Bem vindos ao Fanfics da Cah. Sou Camila Cocenza, futura garota de programa! E não, não é o que estão pensando, apenas pretendo cursar Engenharia da Computação. Para mais informações: cahcocenza@hotmail.com

01/03/2011

I Never Told You - Capitulo 5


Capitulo 5 - Primeira aula

POV Edward

- Mãe! – Resmunguei.

- Por favor... – Ela juntou as mãos – Eu não pude levar você no seu primeiro dia de aula na escolinha, deixe-me ficar.

Sentei-me no sofá.

- Estou me sentindo um bebê.

- Você é meu bebê! – Minha mãe apertou minhas bochechas – Cut-cut.

- Viu! – Me levantei – Eu tenho 19 anos, não 5.

Meu pai desceu as escadas rindo.

- Não adianta, ela sempre vai te ver como um bebê.

Revirei os olhos.

- É isso ou a senhora está com medo que eu seduza a professora? – Provoquei.

- Ela não cairia tão fácil na sua. – Minha mãe riu – Pela conversa que tive com Isabella, pude ver o quão madura e responsável ela é.

- Espera. – Me levantei – Isabella?

- Sim.

- Eu tenho uma tara por Isabellas.

Meu pai riu, já o queixo de minha mãe caiu.

- Espera, você não é mais puro?

Torci os lábios. Isso não era uma coisa que eu queria conversar com minha mãe. Mas qual é com 19 anos ela acha que eu ainda sou puro?!

- Claro... – Sorri, ela respirou aliviada. – Sou pura sacanagem.

- Como assim? – Ela se levantou do sofá e jogou as mãos para o ar – Desde quando meu filho não é mais virgem?

- Acho que eu tinha... – Coloquei a mão no queixo –... Uns 16 anos...

- OMG! Eu pensei que Carlisle estava brincando quando nós estávamos em seu quarto aquele dia e ele falou que o que íamos fazer era algo que você já fazia... Ai Meu Deus! Quando isso aconteceu? Como assim? Eu sou a ultima a saber?

- Foi quando eu deixei de lado as revistas que o papai me deu quando eu tinha 14 e...

Percebi que tinha falado demais, mas já era tarde para me arrepender.

- Por favor, diga-me que eram revistas de carros!

Dei de ombros

- Eram revistas de carros.

Esme se aproximou desconfiada.

- Eram mesmo?

- Não. Mas realmente tinha umas fotos que umas mulheres estavam no carro e...

- Certo, certo, certo. – Meu pai me empurrou no sofá, olhando-me feio. Minha mãe colocou as mãos na cintura, bateu o pé e subiu as escadas. – Obrigada filhão – Meu pai ironizou – Você acabou de dar motivos para sua mãe me deixar na seca.

Ew!

- Foi mal...

- Foi péssimo. – Concordou. A campainha tocou. Meu pai dirigiu-se até a porta e eu fiquei rodando a caneta que estava em minha mão – Olá... ahhh você deve ser Isabella.

Virei meu pescoço para ver se minha professora era gostosa, mas não consegui enxergar nada.

Oh, só Bella por favor.

Franzi o cenho.

Aquela voz...

EDWARD MASEN CULLEN!

Minha mãe gritou do andar superior. Ótimo! Já estava começando a me envergonhar.

- Edward?

Dei um pulo do sofá e pisquei os olhos. Mas não era ilusão.

Sim, Bella Swan estava parada a minha frente, na sala de minha casa.

- Bella! – Não pude conter o sorriso. – O que faz... Espera, você é a Isabella?!

Bella passou as mãos pelo cabelo, nervosa. Meu pai estava dando comida ao seu peixinho, minha professora se aproximou perigosamente.

- Você! – Ela rosnou apontando para mim – Você mentiu! Disse que tinha 19 anos!

- E tenho. – Dei de ombros.

Seu queixo caiu. Ela franziu a testa e deu um passo para trás.

- Me desculpe, estava alimentando o peixinho – Carlisle riu – O nome dele é peixinho – Meu pai bateu uma mão na outra e a esticou para Bella – Sou Carlisle Cullen, pai de Edward.

- Prazer. – Bella aceitou a mão de meu pai, mas me lançou um olhar mortal.

Como se eu tivesse culpa! Com tantas professoras nesse mundo, logo ela vem parar aqui em casa.

O destino é foda! Um dia eu paro na sua casa e agora ela vem parar na minha.

EU NÃO POSSO ACREDITAR! – Minha mãe deu um grito de surpresa.

- Oh merda... – Puxei meus próprios cabelos.

- Ela foi mexer embaixo do seu colchão... – Meu pai informou – Estamos ferrados, você ainda tem aquela com o autografo destinado a mim?

- Aham

Olhei para as escadas, logo minha mãe apareceu ali, descendo com algumas revistas na mão. Bella mordeu os lábios um pouco confusa, mas quando conseguiu ver o que tinha nas mãos de Esme, olhou para mim, surpresa.

Corri até a beira da escada, barrando minha mãe.

- Isabella chegou... – Puxei as revistas da mão dela e as coloquei por de baixo da blusa.

Minha mãe se endireitou e projetou seu corpo para frente.

- Suma com isso.

- Mãe... – Bati o pé no chão e chacoalhei meu corpo, como uma criança birrenta – Não me envergonhe.

- Te envergonhar? – Ela riu maldosamente, fechei os olhos prevendo o que vinha a seguir – Vergonha é ter 19 anos e possuir revistas pornográficas debaixo do colchão! – Olhei para trás. Bella mordia os lábios tentando conter o riso, já meu pai ria. – Você não ria Carlisle, isso tudo é culpa sua!

Sai da sala, envergonhado.

Além de Bella me achar criança, agora sabia que eu era burro e tarado.

Mães... elas só nos envergonham!

Cheguei ao quintal e joguei as revistas no lixo.

Joe, meu vizinho de 14 anos se aproximou e puxou uma da minha mão.

- Uau, revista pornô! – O garoto exclamou como se estivesse clamando algum deus.

- Faça bom proveito. – Dei as costas, quando cheguei à porta me virei e para alertá-lo – Cuidado, tem umas paginas colada.

Fechei a porta e ouvi seu grito.

QUE NOJO!

Comecei a rir, mas logo parei.

Minha mãe, Bella e meu pai estavam me olhando.

- Filho, essa é sua professora. Isab...

- Eu sei. – Sorri – Isabella Swan, irmã de Emmett.

- Vocês já se conhecem? – Meu pai arqueou uma sobrancelha, maliciosamente.

- Somos velhos amigos. – Dei de ombros.

- Olha que maravilha! – Minha mãe riu – Se vocês são amigos eu posso ficar tranqüila. – Ela tocou o ombro de Bella – Pelo menos eu sei que ele não vai tentar te seduzir.

Bella deu um sorriso amarelo, totalmente constrangida.

- Claro que não, eu seduzir Bella? Jamais.

Sim, eu estava sendo sínico.

- Bom, já que são amigos não precisamos ficar amor, você vai comigo para o hospital? – Meu pai entrelaçou seus dedos com os de minha mãe.

- Vamos. – Mamãe assentiu, virou-se para Bella e sorriu – Querida fique a vontade. Qualquer coisa que precisar peça a Edward.

- Certo.

Minha mãe pegou sua bolsa que estava sobre o sofá, beijou minha bochecha, abraçou Bella e saiu com meu pai.

- Sentiu saudades? – Sorri, provocando ela.

- Olha. – Ela soltou sua bolsa no sofá e respirou fundo – Se eu soubesse que você era o filho de Esme, eu jamais teria aceitado, então vamos tentar começar tudo novamente. – Ela colocou a mão na cintura.

- Qual o problema de dar aulas para mim?

Ela mordeu os lábios.

- Você é o problema. Você é um problema.

Revirei os olhos.

- Só porque tenho 19 anos, sou péssimo na escola e repetente?

- Também.

Passei as mãos por meus cabelos, irritado

- Se talvez eu tivesse pessoas que me apoiassem e não que me julgasse, a probabilidade de me sair bem nos estudos seria maior.


POV Bella


Certo, talvez eu tenha pegado pesado com o garoto.

- Me desculpe. – Toquei seu ombro, ele deu um meio sorriso, eu retribuí – Mas olhe você pelo menos sabe probabilidade.

- Na verdade eu não sei. – Ele se levantou. – Ou melhor, eu sei mais não sei, ah você entendeu.

- Eu estou aqui para isso, certo?

- Sim. – Ele pegou minha bolsa. – Podemos usar a mesa.

- Ok.

[...]

- A matemática não é um bicho de sete cabeças, você só precisa se esforçar. – Expliquei. Edward rodou o lápis na mesa e torceu os lábios. – Vamos, me fale, o que você sabe?

- Somar, dividir, subtrair, multiplicar e mais algumas outras coisinhas ai.

Isso ia ser mais difícil do que eu esperava.

- Vamos relembrar algumas coisas simples e depois daremos continuidade ao que você está estudando atualmente, ok? – Propus, ele sorriu.

- Claro tia.

- Tia?! – Revirei os olhos – Edward, você não está mais na primeira serie.

- Ok Tia. – Dei-lhe um tapa na nuca. – Ei, você está maltratando um aluno indefeso, sabe que pode perder sua licença para dar aulas não é?

- Então não me chame de tia.

- Ok Tia.

- Edward!

Ele riu.

- Certo, me desculpe professora.

Eu ia ter muito, muito trabalho pela frente.
POV Edward


Quando menos percebi, a aula acabou.

Fiz bico.

- Não existe hora extra nesse ramo? – Pousei meu braço ao redor de seu ombro – Agora que eu estava começando a me empolgar você já está indo.

- Felizmente não. – Bella tirou meu braço de seu ombro.

- Não abre exceção para seu amigo?

Ela riu.

- Não.

- Certo.

Torci os lábios. Ajudei Bella a guardar os materiais que ela havia trazido, depois a guiei até a porta, mas antes de abrir... me virei.

- Que tal nós dois tomarmos um... sorvete? – Encostei-me na porta.

- Não me relaciono com meus alunos...

Bati o pé e insisti.

- Mas, bem, eu te conheci antes de você começar a me dar aulas.

- No entanto... – Ela sorriu – Agora eu te dou aulas.

Abri a porta e dei espaço para ela passar.

- Ok. – Passei a mão pelos cabelos – Está despedida.

Bella revirou os olhos rindo, passou pela porta e virou-se para me olhar.

- Só quem pode fazer isso é quem me contratou.

- Vejo que não vou conseguir sua companhia hoje. – Apoiei o braço na porta e fiz uma cara de cão carente.

- Minha companhia você só vai ter na segunda, na quarta e na sexta das 14h30min às 16h30min. Agora eu preciso ir, até quarta.

Bella me deu as costas, desceu os degraus e caminhou até seu carro. Fiquei ali parado – olhando sua bunda – enquanto ela entrava no carro, o ligava e sumia na esquina.

Voltei para dentro e me sentei à mesa, refazendo tudo o que ela me ensinou. Deixei o lápis ao lado do caderno e apoiei o queixo em minhas mãos.

Talvez fosse melhor eu desistir de Bella, ela já havia deixado claro que não ia rolar nada entre nós dois, e era obvio que ela preferia caras mais velhos, não a mim: o garoto problemático de 19 anos que ainda está parado no último ano e é bancado pelos pais.

- É ISSO! – Pulei da cadeira, decidido.

Talvez se eu começar a trabalhar e me ajeitar...

[...]

Esfreguei meu próprio rosto controlando-me para não mandar meus pais à merda.

- Da para vocês dois pararem?!

Eles respiraram fundo, tentando parar de gargalhar, o que não conseguiram.


Cinco minutos depois...


Levantei-me irritado.

Olhei perplexo para meus pais, que estavam esparramados no sofá com os rostos vermelho e ofegantes: De tanto rir.

- Estou vendo que não vou conseguir levar um papo serio com vocês dois.

Minha mãe tapou os lábios, contendo-se.

- Mas... mas... – Ela voltou a gargalhar. Depois fechou os olhos e respirou fundo. – Você? trabalhar?

 - É! – Joguei os braços para o ar.

- Certo. – Carlisle murmurou sem fôlego. Ele e minha mãe se endireitaram no sofá. Meu pai virou-se para mamãe – Você ouviu isso?

- Aham. – Ela mordeu os lábios.

- Certo, nós dois usamos a mesma droga então. – Carlisle concluiu.

Os dois olharam para mim e voltaram a se encarar, logo depois voltaram a gargalhar.

Dei as costas para eles e subi para o meu quarto.

[...]

- EMMETT VAI A MERDA! – Berrei no celular e o desliguei.

Porque depois que eu contava a idéia de arrumar um trampo todos começavam a rir?

Minha situação estava tão critica assim?



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2 comentários:

Izah disse...

crl so se fode o Ed ... coitado todo mundo rindo dele

Zenilda disse...

Não critica, Edward é só que voce trabalhando é hilario...kkkkrsrs
só isso
beijusss flor

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