Bem vindos ao Fanfics da Cah. Sou Camila Cocenza, futura garota de programa! E não, não é o que estão pensando, apenas pretendo cursar Engenharia da Computação. Para mais informações: cahcocenza@hotmail.com

08/03/2011

I'll Be There For You - Capitulo 4


Capitulo 4 - Trabalho


            — Vamos fazer o trabalho aonde? — Edward indagou enquanto andávamos pelo estacionamento do colégio.

            — Na minha casa!

            — Bella, acho melhor não... — Suspirou — sua mã...

            — Sh! — Beijei seus lábios — Nós dois aproveitamos para preencher os formulários de aceitação.


            — Mas Bella...

            — Mas nada, Edward. Você vai e pronto!

            Entramos no carro.


            [...]


            Estacionei o carro enfrente a minha casa. Edward suspirou pesadamente.

            — Fica calmo, amor. Vamos agir como amigos, ok? Não precisamos nos agarrar enfrente a minha mãe. — Gargalhei — Se bem que eu daria tudo para ver a cara dela quando visse a gente se pegando no sofá… — Eu disse mais para mim mesma.

            — Vamos, Bella. Antes que eu me arrependa!

            Saímos do carro. Edward hesitou antes de andar rumo a minha casa. Peguei sua mão e o saí puxando.

            — Relaxa, amor… Até parece que você é um rato entrando em um covil de cobras... — Brinquei.

            Eu sabia que Edward não concordaria com a minha suposição, mesmo sendo verdade.

            Parei enfrente a porta e encostei meus lábios nos dele.

            — Fica calmo, minha mãe não está aí... ainda.

            Edward relaxou. Abri a porta e o puxei para dentro. Ele já havia entrado ali antes de nós dois começarmos a namorar, ou melhor, foi ali que tudo começou… Estávamos fazendo um trabalho escolar e...

            — Foi ali que você me agarrou... — Apontou para o tapete da sala. Eu ri.

            — Você estava uma tentação, não resisti. — Me aproximei de seu ouvido — Mas você adorou...

            — Bella, Bella… Vamos começar logo o trabalho.

            — Aqui, ou... — Enlacei sua cintura — No meu quarto?

            Edward deu um passo para trás.

            — Aqui! — Fez careta — Não quero que seus pais me chamem de tarado.

            — Então vem...

            Sentamos no tapete, tirei tudo da mesinha de centro e coloquei nossos materiais.

            — Bom dia, fi... — Olhei para a escada e vi meu pai — Oh, Edward… que prazer em revê-lo.

            Edward se levantou e apertou a mão de Charlie.

            — Bom dia Sr. Swan.

            — Oi pai... — Sorri.

            — Querida... — Beijou minha testa — O que estão fazendo?

            — Vamos fazer um trabalho e depois preencher uns formulários para a faculdade.

            — Em qual vão se escrever?

            — Yale, Stanford, Dartmouth e Harvard. — Edward respondeu — Mas eu só vou tentar Yale e Stanford.

            — Edward vai tentar uma bolsa em Stanford. — Contei.

            — Que maravilha! Se conseguir, vocês podem ficar juntos.

            — Nós vamos ficar juntos! — Afirmei.

            Começamos a fazer o trabalho, enquanto conversávamos com meu pai.

            — Sabe... — Charlie sentou-se entre eu e Edward. — Quando eu tinha a idade de vocês eu passei pela mesma situação que estão.

            — Como assim? — Indaguei.

            — Eu era apaixonado por Sue, uma garota humilde que trabalhava na casa dos meus pais, ela era linda e adorável. Eu e ela vivemos momentos felizes, mas meus pais disseram que eu não podia ficar com ela, então fizeram eu me casar com Renée. — Fechou os olhos e suspirou — Eu sei que é errado, mas eu ainda penso nela.

            — O senhor não gosta de Renée? — Edward indagou.

            — Sim, mas não gosto tanto quanto amo Sue. Eu aprendi a gostar de Renée.

            — Não gosto de falar sobre isso... — Me encolhi — Não gosto de pensar na hipótese de eu e Edward sermos separados.

            Na realidade, eu sempre soube que meu pai não amava Renée, dava para perceber que ele mantinha uma máscara de felicidade no rosto. Mas também, como amar uma mulher que só sabe falar mal de tudo e de todos, que só pensa em si mesma?

            — Que tal fazerem uma pausa para tomar um lanche?! — Charlie indagou.

            — Ótimo! — Concordei, tirando os livros do meu colo — Já acabamos mesmo…

            — Vou pedir para Maria preparar uns lanches.

            Charlie se levantou e saiu da sala. Edward estava olhando para o nada, e eu conhecia aquela expressão em seu rosto. Pulei em seu colo surpreendendo-o.

            — Pare de pensar em bobeiras! — Mordi seu queixo. — Pare de pensar que vamos nos separar! — Encarei seus olhos verdes e deixei meus lábios colar nos seus. — Eu te amo tanto…

            Saí do seu colo e o deitei em minhas pernas.

            — Eu só... só fico pensando no que vai ser de mim sem você, se um dia...

            - Shh! Não vai acontecer nada, ok?!

            Edward assentiu. Invadi sua boca novamente, deixando nossas línguas brincarem. Mordi seu lábio inferior.

            Edward saiu do meu colo quando viu meu pai retornar.

            [...]

            — Agora já podem preencher os formulários.

            — Obrigada Sr. Swan, o lanche estava ótimo.

            Começamos a preencher os formulários. A porta da sala se abriu e vi minha mãe entrando, enquanto seu rosto ia desmoronando. Eu ri.

            — Boa... tarde. – Tirou o Ray Ban.

            — Boa tarde, Sra. Swan... – Edward abaixou a cabeça, entrelacei nossos dedos embaixo da mesa.

            — Oi, mãe.

            — Oi. O que estão... fazendo?! — “Aqui”, completei mentalmente sua frase.

            — Eles estão preenchendo os formulários para a faculdade. — Charlie respondeu.

            Minha mãe ficou em silêncio, de repente deu um sorriso medonho.

            — Onde vai tentar entrar Edward?

            — Ele não vai tentar, ele vai conseguir uma bolsa em Stanford, mas caso não dê certo, ele vai para Yale.

            — E pretende fazer...?

            — Advocacia. — Edward respondeu. Apertei mais nossas mãos embaixo da mesa.

            — Desejo sorte... — Sorriu cinicamente. — E você, filha, vai cursar artes plásticas aonde?

            — Mãe eu já disse que está fora de cogitação eu seguir seus passos, vou fazer medicina e o lugar não decidi ainda. — Falei rispidamente.

            Ela suspirou e subiu as escadas.

            Quando terminamos tudo, levei Edward embora.

            — Me desculpa pela minha mãe... — Suspirei. — Não consigo entender por que ela tem que ser tão imbecil e...

            — Sh! — Edward tocou meus lábios — Ela tem razão, Bella, você nunca terá futuro algum ao meu lado…

            — Isso não importa! — Senti meus olhos lacrimejarem. — O que importa é ter você ao meu lado. — Soltei meu sinto e o abracei.

            — A gente vai ficar junto, se é isso o que você quer. – Edward se afastou e tocou meu rosto — Eu só acho que não sou merecedor de...

            — Claro que é! — Colei nossos lábios — Você se importa muito com o que os outros acham… Danem-se eles, dane-se essa sociedade ambiciosa, dane-se, dane-se e dane-se!

            — Dane-se... — Edward sorriu me beijando.

            — É. — Concordei.


            Despedimos-nos e eu voltei para minha casa. Quando entrei, encontrei minha mãe na sala.

            — Filha, precisamos conversar!

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