me levantei, me servindo de mais um drink.

- Devia maneirar cara, você não devia beber assim, está dirigindo.

- Você falou igual minha mãe agora. – Sorri, deixando meu corpo relaxar no sofá.

- Você deve estar passando por alguma coisa muito foda para estar tomando um porre assim, há anos eu não o vejo nesse estado.

- Pois é meu amigo, eu pensei que poderia viver o resto da minha vida infeliz em paz... Mas esse mês minha vida virou de pernas para o ar, primeiro Emm, Rosalie...

- Eu vi nos jornais que a menina... Isabel, não é? – Eu assenti, ele continuou – Ela vai mesmo ficar em sua casa? Tipo...

- Sim, aqueles dois idiotas deixaram a guarda dela comigo.

- Que tenso, um cara que viveu durante praticamente 20 anos sem mulher dentro de casa, vai ter uma adolescente, o que é muito pior, aqui em casa eu tenho esses dois exemplos. – Jake riu – Quando Renesmee e Katy estão naqueles dias, eu mal posso abrir a boca.

Ri, sabendo que aquilo era verdade.

- Pois é, mas se o problema fosse apenas esse... Eu superava.

Continuamos a beber e conversar, até que Renesmee e Katy desceram as escadas rindo.

- Tio Edward!

- Pequena. – Me levantei, abraçando-a. – Nossa, você cresceu ou é impressão minha?

Ela rolou os olhos rindo.

- Bom, faz tempo que o senhor não vem me visitar, e sim, eu cresci um pouco.

- Devia aparecer mais vezes lá em casa. – Beijei seus cabelos – Porque se for depender de mim, quase nunca terei tempo... E além do mais, agora Isabel está lá, se quiser pode visitá-la quando quiser.

- Como ela está? Eu li no jornal...

- Parece que todos os jornais vem publicando isso. – Torci os lábios – Eu mal ando lendo jornais, você sabe...

- Sabemos. – Jacob riu – Falta de tempo.

- É.

- E como anda Anthony Edward? – Renesmee se sentou ao lado de Jacob, que a abraçou, suspirei, sentindo um pouco de inveja do meu amigo. Eu realmente seria muito feliz, ainda mais pelo jeito dela de ser, carinhosa, atenciosa, sempre preocupada com todos... Mas não tinha mais volta, fui um idiota e perdi a oportunidade de ser feliz. Balancei a cabeça, afastando aqueles malditos pensamentos – Está ótimo... – Torci os lábios ao me lembrar do que presenciei mais cedo – Esta muito, muito bem.

- Que bom, seu filho é um ótimo garoto.

- Obrigado.

Apesar de tudo, eu sabia que aquilo era verdade.

- Hm... Anthony está na mesma turma que eu. – Katy mordiscou os lábios.

- Está cursando Administração também?

- Sim tio.

- Legal, quem sabe não trabalhe na Delux... – Me referi a minha empresa.

- Oh, eu seria muito feliz.

- Pois bem, depois mande seu currículo em meu email, sabe... Procedimentos. – Pisquei para ela, fazendo-os rir. – Estamos precisando de estagiários.

- Aaah, que tudo! – Ela saltitou – Vou subir e prepará-lo.

- Vá lá pequena, também já estou indo, está ficando muito tarde e ainda tenho que rever alguns documentos.

- Está cedo mano. – Jake se levantou e Renesmee também.

- É Edward.

- Desculpa gente, preciso mesmo ir.

- Tudo bem. – Meu advogado tocou meu ombro – Vê se vêm aqui mais vezes.

- Pode deixar, qualquer dia apareçam lá em casa.

- Eu te ligo e a gente combina.

Me despedi dos três e fui para casa, assim que cheguei, tudo estava apagado, subi para o andar de cima e fui ao quarto de Anthony e Isabel, constatando que ambos estavam dormindo.

Fui para o meu escritório, não sem antes preparar mais um drink. Sentei-me a minha mesa e comecei a ler alguns relatórios pendentes da empresa. Remexi nos papeis e suspirei ao ver uma copia do testamento de Emmett e Rosalie ali no meio.

Travei o maxilar, jogando todos os papais sobre minha mesa novamente... Eu não estava com saco para aquilo.

Levantei-me e fui até o balcão enchendo mais um copo de uísque. Após terminar de entornar o liquido ali dentro olhei para a garrafa e ela olhou para mim, resolvi pega-la também, assim me pouparia o esforço de voltar ali.

Rumei para minha sala, me sentei no sofá e coloquei as duas garrafas de uísque sobre a mesinha de centro, sim, eu havia pegado outra também. Abri os botões de minha camisa, relaxando e começando a encher a cara logo em seguida.

[...]

Eu não sabia ao certo quantos copos eu já havia tomado, mas deviam ser muitos, já que minha vista estava se embaraçando toda.

Levantei-me de vagar, sentindo a sala girar e minha cabeça doer. Me arrastei em direção as escadas, felizmente, ou não, consegui subir sem cair.

Fiquei parado por alguns segundos no corredor, tentando me recordar qual era a porta que dava ao meu quarto.

Dei de ombros fazendo mamãe mandou.

POV Isabella

Suspirei, virando na cama e fitando o teto.

Eu estava me sentindo tão estranha como quando tive minha primeira menstruação, que meus hormônios mudaram radicalmente e me deixaram um tanto bipolar.

Era assim que eu estava me sentindo agora... Ao mesmo tempo em que queria sorrir, eu queria chorar.

Sorrir porque apesar de todo tormento que passei nesse mês, eu estava feliz... Feliz por ter entrado na faculdade, feliz por estar próxima ao meu primo que é o meu melhor amigo desde sempre e feliz por... Bom... Pelo que aconteceu entre mim e tio Edward.

Só toda essa felicidade era ofuscada pela morte dos meus pais e pelo o que aconteceu entre mim e o tio Edward.

Eu sei... Confuso, mas eu sou confusa.

Voltei a girar na cama. Acendi o abajur e abri a gaveta da minha mesinha. Retirei de lá o pequeno envelope branco que o advogado havia me dado no hospital, no dia em que minha mãe não resistiu.

Ela havia escrito aquela carta a algum tempo, mas nunca me entregara.

Minha pequena,

Sei que papai e eu estamos quebrando a promessa que fizemos a você, quando tinha apenas 3 aninhos, sei que não deve se lembrar, mas prometemos nunca deixá-la, você nos fez jurar que nunca morreríamos... Ele já descumpriu a palavra dele, e sinto que também não conseguirei honrar minhas palavras.

Querida, você foi sempre tão inteligente, linda, tem um futuro brilhante pela frente, mas sei que isso não será o suficiente para lhe fazer feliz, já que certo dia quando você veio nos contar que estava apaixonada, seu pai e eu lhe repreendemos, até mesmo mudamos de cidade para ver se você esqueceria essa idéia... Afinal, qual garota de 6 anos se apaixona? Eu sei que todas, mas nenhuma delas escolhe seu padrinho para isso. Emm e eu pensamos que o que você nutria por Edward era apenas uma paixão platônica, afinal, ele é lindo e sempre está disposto a fazer tudo o que você quer.

Só que tínhamos medo... Medo de te perder, medo de você sofrer...

Por muito tempo você não olhou e nem falou conosco direito, mas com o passar dos anos, as coisas foram voltando ao normal... Nós pensamos que você havia esquecido Edward, já que estava se relacionando com outros garotos da sua idade, mas no fundo, sempre desconfiei que você ainda nutria algo por ele.

Sei que nesse instante você pode estar pensando que seu pai e eu somos loucos, já que tentamos de todas as formas impedir que você levasse aquele sentimento em diante, e agora, lhe entregamos justamente a ele, Edward.

Inúmeras noites seu pai e eu discutimos sobre isso... Sei que é errado, mas ele é um homem bom, mudou muito e sei que é a pessoa certa para cuidar de você, que te fará feliz.

Não tenha medo de expor seus sentimentos... Lute e seja feliz, você sabe o que fazer para que isso aconteça.

Juro que tentei fazer de tudo para ser uma boa mãe, perdoe-me se errei, se falhei, se fiz algo errado... Infelizmente não vou poder estar ai para corrigir isso tudo, já que se você está lendo essa carta é porque seu pai e eu já lhe deixamos... Combinamos que você só receberia essa carta quando já não estivéssemos ai para cuidar de você, e bom, isso aconteceu.

Minha princesinha, nós te amamos muito...

Não reprima mais seus sentimentos, eles são puros e lindos.

Um grande beijo e adeus,
De sua mamãe e papai.

Limpei minhas lagrimas que teimavam em escorrer por minha bochecha.

Sem sombra de duvida, minha mãe era louca... Depois de tantas discussões e conversas que tivemos sobre esse assunto, aquela carta, simplesmente ia contra tudo o que pensei que um dia eles me aconselhariam a fazer.

Eu ainda me lembrava de quando tinha 6 anos e cometi a burrada de contar aos meus pais o que Edward me fazia sentir... Eu não sabia que era errado, que não poderia acontecer, mas aquilo foi o motivo para que meus pais me levassem embora.

FLASH BACK ON

Papai estava sentado à mesa, lendo o jornal que costumava sempre ler.

Apoiei minha mão no queixo, observando minha mãe se mover de um lado para o outro na cozinha.

- Pai, lembra quando conversamos sobre namorados... – Balancei minhas pernas e o fitei, vendo-o abaixar o jornal lentamente, me olhando daquela forma estranha que sempre me fazia rir.

- Hm... – Ele cerrou os olhos e olhou de relance para mamãe.

- O que tem querida? – Minha mãe beijou minha cabeça, rindo – Conheceu algum gatinho?

- Bom... Eu... – Suspirei, apertando uma mão na outra. – Sim, quer dizer, eu já o conheço a um tempão...

- Aaah, minha bebê está apaixonada?!

- Rose! – Sorri, vendo papai ficar vermelho. Ele sempre foi ciumento. – Filhinha, venha aqui. – Pulei da cadeira e fui para o colo dele. – Você ainda é muito nova para arrumar namorado, ok?

- Ta... – Encostei minha cabeça em seu peito – Papai?

- Diga...

- Tio Edward é velho, porque ele não tem namorada?

- Porque tio Edward ainda sofre por causa da Tia Bella...

- Hm... – Me afastei, olhando-o – Ele é bonito, não é?

- Querida, não se faz esse tipo de pergunta a um homem. – Ele riu, como sempre ria, papai só ria... Eu gostava de rir com ele.

- Deixa que eu respondo. – Mamãe se aproximou sorrindo – Seu tio é um gatinho.

- Rosalie!

Sorri, vendo que não era a única a pensar daquela forma.

- Será que ele quer ser meu namorado?

Mamãe tropeçou e papai bateu o braço na xícara, fazendo-a ir para o chão.

FLASH BACK OFF

Me peguei rindo da lembrança. Apesar de dramático, agora era hilário lembrar-se da cara dos meus pais.

É, eu definitivamente estava bipolar.

Guardei minha carta novamente, apaguei o abajur e voltei abraçar meu travesseiro, tentando dormir. No entanto, foi em vão... Eu estava atordoada demais, a dias não conseguia dormir bem e quando conseguia sonhava com... Bom... Com aquilo que aconteceu em Londres.

Sempre idealizei como seria minha primeira vez, não tenho que me queixar do que houve, já que foi com a pessoa que eu escolhi e foi bom... Muito bom na verdade. Só que... Não foi exatamente na situação que eu esperei, ainda mais no momento em que ocorreu, logo após a morte do meu pai.

Só que eu não podia simplesmente ficar remoendo aquilo, o tempo não voltaria, eu não conseguiria impedir aquilo de acontecer e sem duvida faria tudo de novo. O jeito era me conformar em viver sob o mesmo teto que ele, sem poder realmente dizer o que sentia, vivendo na sobra de sua falecida esposa, minha tia, que por ironia do destino... Parecia comigo, ou melhor eu parecia com ela.

Voltei a rodar na cama, ouvindo passos no corredor, que logo se cessaram.

Me assustei quando a porta do meu quarto foi aberta e o próprio Edward passou por ela, tirando a blusa.

- ... Hm... Mamãe me mandou para o quarto errado, eu acho... – Resmungou um tanto grogue, sem perceber que eu estava ali.

Observei suas costas musculosas e prendi a respiração quando ele se virou, franzindo a testa e cambaleando até mim.

- Isa? – Indagou rouco.

Me sentei, notando que ele estava bêbado.

- Você está bêbado?

Edward riu, se sentando na beira da minha cama.

- Uau, sabe... – Voltou a rir – Tive um sonho super estranho, nele você tinha morrido... – Suspirou. – Puff... – Bufou tocando meus cabelos – Porque pintou os cabelos? Está parecendo com Isabel... Droga... Isabel, Isabel, aquela menina está me atormentando amor... – Me olhou inclinando a cabeça um pouco para o lado de forma estranha, mas logo riu – Como sou burro, se foi um sonho que você morreu eu não me deitei com ela.

- Edward...

- Shh Bells...

- Eu não sou...

Antes que eu terminasse ele jogou seu corpo sobre o meu, beijando minha boca de forma lasciva e deliciosa. O afastei, sentindo seu hálito com fedor de uísque.

- O que aconteceu amor? Não me quer?

Suspirei abaixando os olhos. Ele não queria a mim, mas sim a Isabella...

- É melhor você ir para seu quarto.

- Ainda continuamos dormindo separados? – Indagou, arrastando-se mais para o meio da minha cama e deitando-se em meu travesseiro – Precisamos pedir para a Marie arrumar apenas um quarto para nós, não quero que aconteça tudo como no meu sonho e você se vá...

- Acho melhor você tomar um banho, bebeu muito. – Pulei da cama, esticando a mão para ele.

- Nunca perdendo a chance de abusar de mim, né Isa?

Senti meu rosto corando, tudo bem que foi para a outra Isa, mas eu não esperava que ele falasse aquilo para mim. Felizmente Edward se levantou, ficou parado me olhando de forma estranha, mas logo sorriu.

- Vem...

- Só se você for comigo... – Ele riu baixinho.

- Oh! Edward!

Sai arrastando-o em direção ao meu banheiro. Abri a porta e o empurrei para dentro do box, ligando a água gelada.

- Ai, que droga...

- Fique quieto ai!

- Porque estou tomando banho gelado? – Voltou a rir sozinho – Nem estou tão excitado assim.

Novamente senti meu rosto queimar.

- Comporte-se. – Resmunguei.

- Isabella, minha Isa, vem tomar um banho comigo.

- Edward... – Suspirei, irritada por ser chamada de Isabella – Eu morri.

- Morreu? – Seu sorriso se desfez e eu me arrependi de ter dito aquilo, seus olhos verdes se encheram de lágrima e ele soluçou – Então eu não estava sonhando antes? Eu to sonhando agora? Como daquela vez?

Eu não sabia o que responder, decidi concordar.

- Sim. – Eu sabia que era errado, mas não resisti – E você transou sim com Isabel...

- Oh...

- Porque a surpresa? – Mordi os lábios vendo-o passar a mão pelos cabelos – Ela foi... Tão ruim assim?

- Não, não. – Negou, sorrindo por alguns segundos – Foi até bom, mas... Isabel é minha sobrinha... Nossa.

- Edward, eu não sou nada sua, ou melhor, ela não é nada sua. – Desviei os olhos – Vocês só são ligados por Isabe... Por mim, nem o mesmo sangue tem, não pertencem à mesma família.

- Bells! Ela é minha afilhada... Emm me mataria!

- Emmett morreu.

- Ele voltaria e me mataria. – Me lançou agora um sorriso tristonho – Me desculpe, sei que você sabe que eu penso na noite que tive com ela, não quero que fique chateada comigo, jurei nunca mais te magoar.

- Não estaria me magoando. – Ai meu pai do céu, que Isabella não viesse puxar meu pé por estar me passando por ela – Estaria apenas dando felicidade a... A Isabel.

- A mesma que dei a você? – Indagou irônico – Ela não merece isso...

- Deixe disso Edward, você é lindo, e ela também poderia te fazer feliz.

Ele bufou, me empurrando e saindo debaixo do chuveiro um tanto tremulo. Droga, eu havia me esquecido que a água estava gelada.

Edward cambaleou até a toalha, se enxugou todo atrapalhado. Arregalei os olhos quando o vi abaixar as calças e me virei de costas, ouvindo-o rir.

- O que Isa? Você está envergonhada?

- Edward, se tampe!

- Por quê? Você já viu tudo mesmo.

Oh Deus! Me arrepiei quando o senti me abraçando por trás, grudando sua boca em minha orelha.

- Edward... – Fechei os olhos.

- Vamos para nossa cama.

- Não. – Me afastei pegando a toalha de sua mão e enrolando-a em sua cintura, não sem deixar de dar uma espiadela – Vem, vou te levar para seu quarto.

 Meu tio bufou revoltado, indo para o quarto.

- Eu vou dormir aqui!

- Não vai não.

- Vou sim, se você não quer fazer amor comigo, pelo menos vai me deixar dormir contigo. – Fui pega pelo braço e arrastada até a cama. Observei-o se infiltrar sob meu edredom. – Vem dormir comigo, vem.

- Só dormir Edward. – Me aproximei da cama, me deitando ao seu lado, só que distante. – Porque está longe? Está parecendo àquela menininha tímida que tirei a virgindade.

Oh droga, ele estava falando de mim ou de Isabella?

- Durma Edward.

Para meu total deleite ele sorriu torto fechando os olhos, enquanto enroscava suas pernas na minha e grudava seu corpo no meu. Para minha felicidade, ou não, ele ainda usava a toalha ao redor da cintura.

Fechei os olhos contando até três. Para que o medo? Eu estava gostando de tê-lo ali, comigo...

- Boa noite meu amor... – Sussurrou, beijando minha cabeça.

- Boa noite Edward.

Não demorou muito para que ele suspirasse e voltasse a falar.

- Sabe Anthony?

- Sim?

- Eu não posso ficar com Isabel... Não sabendo que meu filho está apaixonado por ela.

Franzi a testa abrindo os olhos e ficando de frente para ele.

- O que?

- Eu os vi... – Voltou a abrir os olhos também. – No quarto dele, os dois estavam em um clima de romance.

- Ele não esta se declarando a ela!

- Estava sim, eu vi. Agora cale a boca, quero dormir.

Acabei me calando, sentindo-o me abraçar. Logo sua respiração lenta denunciou que ele havia caído no sono. Fiquei de frente para ele, admirando.

Eu tinha que ter aquele homem para mim, ainda mais agora, que percebi o quão infeliz e solitário ele é. Tudo bem que eu teria que fazê-lo esquecer Isabella, o que seria muito difícil, mas eu nunca saberia onde isso tudo vai dar se eu não tentasse.

Naquela noite não consegui dormir, afinal, impossível fechar os olhos já que o homem que amei durante anos estava ali, lindo, ressonando com um pequeno sorriso nos lábios.

Me inclinei um pouco, colando minha boca na dele.

- Eu amo você Edward

6 comentários:

LiihBomfim disse...

Caah vc quer matar a gente do coração com esse capitulo né?
AMeeei Ameei Ameiii.... Ja falei que sou sua fã né? kkkk'

Anônimo disse...

Amei *.* Muito perfeito :))

Carollyne disse...

OMG cahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh lagrimass gritossssssssssssss ameiiiiiiiii

Julia disse...

Jesus!Caah,vc simplesmente quer ter uma baixa nas suas leitoras,néh?Kra,vc quase me mata do coração mulher!
O que foi a Isabel se passando pela Bella?
Kra,por favor,não demore a postar!bjbj

Anônimo disse...

oooooi entao eu adorei a continuação da fic, mas eu amava a Bella de verdade sab... ;/
kkkkkkkkkkkkkk
obg pelo cap.
beeeeeejo ;*
booom natal pra vc:*

MoohCelestino disse...

Estou pensando em começar ler tudo de novo. Cah preciso de um capitulo aqui.

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