Bem vindos ao Fanfics da Cah. Sou Camila Cocenza, futura garota de programa! E não, não é o que estão pensando, apenas pretendo cursar Engenharia da Computação. Para mais informações: cahcocenza@hotmail.com

26/06/2011

DTA - Capitulo 6 (Parte III - Final)

N/A: Bom, como eu prometi aqui está o ultimo capitulo de deixe-me te amar. Amanhã mesmo trago o Epilogo I
Como todos sabem a fic vai ter finais alternativos.

Espero que gostem *--* Beijooos!!!

Eu gostaria de agradecer a Mandy, que sempre está me aturando e me ajudando.
Sério, gostaria de agradecer também a Bruh, que está me ajudando bastante e continuará a me ajudar nos dois epílogos.

Claro que também não esqueci de todas vocês que vivem me ameaçando pra mim postar, isso me ajuda bastante. Sem vocês esse capitulo não teria saido.

Comentem ok? 

(Só não comentem do SPFC que perdeu pro corinthians, ai sim vocês ficaram sem capitulos.Hmpf!)

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PARTE III - Final - Deixe-me Te Amar

***

Bati a porta e dei a volta no carro, assumindo o volante.

- Não sei por que está irritado. – Isabella bufou ao meu lado – Eu disse que iria embora de taxi.


- Cala a boca. – Pedi, girando meu corpo no banco. – Você é mesmo uma vadia. – Ela abriu a boca para falar algo, mas se calou. – Não tem nem como negar, eu vi como você gostou quando o médico enfiou os dedos em você.

- Você está me ofendendo. – Isabella virou o rosto. – Não senti nada, apenas incomodo, e eu não tenho que te dar satisfações.

Ela cruzou os braços sobre o peito.

- Claro que tem, querendo ou não você ainda está casada comigo. – Escorreguei a mão para a coxa dela, erguendo seu vestido – Você ainda me deve respeito.

- Respeito? Você sabe o que é is... – Ela arregalou os olhos quando notou o que eu ia fazer – Não me toque... – Isabella sussurrou tentando puxar sua perna, mas eu a segurei com força. – Por favor, me solte. – Pediu. Não dei ouvidos a ela. Desci minha mão para o meio de suas pernas e empurrei sua calcinha para o lado, tocando sua boceta. Isabella fechou os olhos e tombou a cabeça para trás. – Oh...

- Os dedos dele... – Pressionei meu polegar em seu clitóris e escorreguei dois dedos para dentro de seu núcleo molhado – Lhe deram mais prazer do que os meus? – Ela não respondeu, de seus lábios saíram apenas gemidos e arfadas. Movi meus dedos dentro dela, sentindo sua entrada se contrair. – Responda Isabella! Sentiu prazer quando ele enfiou os dedos em você?

- Não...

Uma de suas mãos segurou a minha – a que não estava entre suas pernas –, apertando-a.

- Você está tão melada... – Aproximei meu rosto do dela, mordendo seu queixo e sua boca. Retirei meus dedos de sua boceta e pegando sua mão, a levei até meu pau o apertando sobre minha calça. – Estou tão duro Isabella...

- Por favor, me deixe ir embora...

- Eu devia, mas... – Apertei meus lábios contra sua jugular. – Estou louco para me enfiar em você.

- Não devemos fazer isso. – Ela sussurrou abrindo os olhos – Vai ser fácil para você depois que acabarmos, mas para mim... Vai ficar mais difícil te esquecer.

Afastei-me olhando em seus olhos. Ali eu podia ver o desejo que ela sentia por mim, mas ao mesmo tempo eu via o medo.

Aquilo foi o suficiente para me parar.

- Você está certa. – Aspirei seu cheiro maravilhoso.

- Estou?

 - Vou levar você para a casa do seu irmão. – Deixei a ponta da minha língua contornar sua orelha – Tenho que parar de te usar apenas para saciar meus desejos. – Mordisquei o lóbulo de seu ouvido – Não sei o que está havendo comigo, te desejo, mas ao mesmo tempo não quero te desejar. Meu corpo está em chamas, há dias não sinto vontade de possuir alguém como nesse momento desejo te possuir.

A bochecha dela encostou-se na minha, roçando contra minha barba mal- feita.

- Pare de falar essas coisas... – Isabella gemeu fechando os olhos, seu pequeno corpo tremeu. – Deixe-me ir embora, por favor.

- Por que eu faria isso? – Afastei-me para olhá-la.

Observei seus lábios se torcerem.

- Porque estou com fome?!

- A gravidez te deixou mais estranha do que antes. – Ri saindo de perto dela e voltando a me sentar corretamente no banco. – Vou ligar para Marie e pedir para ela por mais um prato na mesa.

POV Bella

- Vai almoçar conosco? – Edward indagou a Marie.

- Eu já almocei. – Ela sorriu – Preciso sair, arrumei um trampo.

- Trampo? – Arqueei as sobrancelhas.

- Não é assim que as pessoas modernas falam? Bom, estou indo crianças.

Edward rolou os olhos e deu de ombros.

Observei Marie sair da cozinha e aquilo começou a me deixar nervosa. Uma coisa é estar no mesmo cômodo com alguém e Edward, mas só com ele... Bom, isso não era nada bom na situação em que eu estava – e depois do que ocorreu no carro – só Deus sabe o que poderia acontecer.

- Espero que não repare muito no que iremos comer, a grana está curta. – Eu o observei caminhar até a pia e lavar as mãos.

- Sem problemas. – Sorri para ele sentando-me na pequena mesa posta para nós dois. O almoço foi calmo e o clima estava ótimo. Edward e eu conversamos diversos assuntos, coisa que fazíamos apenas quando ainda éramos namorados, depois que nos casamos mal nos falamos, ou melhor ele nunca falava. – Isso estava uma delicia... – Fechei os olhos batendo em minha barriga.

- Marie sabe se virar muito bem quando o assunto é na cozinha. – Edward se levantou retirando seu prato da mesa e levando-o até a pia. Levantei-me e fiz o mesmo. Ele encostou-se na pia e quando viu que eu estava começando a lavar a louça, fechou a torneira e segurou minhas mãos – Tecnicamente você é visita, não vou ser tão desagradável a ponto de deixar você lavar a louça, além disso esta frio e você está grávida.

- Eu não vou morrer por lavar dois pratos, dois copos e alguns talheres. – Cruzei os braços chateada.

Edward riu aproximando mais seu rosto do meu e tocando o canto dos meus lábios com o polegar.

- Você devia se preocupar em lavar a boca. – Ele mostrou o dedo sujo de molho para mim.

- Oh droga. – Passei as costas da mão em meus lábios, tentando limpa-lo. – E agora?

- Ainda tem um pouquinho bem aqui... – Seu polegar voltou a roçar em meus lábios. Por alguns segundos me permiti fechar os olhos e apreciar o contado de sua pele contra a minha, eu estava tão carente de contato intimo. Todo meu corpo se arrepiou quando lembrei que aqueles dedos estavam dentro de mim no estacionamento do hospital. Quando voltei a abrir os olhos minha respiração ficou suspensa. Edward encarava meus lábios, logo depois seus olhos subiram buscando os meus, era tão intenso que me prenderam ali. – Deixa que eu limpo pra você.

Minhas pernas amoleceram quando Edward me encostou na pia e colou seu corpo no meu. Sem conseguir reagir, fiquei apenas na expectativa. Uma de suas mãos empurrou meu cabelo para trás e parou em minha nuca, já a outra enlaçou minha cintura, impedindo que eu caísse ou saísse dali.

Ofeguei quando sua boca fez menção de encostar-se na minha, mas ele recuou para me olhar. Aquilo me deixou um pouco frustrada.

Edward deu um meio sorriso e voltou a se aproximar, mas ao invés de colar logo sua boca na minha ele beijou o canto dos meus lábios e mordeu minha bochecha.

Suspirei levando minhas mãos ao rosto dele, retirando sua boca do meu rosto e trazendo-a para a minha.

Há tempos eu não sentia seus lábios, e aquele singelo selinho fez meu corpo arder. Sua língua quente pediu espaço e eu cedi.




Minhas mãos automaticamente foram para seus cabelos. Nossas línguas enroscavam-se com desespero, deixando o beijo sôfrego e desesperado.

- Deus... – Sem ar, eu o empurrei. Ficamos apenas nos olhando enquanto nossa respiração desacelerasse. – E agora?

Me referi ao molho em meus lábios.

- Agora vamos continuar o que começamos. – Ele apertou os olhos com força – Mas só se você quiser. Nunca mais irei te obrigar a fazer algo que não queira. A decisão é sua... – Edward esticou a mão para mim.

Eu sabia que se pensasse muito acabaria saindo correndo dali, era totalmente estúpida a idéia de me deitar com o homem que tanto mal me fez, mas por outro lado... Essa era a ultima chance de tê-lo novamente, já que depois... Bom, depois que eu me entregasse para ele novamente seria “apenas mais uma vez”.

Era difícil raciocinar tendo-o na minha frente, encarando-me com os lábios entreabertos e os olhos semicerrados, mas de uma coisa eu tinha certeza... Se eu não aceitasse me deitar com ele agora, nunca mais teria essa oportunidade de amá-lo, mesmo que tal sentimento não fosse retribuído.

Coloquei minha mão sobre a dele, fazendo-o sorrir e me puxar contra seu peito. Sua boca voltou a buscar a minha, mas agora o beijo era lento e delicado. Edward sabia que eu não ia fugir, por isso não era necessário pressa.

Enquanto nos beijávamos ele forçou meu corpo a andar. Eu estava tão absorta que só notei que estávamos subindo as escadas quando quase cai.

- Não caia agora Isa. – Edward se curvou, puxando-me para seu colo.

POV Edward

Quando terminei de subir as escadas com Isabella nos braços eu a levei para o quarto e a deitei em minha cama.

- Você tem certeza? – Indaguei tirando o cabelo que caia sobre os olhos dela. O sol que entrava pela janela deixava todo o quarto iluminado permitindo que eu admirasse os olhos castanhos da morena sob meu corpo.

- Não tenho certeza de mais nada. – Isa fechou os olhos suspirando.

- Você sabe que se começarmos eu não conseguirei parar.

Ela abriu os olhos e assentiu.

- Eu não quero que você pare.

Fiquei apenas observando-a enquanto um nervosismo estranho se apoderava de mim como um garoto tolo e virgem com sua primeira chance de se tornar homem. Para minha felicidade Isabella tomou a iniciativa e colou sua boca na minha enquanto suas pequenas mãos deslizavam dos meus ombros para meu abdômen, infiltrando-se em minha camisa e tocando de minha barriga até meu tórax.

Já recuperado, descolei nossas bocas e me sentei sobre ela, com uma perna de cada lado de seu corpo. Retirei minha camisa sob o seu olhar.

Com certa dificuldade Isabella sentou-se na cama e não pensou duas vezes antes de colocar sua boca em meu tórax e correr sua língua por ali. Aproveitei para retirar o vestido dela e seu sutiã preto. As mãos dela corriam desesperadamente por meu corpo até alcançarem o feixe da minha calça e abri-la.

- O que você quer ai? – Delicadamente a puxei pelos cabelos, fazendo-a me olhar. Tímida como sempre, ela desviou os olhos enquanto suas bochechas ficavam rubras.

- Você sabe... – Isabella mastigou os lábios.

- E o que você vai fazer com ele sua safadinha?

- Edward! – Ela me repreendeu – Eu não sou “safadinha”.

- É sim. – Lambi a boca dela e subi minha mão até seu seio, circulando meu dedo por seu mamilo rígido. – Mas você não me respondeu... O que quer fazer com meu grande amigo?

 - Ah Edward. – Isabella tampou o rosto com as mãos.

Destampei seu rosto e me levantei da cama. Retirei minha calça e minha boxer azul.

- Vem cá. – Eu a chamei enquanto acariciava meu pau. Ajudei Bella a ficar sentada na ponta da cama e me encaixei entre suas pernas. Para minha felicidade a cama não era muito alta nem muito baixa, digamos que Bella estava enfrente ao meu pau. – Vamos fazer assim... – Coloquei seus cabelos para trás – Você pode fazer o que quiser com ele.

- Posso? – A voz dela vacilou um pouco.

- Sim Isa, mas tem que chupar direitinho ok?

Ela apenas assentiu. Antes que ela caísse de boca em mim eu a beijei. Não era muito do meu feito ser delicado com as mulheres, mas Isabella havia subido em meu conceito, eu já não a considerava uma mulher qualquer, não depois de tudo o que ela fez por mim.

Tirei seu rosto do meu e á direcionei um pouco para baixo, deixando-a frente a frente com meu pau. Isabella meio insegura passou a ponta de sua língua pela cabeça do meu pau fazendo-me fechar os olhos, jogar a cabeça para trás e gemer.

- Assim?

- Isso Isabella.

- Bella.

- Que seja, continue. – A língua quente escorregou por todo meu pau para logo depois abocanhá-lo. – Isso Bella... Assim...

Me controlei para não bombear naquela boca quente e molhada.

Isabella só poderia estar querendo me tirar do serio. Seus dentes se arrastavam por meu pau, enquanto continuava com o vai-e-vem frenético. Ela estava muito boa naquilo, boa até demais para o meu gosto.

Franzi a testa com a hipótese de ela estar praticando isso por ai.

- Isabella. – Retirei a boca dela de mim e a fiz me olhar – Você transou com alguém nesses meses?

- Não...

Cerrei os olhos observando-a com cautela. Ela parecia estar dizendo a verdade.

- Tem certeza?

- Obvio que tenho Edward. – Isabella rangeu os dentes, nervosa. – Porque está me perguntando isso?

- Porque nunca me chupou desse jeito gostoso? – Me sentei na cama chateado.

- Edward... – Ela se jogou na cama envergonhada – Para de falar essas coisas.

Não dei muita bola para ela, eu ainda estava tentando descobrir de onde havia vindo aquilo tudo. Talvez, ela tenha imaginado meu pau como uma colher com brigadeiro.

Ri do meu pensamento. Ainda duro voltei a me deitar sobre ela.

- Que estranho. – Torci os lábios – Nunca enrolamos tanto para transarmos.

Beijei seu pescoço, retirei sua calcinha e me encaixei entre suas pernas prendendo elas em minha cintura.

- Tenho que concordar com você. – Isabella deu um pequeno sorriso, mas logo apertou os lábios e me olhou com tristeza – Podemos terminar isso?

Assenti. Voltei a me concentrar mais no que eu estava fazendo. Beijei sua boca e desci minha mão até sua entrada, encaixando meus dedos em sua entrada molhadinha e apertadinha.

- Porra... – Gemi escorregando meu dedo para fora e para dentro dela. – Eu fico alguns meses em entrar em você e sua bocetinha já fica tão apertada.

Tenho certeza que Isabella não estava nem ai para o que eu estava dizendo, ela estava concentrada o suficiente no prazer que estava sentindo.

- Deus...

Retirei meus dedos dela e escorreguei meu pau para dentro de sua boceta. Não me movi, apenas fiquei observando-a.

- Edward... Mexa-se, por favor.

Fiz o que ela pediu. Apoiei meus cotovelos ao lado de seu rosto, tomando cuidado para não deixar o peso do meu corpo cair sobre sua barriga.

Nesse momento todos os problemas desapareceram. Era apenas eu e Isabella.

Tomei o corpo dela com calma e delicadeza, algo que eu nunca havia feito.

[...]

Parei meu carro no sinal. Havia se passado uma semana desde que Isabella e eu passamos aquela tarde toda juntos, muita coisa mudou desde lá: Eu já havia me adaptado no orfanato e estava de volta a empresa, mas não como gerente.

Apesar de a minha vida estar voltando a se estabelecer, nada é como antes.

Era impossível negar o que estava se passando comigo. Eu não conseguia tirar Isabella da cabeça. De vez enquanto me pegava indo até o quarto dela, cheguei até mesmo ir à casa de Emmett e ficar dentro do carro esperando que ela saísse, mas foram poucas as vezes que isso aconteceu. Diversas vezes eu ouvia sua voz, mesmo ela não estando próxima a mim. Em cada mulher que eu olhava, eu buscava Bella, mas nenhuma, nenhuma delas tinham aqueles olhos perfeitos...

Não voltei a me deitar com nenhuma mulher. Não que eu tivesse tentado, mas era estranho, eu já estava começando a achar que virei gay, já que não sentia mais atração por nenhuma delas.

Meu celular tocou. Aproveitei que o carro ainda estava parado e o atendi.

- Alô?

- Filho? Você me ligou? – Era Carlisle – Acabei de ver suas chamadas.

Suspirei.

- Pai, podemos nos encontrar?

- Claro Edward. Estou em casa.

- Ok, estarei ai daqui a pouco.

- Estou te esperando.

O sinal abriu.

Desliguei o celular e peguei o retorno. A casa do meu pai não era muito longe dali, precisei de alguns minutos para chegar lá.

Estacionei meu carro do outro lado da rua e quando sai Carlisle já me esperava na porta de sua casa. Fui até ele, abraçando-o.

- Pai.

- Filho. – Ele me puxou para dentro e fechou a porta – Você estava um pouco estranho no telefone, diga-me, o que está acontecendo?

- Eu estou tão confuso. – Me separei dele e o acompanhei até o sofá. – Isabella... Ela não sai da minha cabeça.

Ele coçou a nuca enquanto sorria.

- Conte-me tudo.

- Na primeira noite, depois que ela se foi, eu nem liguei. – Dei um sorriso triste – Sai, bebi, me diverti, mas aos poucos... – Fechei os olhos encostando minha testa no ombro do meu pai – Eu fui percebendo o que eu perdi, agora, eu a desejo todos os dias. Pai, ela não sai da minha cabeça eu... Eu estou tão confuso, é um sentimento... Estranho.

- Você está amando Bella. – Carlisle se afastou e sorriu para mim, tocando meu ombro.

- Talvez... Eu não sei. – Balancei a cabeça. – Eu nunca amei. Não sei o que é isso.

- É algo novo para você filho, talvez você sempre tenha amado-a apenas não percebeu, mas agora que ela está longe você está notando o quão essencial é a presença dela em sua vida. – Meu pai tocou minha bochecha – Você precisa agarrar as oportunidades que a vida te da filho, vá atrás de Isabella, pegue-a para você.

- Ela não me merece.

- Não fale assim. Todo mundo erra, e você errou, mas esses erros apenas tornaram você um homem melhor, um homem capaz de amar. – Passei a mão por meus cabelos.

- Ela nunca vai me aceitar de volta...

Meu pai riu.

- Você só pode ser cego. Bella te ama muito.

- Mas ela saiu de casa.

- Com medo de que algo acontecesse à criança. Isabella apenas se preocupa com o bebê, e ela sabia que ficar aqui só ia complicar as coisas. Tenho certeza que ela não deixou de te amar filho, Emmett mesmo comentou que ela passa horas no quarto chorando.

Eu sabia que ela não havia deixado de me amar, eu vi isso nos olhos dela quando ficamos juntos semana passada.

- Isabella foi embora porque eu tornei nosso casamento como o seu. – Olhei para meu pai. – Eu a traia, eu a maltratava... Tudo que eu mais repudiava em Elizabeth eu fiz a Isabella.

- Você mudou, isso é o que realmente importa.

- Pai, o passado sempre vai existir.

- Sim, mas você pode fazer com que o futuro se torne um passado melhor, apagando o que já se foi.

Fechei os olhos e respirei fundo. Isabella realmente era uma mulher maravilhosa e eu sentia algo por ela, disso eu já não tinha mais duvidas. Sim, eu errei, fui um idiota, um desumano, mas agora... Eu necessitava dela e se fosse preciso eu lutaria por isso.

Claro que eu lutaria. Apesar de ser um desgraçado, sempre fui persistente e consegui o que eu queria. Dessa vez não ia ser diferente.

Assenti.

- Eu vou pegar minha mulher de volta. – Sorri para meu pai.

- Tenho certeza que vai, mas se a magoar de novo eu vou ter que te dar umas palmadas.

Ri abraçando-o.

- Eu... Eu te amo pai.

- Eu também meu filho, eu também.

Levantei-me do sofá sorrindo.

- Vou conversar com ela agora.

- Ótima idéia. – Ele sorriu – Emmett e Rosalie estão trabalhando, Julie está na escola.

- Me deseje sorte pai.

- Boa sorte filho.

Sai da casa de Carlisle, entrei em meu carro e dirigi rumo à casa de Emmett. Eu sabia que já não havia possibilidade de ficar fugindo daquele sentimento. Era estranho, era medonho, mas eu nunca saberia lhe dar com isso se não tentasse.

Um sorriso surgiu em meus lábios. Eu estava apaixonado!

Droga... eu estou apaixonado!

- Quem diria... – Olhei para minha imagem no retrovisor e torci os lábios rindo – Edward Cullen apaixonado por Isabella. – Arregalei os olhos quando a realidade me atingiu. – Droga! Eu estou apaixonado.

Não demorou muito para que eu chegasse à casa de Emmett. Sai do meu carro, subi os poucos degraus que levava até a porta, quando eu a alcancei toquei a campainha. Logo a porta foi aberta por Isabella.

- Edward? – Ela indagou um pouco descrente. – O que quer aqui?

- Podemos conversar? – Empurrei a porta e entrei na casa – Seu irmão está em casa?

- Não. – Ela fechou a porta e cruzou os braços sobre o peito. Fazia uma semana que eu não a via, mas ela estava mais linda do que antes. – Estou sozinha.

- Ótimo. – Sorri segurando as mãos dela e a puxando até o sofá – É melhor assim, o que eu tenho para te dizer é... – Mordi os lábios – Complicado, para mim.

Isabella franziu a testa e lentamente retirou suas mãos das minhas.

- Diga.

- Eu... – Fiz uma pausa. Eu não sabia como dizer aquilo para ela. Eu nunca havia dito isso para ninguém, eu nem se quer imaginei um dia dizer isso para alguém. – Eu preciso...

- Você precisa do que?

Eu não podia deixar essa oportunidade passar porque eu não sei se teria outra.


- Isabella, você sabe que eu não sou muito bom com palavras. – Me aproximei mais dela, corri meus dedos por seu braço sentindo seu corpo se arrepiar. – Não sei como explicar a você o que está acontecendo comigo...

Ela parecia mais confusa do que antes.

- Edward, você bebeu? – Isabella inclinou-se, tentando sentir o cheiro de alguma bebida em mim.

- Não bebi. – Suspirei sentindo meu corpo estremecer com o cheiro delicioso que vinha dela, fazendo-me perder a linha do raciocínio. – Eu... Eu não te vejo desde que passamos aquela tarde juntos e nesse meio tempo muita coisa mudou eu... Eu só queria dizer... pedir para você voltar para casa.

- Acho melhor você ir embora. – Ela se levantou e ia em direção a porta, mas eu a segurei, puxando-a contra meu peito. – Edward, me solte.

- Não vai responder?

- Porque eu voltaria para lá? – Sua voz falhou.

- Porque estou pedindo.

- Porque você está pedindo? – Exclamou irônica. Isabella apoiou as mãos no meu peito e me empurrou – Por quanto tempo? Até você se enjoar? Até perder a graça? Não. É melhor você ir embora antes que Emmett volte.

- Por favor, me escute. – Andei em sua direção, encurralando contra a parede. – Eu realmente te quero.

- NÃO! – Ela gritou desabando em lágrimas. – Eu não quero conversar com você, apenas me deixe, vá embora!

- Isa, por favor, eu...

- Não quero ouvir suas mentiras. Se estiver fazendo isso por dinheiro fale de uma vez, eu te dou a droga do dinheiro – Isabella fechou os olhos apoiando as mãos em meu peito – Eu jurei para mim mesma que iria te esquecer, e eu vou.

- Você quer me esquecer? – Toquei o seu rosto, enxugando suas lágrimas.

- Sim...

- Por quê?

-Cansei de sofrer. – Sussurrou. – Cansei de deixar você me fazer sofrer.

Dei um passo para trás e abaixei a cabeça. Senti meus olhos arderem, mas não me permiti chorar.

Ela tinha razão, eu apenas a fazia sofrer. Bella merecia algo melhor.

- Tudo bem. – Assenti com a cabeça. – Eu vou te deixar em paz, vai ser melhor para você e para a criança.

- Ótimo! – Isabella soluçou. – Não precisa se preocupar com nada, eu posso cuidar dela sozinha.

Segurei o rosto dela e rocei nossos lábios.

- Pelo menos eu tentei. – Selei nossas bocas e me afastei – Você vai ficar melhor sem mim. Não é?

Ela negou com a cabeça.

- Não, mas é melhor assim.

Encostei minha testa na dela.

- Me desculpa. – Suspirei olhando em seus olhos – Demorei muito para perceber tudo o que está acontecendo comigo, me desculpa, me desculpa...

- Eu não consigo mais acreditar em você. – Ela me abraçou – Deus, eu queria tanto que fosse verdade.

- É verdade Bella. – Enlacei sua cintura, apertando seu corpo contra o meu. – Acredite em mim.

- Eu não posso arriscar. Não posso simplesmente me jogar em seus braços. E depois? Quando você sentir saudades das suas vadias? Eu vou sofrer de novo... Não quero passar por tudo novamente, eu não aguentaria.

- Ok. É melhor eu ir embora. – Beijei a testa dela - Eu gosto de você, é por isso que vou fazer sua vontade.

Puxei o rosto dela e beijei sua boca, deixando minha língua escorregar por seus lábios. Apreciei aquele momento por alguns segundos e me afastei indo em direção a porta. Assim que eu a abri dei de cara com minha mãe.

- Edward? O que faz aqui?

- Esme, vem comigo? – Pedi, abraçando-a.

- Claro meu anjo, diga-me o que está acontecendo?

- Vamos para minha casa, por favor.

- Ok, acalme-se.

POV Isabella

Assim que Edward se foi eu corri até a porta e a fechei.

Eu não podia acreditar que ele realmente havia me dito tudo aquilo.

Era óbvio que não era verdade.

Edward até poderia estar gostando de ficar comigo, mas sei que nunca passaria de “gostar” e eu não estava disposta a passar novamente por tudo o que passei.

Subi para o andar de cima e me deitei em minha cama. Eu havia passado a semana toda pensando nele e no momento que tivemos juntos. Foi maravilhosos estar nos braços dele, sentindo seu corpo no meu, sua boca na minha, sua mão por meu corpo...

Passei a tarde toda com ele, em sua cama, entregando-me sem pudor.

Foi maravilhoso, mas quando terminamos eu pedi para ele me trazer para casa. Durante o caminho não trocamos nenhuma palavra e antes que eu saísse do carro ele me beijou. Já no meu quarto refleti sobre o que havia acontecido, apesar de já não restar duvidas que foi apenas mais uma vez para ele e que não significou nada, não comparado ao que significou para mim.

Naquele mesmo dia me convenci que o melhor para mim e para meu filho era esquecer Edward. Assim que Emmett chegou consegui fazer com que ele chamasse Edward para trabalhar na empresa. Eu não conseguiria dormir sabendo da situação financeira de Edward e das dificuldades que ele estava passando.

Limpei as lágrimas que escorriam por meu rosto. Aquilo não estava fazendo bem a mim, muito menos ao meu bebê.

- Droga... – Resmunguei sentindo uma fisgada abaixo do meu ventre. – Se acalme Bella, lembre-se do que o doutor falou, você não pode ficar nervosa... – Murmurei para mim mesma.

Voltei a sentir uma fisgada em minha barriga. Respirei fundo, tentando normalizar minha respiração.

- Tia Bells, cheguei! – A porta do quarto se abriu e Julie entrou saltitando, quando me viu parou e franziu a testa. – Você está chorando?

- Não princesa, eu só... Ai! – Pousei a mão sobre minha barriga.

- O que foi isso?

- Não é nada linda, foi apenas uma dorzinha.

Julie aproximou-se de mim e eu me levantei, tentando mostrar que estava tudo bem.

- Tia... Você... Você está machucada! – Ela exclamou exasperada, apontando para minha perna. Olhei para baixo e vi uma pequena trilha de sangue.

- Oh meu Deus. – Me desesperei.

- Vou ligar pro papai! – Minha sobrinha pegou o telefone de cima da mesa de cabeceira.

Tudo ficou embaçado. O ar não passava por minha garganta, eu não conseguia me mover. Aos poucos tudo começou a girar e a ultima coisa que ouvi foi o grito de Julie.


POV Edward



Deitado no sofá, com minha cabeça no colo de Esme, deixei que as lágrimas jorrassem. Há quantos anos eu não chorava? Talvez uns 17 anos...

E a causadora de tal proeza é ela, Isabella, que agora estava longe e não queria mais me ver.

Porque demorei tanto tempo para notar meu amor por ela? Como pude ser tão idiota e desumano em tratá-la do modo como tratei?

Agora eu estava ali sozinho e acabado.

- Fique calmo querido... – Esme sussurrou, acariciando meus cabelos.

Esme, a madrasta que considero mãe, foi à única que me restou. Única. Muitos que julguei serem meus amigos não passavam de interesseiros e oportunistas. Minha família me odiava, não posso julgá-los, sei que mereço tudo o que estou passando.

- Mãe... – Apertei meu rosto em suas pernas – Eu preciso dela...

- Edward, tudo vai ficar bem. – Seus lábios tocaram minha testa – Bella te ama.

Sentei-me, balançando a cabeça negativamente.

- Ela não me quer mais, eu fui atrás dela, ela me disse isso... Você nunca entenderia. – Passei as mãos pelo meu rosto, tirando as lágrimas dos meus olhos. – Ela me odeia, Isabella jamais irá me perdoar.

- Vai dar tudo certo. – Esme voltou a insistir – Bella ainda te ama muito, eu convivo com ela e sei disso, sempre que vou visitá-la conversamos sobre você. Ela pergunta se você está bem, se está precisando de algo...

- Se você soubesse o que eu fiz a ela...

- Edward, não se culpe.

- Como não me culpar?! – Me levantei do sofá atordoado – Eu fui o culpado por ela quase perder o bebê, eu a tratei como uma vadia, eu a usava só em busca do prazer e você vem com essa de não me culpar?! Você não sabe um terço do mal que fiz a Isabella. Eu precisei destruir Isabella para saber o quanto estivera errado.

- Edward eu... – Minha mãe foi interrompida pelo seu celular que começou a tocar. – Um minuto querido.

Esme se levantou e foi atender ao celular do outro lado da sala. Pela expressão que ela fazia a noticia parecia ser muito séria. Minha mãe desligou o aparelho e veio em minha direção.

- Edward, é Bella!

Minhas pernas amoleceram.

- O que tem ela? Aconteceu algo?

- Querido, eu não entendi direito Alice estava aos prantos, entendi apenas que Bella passou mal, foi para o hospital e o parto vai ser antecipado.

- Mãe ela ainda não completou oito meses. – Passei a mão por meus cabelos – Vai acontecer algo com a criança? Com Isabella?

- Eu não sei querido. Precisamos ir para o hospital.

- Precisamos? – Arqueei as sobrancelhas.

- Bella quer você lá.

Apesar da situação, eu sorri.

[...]

Assim que terminei de colocar minha mascara eu entrei na sala. Isabella estava deitada e alguns médicos estavam ao redor dela, inclusive meu pai.

O parto já havia começado e seria cesariano, mas apesar disso ela ainda estava bem consciente. Isabella virou a cabeça e quando me viu... sorriu.

- Oi – Ela sussurrou.

Caminhei até ela tocando seu rosto pálido.

- Oi Isabella. – Não pude deixar de sorrir. – Me desculpa, eu te deixei nervosa... eu não devia ter ido a sua casa.

– Não é sua culpa. – Ela sorriu – Parece que antes mesmo de nascer o bebê já está dando trabalho.

- Estou vendo. – Empurrei uma mexa de seu cabelo para trás de sua orelha – Como está se sentindo?

Ela fechou os olhos e depois os abriu.

- Feliz, meu bebê está nascendo.

- Nosso. – Eu a corrigi.

- Mas você sempre disse que...

- Shh... – Coloquei meu dedo em seus lábios enquanto segurava sua mão com a minha outra mão livre – Eu sei o que eu disse, mas eu sempre estive errado por isso fui atrás de você hoje. – Colei minha testa na dela e olhei em seus olhos – Precisei perder você para notar o quão essencial você é em minha inútil vida e...

Fui interrompido pelo choro agudo que se espalhou pela sala de cirurgia. Desviei os olhos de Isabella para ver o pequeno bebê todo sujo nas mãos do meu pai enquanto uma enfermeira cortava seu cordão umbilical.

Ri sentindo meus olhos arderem.

Voltei a olhar para Isabella que também chorava.

- Nasceu... – Sussurrou ela.

- Sim. – Suspirei – Parto Cesário? Não ia ser normal? – Franzi a testa – Droga, aquele desgraçado enfiou os dedos em você por nada.

Isabella revirou os olhos.

- Pegue-o para mim Edward.

Assenti soltando sua mão e indo até a pequena mesa onde nossa filha estava.

- Só um minuto Edward. – Meu pai tocou meu ombro – Eles estão fazendo algumas anotações e exames.

- Pai, eu... sou pai!

- Sim meu filho você é.

Voltei a olhar para a mesa de cirurgia onde Isabella nos olhava impaciente. Uma médica ainda estava próxima a ela, dando-lhe pontos no local por onde minha filha nasceu.

- Aqui está... – A enfermeira me passou o pequeno corpinho enrolado em um cobertor azul – É um menino grande, forte e saudável.

- Menino? – Franzi a testa. Meu pai deu de ombros. Voltei até Isabella, dando-lhe a criança – Os exames estavam errados é um menino.

- Eu sei. – Ela sorriu encostando os lábios na testa da criança – Eu menti para você... Eu não queria que o amasse só por causa do sexo.

- Como eu fui um idiota em te dizer aquilo, me desculpe. – Colei minha testa na dela e beijei a ponta de seu nariz.

- Tudo bem Edward. – Ela sorriu e voltou a olhar para o garoto em seus braços – Olhe que belo trabalho fizemos.

 Ri tocando a bochecha do menino, ele abriu os olhos e eu vi ali os meus olhos.

- Já pensou no nome? – Olhei preocupado para Isabella quando ela puxou o ar com dificuldade, meu pai que estava parado ao nosso lado franziu a testa e se afastou indo falar com um médico.

- Sim... – Ela sussurrou – Anthony.

Torci os lábios

- Esse é o meu segundo nome.

- Por isso mesmo eu... Ai – Isabella parou de falar e levou a mão ao peito.

- Está sentindo alguma coisa? – Indaguei apreensivo.

- Eu... – Ela apertou os olhos e depois negou com a cabeça – Não, só estou... eu...

- Edward, afaste-se. – Meu pai me puxou para longe de Isabella e uma enfermeira arrancou nosso filho de seus braços.

- Me solta pai! O que está acontecendo?

- Não sei filho, eles vão examiná-la. Bella teve um parto de risco, deve estar exausta.

Observei a médica se aproximar de Isabella, olhar seus olhos, ouvir seus batimentos cardíacos e logo depois começar a colocar soro nela.

Soltei-me do meu pai e voltei até ela.

- Aguente firme. – Pedi para ela.

- Está difícil... De... Respirar.

Fechei meus olhos. Eu sempre tive medo do escuro e da solidão, mas agora um medo diferente se apoderou de mim, o medo de perder Isabella. Isso não poderia acontecer. Não depois de eu ter aprendido com meus erros e descoberto meu real sentimento por ela.

Como um flash Back, cada palavra dura que eu disse a Isabella, cada atitude errada, cada traição, cada olhar de desprezo... tudo, tudo o que eu fiz de mau para ela veio em minha cabeça.

- Me perdoa... – Debrucei-me sobre ela, tocando seu rosto. Isabella sorriu daquele seu jeito encantador.

- Eu já te perdoei. – Ela molhou seus lábios secos – Eu me sinto tão fraca... – Ela fechou os olhos e os abriu – Só quero que cuide do nosso garoto caso algo aconteça comigo, é a única coisa que lhe peço. Ele não tem culpa de nada. E você viu aqueles olhos? – Bella parou para recuperar o fôlego e sorriu. – Iguais aos seus.

- Você não pode me deixar... – Sussurrei entre lágrimas – Eu preciso de você, nosso filho precisa de você. Sei que fui um idiota e sou eu quem merecia tudo de ruim, mas estou arrependido. Me de uma chance, apenas uma, eu juro que vou ser um homem melhor, por favor, fica comigo, deixe-me te mostrar que eu aprendi a amar eu... sei que eu descobri tarde, mas eu... – Apertei meus olhos com força – Eu te amo.

- Sabe que um dia eu jurei para mim mesma que ouviria isso de você? – Ela fechou os olhos – Mas eu temo que seja tarde demais... Estou... – Isabella se remexeu um pouco – Sentindo... Uma dor... Aqui.

- Edward, afaste-se. – Meu pai segurou meu ombro e tentou me puxar para trás, mas me desvencilhei de suas mãos voltando até Bella.

- Por favor, não por mim, mas pelo garoto.

- Anthony...

- O que?

- O nome do nosso garoto... – Sua voz estava tremula e fraca – Anthony.

- Sim, pelo nosso Anthony... – Colei minha testa na dela. Suas mãos seguraram meu rosto, puxando-me de encontro aos seus lábios secos e frios, mas que mesmo assim foi capaz ascendeu aquele fogo em meu peito. – Eu amo você.

- Era só isso que eu... precisava ouvir.

Olhei para o monitor ao lado de sua cama, o aparelho começou a apitar alertando que os batimentos cardíacos de Isabella começaram a cair e ela começou a respirar com dificuldade.

Meu corpo todo se contraiu. Braços enlaçaram minha cintura, forçando meu corpo a andar para trás.

- Ela está sofrendo uma parada cardiorrespiratória.

- Ela chegou aqui com hemorragia, está muito fraca...

Eu não conseguia prestar atenção no que eles diziam, meus olhos estavam fixos em Bella. Seus olhos estavam fechados e sua cabeça havia tombado para o lado.

- BELLA! ISABELLA!!!

- Coloque a mascara de oxigênio nela.

- A pressão está caindo.

- Não há mais sinais cardíacos.

- Ajuste o desfribilador, vamos tentar reanimá-la.

- Edward, filho, você precisa sair. – Dois enfermeiros ajudavam meu pai a me retirar da sala, mas antes que a porta se fechasse eu vi uma das enfermeiras abrindo a camisola azul do hospital que Bella usava e logo depois uma das médicas que ajudou no parto pressionou os Desfribiladores ali, fazendo seu corpo saltar na mesa.

- PAI! – Antes que ele voltasse para a sala me olhou – Salve-a para mim.

Ele nada disse, apenas entrou fechando a porta.

Empurrei o cara me segurava e caminhei pelo corredor, assim que cheguei onde os outros estavam minhas pernas falharam. Não pude evitar que as lágrimas caíssem.

Minha mulher estava lá dentro, quase morta ou já morta, e a culpa disso tudo era única e exclusivamente minha.

Braços grandes enlaçaram meus ombros. Ergui a cabeça olhando para meu cunhado que tinha os olhos inchados e vermelhos.

- Ela não pode me deixar Emmett... Eu... Eu a amo.

- Ela não vai nos deixar.

Eu só queria que ele tivesse razão.

<<< Capitulo 6 (Parte II)                                       Epilogo I (Final Feliz) >>>

10 comentários:

♥nanah♥ disse...

Eu juro que tentei não chorar nesse capitulo mas foi inevitável, meu Deus imagina quando eu ler o epilogo 2? aiai.
Caah esse capitulo ficou mto mais mto mara.
Ah sim não importa as Derrotas sempre seremos os melhores . SPFC ♥

Anônimo disse...

oooooo perfeito amei!!!!!!

Jessie disse...

CHOREI RIOOOOOOS :'(
Ainda ouvindo musica triste aqui,ai piora a situação
Fico perfeito.

elo disse...

Caraca to chorando mt aki, isso n pode acontecer gente, Bella sofreu mt merece ser feliz...
roendo minhas unhas ja de ansiedade...

evelyn caroline disse...

Nossa, que lindo!!! Vc tem o dom de me fazer chorar em todas as suas fics -algo raro- Quero ler logo os epílogos...Amei essa fic;Simplesmente perfeita!

dhêê disse...

meus olhos estão vermelhos de tanto chorar.
O capítilo foi lindo.
muitas das vezes só percebemos que aquela pessoa é especial p/ nós quando perdemos.
mas a Bella tem que ficar viva p/ ficar com o Edward.
hiper ansiosa. :)

Jessie disse...

Eu estou sofrendo horrores pelos personagens kkk

Isabel disse...

Maravilha... Agora sim ele vai perceber o quanto é importante o amor de alguém. Adorei. Não vejo a hora de vê-los felizes. Obrigada pela história.

Zenilda disse...

ai eu quase nao consegui ler por causa das lagrimas.........
cap lindo triste, mas lindo e perfeito
e voce como sempre nos fazendo ir as lagrimas com tanta emoção
parabens querida voce merece pelo trabalho incrivel
beijusss

Anônimo disse...

já que vai ter final alternativo, qual o final que vale ?

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